O estado do Acre acaba de, involuntariamente, dar a maior contribuição cientifica para o combate efetivo às doenças sexualmente transmissiveis, especialmente a AIDS.
A imprensa noticiou, hoje, que uma fábrica de camisinhas (preservativos masculinos, para ser politicamente correto), deixou vazar num açude uma grande quantidade de látex, a borracha natural usada na fabricação do produto.
Pronto, esta resolvida a questão das DSTs no Brasil, principalmente em relação aos jovens, cuja maioria se recusa a usar as tais camisinhas, mesmo porque, para eles, o sexo acontece sempre que aparece a oportunidade, ao contrario dos adultos -- e principalmente os casados -- que só faltam agendarem seus relacionamentos sexuais. E muitos os agendam com meses de antecedência, né mesmo?
Basta colher a água daquele açude do Acre e distribui-la, gratuitamente, pelo pais afora.
Ou, então, jogar uma grande quantidade do látex usado para fabricação de camisinhas nas represas e rios desse Brasil varonil.
E ainda dizem que o Acre nunca deu nenhuma contribuição para o desenvolvimento do Brasil, além da morte de Chico Mendes e que tudo o que produziu até hoje foi o Ildebrando Pascoal, aquele deputado que costumava cortar com motoserra seus desafetos politicos e comerciais.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
domingo, 23 de dezembro de 2007
Pão, vinho e humildade: Feliz Natal
“Eis o meu corpo, tomai e comei! Eis o meu sangue, tomai e bebei. Fazei isto em memória de mim, hoje e sempre”.
Segundo o Novo Testamento, esta frase foi presenciada por pelo menos 12 pessoas que estavam sentadas numa mesa em torno de um homem, a 1974 anos, se não me falha a memória, nem erro nas contas. Há um filme de Mel Brooks, A História do Mundo, onde aparecem 13 pessoas, sendo a 13ª o próprio Brooks, como garçom, mas isso não importa. Haveria, também, segundo o mesmo filme de Mel Brooks, uma 14ª pessoa, que teria registrado a cena, um tal de Leonardo, não se sabe ao certo, se bem que essa foto o teria tornado famoso até hoje. Tão famoso que sua foto foi copiada aos milhões – talvez bilhões – e encontra-se em quase todas as residências do mundo. Ganha de longe da foto de Che Guevara.
A frase não ficou gravada em nenhum fita cassete ou CD, nem mesmo num disco de vinil, não se sabe se por deficiência do sistema de sonorização durante o evento, ou porque naquela época ainda não existiam mesmo gravadores de som. No entanto, ficou registrada nos escritos de algumas daquelas 12 pessoas que participavam daquele jantar, por sinal, o ultimo na companhia daquele homem.
Tinha completado 33 anos fazia pouco tempo, cerca de tres ou quatro meses, salvo engano. Pelo menos para os padrões atuais, até que era jovem.
Ninguém ali sabia, a não ser ele próprio, que era sua última ceia na companhia de seus principais amigos, se bem que um deles, que dizem chamar-se Judas, não era tão amigo assim. A partir daquela noite, seriam 40 dias de puro sofrimento, dor, humilhações.....e morte.
Nascido aos 25 dias do mês de dezembro do ano que se tornou conhecido como Zero, tornou-se tão importante para a Humanidade, que o tempo passou a contar, para muitos povos, à partir do seu nascimento, segundo contam, em meio a vaquinhas de presépio – muito embora não houvesse, ainda, o Congresso Nacional brasileiro – e sob a luz de uma estrela, que guiou, de forma mais segura que os instrumentos daquele avião da Varig que ia para Belém e que se estrebuchou na Amazônia 1989 anos depois, os passos dos camelos daqueles três Reis que foram visita-lo ainda na manjedoura. Curiosamente, dizem que a estrela também era de Belém, mas não a Belém do avião da Varig, e nem a estrela era aquela que está na cauda dos aviões da companhia aérea brasileira.
Ao se despedir da vida terrena de seus 12 amigos, e, por meio deles, de todos os seus seguidores, foi humilde, pedindo-lhes que, ao comerem do pão e beberem do vinho, no futuro, o fizessem lembrando-se dele.
“1973, tanto tempo faz que ele morreu/o mundo se modificou/mas ninguém jamais o esqueceu”. Em plena ditadura militar brasileira, um cantor e compositor popular da chamada Jovem Guarda, fazia sucesso em todo o Brasil registrando, agora em vinil, o óbvio: ninguém jamais o esqueceu, embora Antonio Marcos tenha se enganado nas contas. Quando compôs a musica, faziam 1973 anos que Ele havia nascido, e não morrido.
Nem hoje, 1974 anos depois da sua morte, o esquecemos. Na noite de amanhã, comemoraremos seu aniversario de nascimento. Poucos meses depois, num dia que ficou conhecido como Páscoa, o seu renascimento.
Feliz Natal a todos. Com toda a humildade.
Segundo o Novo Testamento, esta frase foi presenciada por pelo menos 12 pessoas que estavam sentadas numa mesa em torno de um homem, a 1974 anos, se não me falha a memória, nem erro nas contas. Há um filme de Mel Brooks, A História do Mundo, onde aparecem 13 pessoas, sendo a 13ª o próprio Brooks, como garçom, mas isso não importa. Haveria, também, segundo o mesmo filme de Mel Brooks, uma 14ª pessoa, que teria registrado a cena, um tal de Leonardo, não se sabe ao certo, se bem que essa foto o teria tornado famoso até hoje. Tão famoso que sua foto foi copiada aos milhões – talvez bilhões – e encontra-se em quase todas as residências do mundo. Ganha de longe da foto de Che Guevara.
A frase não ficou gravada em nenhum fita cassete ou CD, nem mesmo num disco de vinil, não se sabe se por deficiência do sistema de sonorização durante o evento, ou porque naquela época ainda não existiam mesmo gravadores de som. No entanto, ficou registrada nos escritos de algumas daquelas 12 pessoas que participavam daquele jantar, por sinal, o ultimo na companhia daquele homem.
Tinha completado 33 anos fazia pouco tempo, cerca de tres ou quatro meses, salvo engano. Pelo menos para os padrões atuais, até que era jovem.
Ninguém ali sabia, a não ser ele próprio, que era sua última ceia na companhia de seus principais amigos, se bem que um deles, que dizem chamar-se Judas, não era tão amigo assim. A partir daquela noite, seriam 40 dias de puro sofrimento, dor, humilhações.....e morte.
Nascido aos 25 dias do mês de dezembro do ano que se tornou conhecido como Zero, tornou-se tão importante para a Humanidade, que o tempo passou a contar, para muitos povos, à partir do seu nascimento, segundo contam, em meio a vaquinhas de presépio – muito embora não houvesse, ainda, o Congresso Nacional brasileiro – e sob a luz de uma estrela, que guiou, de forma mais segura que os instrumentos daquele avião da Varig que ia para Belém e que se estrebuchou na Amazônia 1989 anos depois, os passos dos camelos daqueles três Reis que foram visita-lo ainda na manjedoura. Curiosamente, dizem que a estrela também era de Belém, mas não a Belém do avião da Varig, e nem a estrela era aquela que está na cauda dos aviões da companhia aérea brasileira.
Ao se despedir da vida terrena de seus 12 amigos, e, por meio deles, de todos os seus seguidores, foi humilde, pedindo-lhes que, ao comerem do pão e beberem do vinho, no futuro, o fizessem lembrando-se dele.
“1973, tanto tempo faz que ele morreu/o mundo se modificou/mas ninguém jamais o esqueceu”. Em plena ditadura militar brasileira, um cantor e compositor popular da chamada Jovem Guarda, fazia sucesso em todo o Brasil registrando, agora em vinil, o óbvio: ninguém jamais o esqueceu, embora Antonio Marcos tenha se enganado nas contas. Quando compôs a musica, faziam 1973 anos que Ele havia nascido, e não morrido.
Nem hoje, 1974 anos depois da sua morte, o esquecemos. Na noite de amanhã, comemoraremos seu aniversario de nascimento. Poucos meses depois, num dia que ficou conhecido como Páscoa, o seu renascimento.
Feliz Natal a todos. Com toda a humildade.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
QUE QUER O BISPO BAIANO ??
Eu compreendo perfeitamente o choro da atriz Leticia Sabatella diante da sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasilia, quando foi prolatada a decisão que cassou a liminar impedindo as obras de transposição parcial -- e bota parcial nisso!! - do Rio São Francisco. Como haviam fotógrafos e cinegrafistas por perto, ela que, como toda boa -- e bota boa nisso, gente!!! - atriz tem que aparecer de qualquer jeito, abriu o berreiro -- mesmo porque, quem não chora não mama, principalmente uns pontinhos a mais no ibope.
A atitude do Bispo Luiz Cappio, de Barra, na Bahia, contudo, vem me impressionando muito mais do que as lagrimas de crocodi....., digo, da bela Sabatella -- com rima e tudo.
Como o país e o Vaticano sabem, Bispo Cappio entrou pela segunda vez em greve de fome, desde que o governo resolveu dar continuidade as obras de transposição do São Francisco, fracassadas que foram as negociações (não sei pra que tais negociaçoes) com a turma que parece desejar que a água para o sertão nordestino venha, apenas, da torneira de São Pedro.
As obras haviam sido paralisadas, também, por uma liminar judicial, porque estaria se averiguando se a transposição de menos de 1 por cento (isso aí, gente: menos de 1 por cento) de todo aquele aguaceiro do leito do rio para canais de irrigação sertão adentro, causaria algum dano ecológico, ou seja havia qualquer ilegalidade no projeto ou nos contratos para as obras.
O STF acabou decidindo que não. Os peixes não correm risco na piracema, as aves que lá gorjeiam continuarão gorjeando, as borboletas borboleteando, os macacos macaqueando....e alguns Bispos, praguejando. Também decidiu que -- por incrivel que pareça!! -- não há ilegalidade nem suspeita de falcatrua nos projetos, licitações, contratos. Bom, pelo menos por enquanto.
O sonho do aproveitamento das águas do Velho Chico para irrigação do sertão ou parte do sertão nordestino, acima da Bahia, vem de muito antes de Raquel de Queiróz haver escrito "O Quinze", onde retratava uma das maiores e trágicas secas ocorridas na região, no inicio do século passado. Na verdade, vem desde o Império, como do Império era o plano da construção da Capital do Brasil no centro-oeste, e da construção de uma ponte (ou tunel) que ligasse Rio de Janeiro a Niterói. O sonho de Brasilia realizou-se cerca de 80 anos depois de D. Pedro II, que a queria capital do Império, mas, em seu tumulo em Paris no final da década de 1950, não deve ter ficado bravo com Juscelino por te-la construido como capital da Republica. O tunel Rio-Niteroi foi convertido numa Ponte de 14 qulometros de extensão sobre a Baia da Guanabara, obra dos governos militares pós-revolução de 1964. D. Pedro II também não deve ter se revirado no tumulo, nem mesmo sendo a obra construida pelos militares, da mesma estirpe ditatorial daqueles que o derrubaram do poder em 1889, ainda mais porque a ponte ficou muito mais bonita do que ficaria um tunel -- que ninguém veria ao chegar de avião ou de navio á cidade maravilhosa.
Faltava o sonho da transposição do Rio São Francisco, que tomou algum impulso no governo de Fernando Henrique Cardoso e Lula resolveu botar, realmente, em prática -- convocou até Geddel Vieira Lima, o deputado baiano tão "arretado" como o Bispo Cappio, para tocar pra fente o negócio, fazendo-o Ministro da Integração Nacional.
A tansposição do rio não lhe prejudicara em nada, seja o leito, seja a vazão, seja o ecossistema, seja o que for. Estudos do IBAMA e dos demais Institutos envolvidos demonstram claramente isso.
Ao mesmo tempo, resolverá, de fato e perenemente, o problema da seca em grande parte do sertão nordestino, podendo acabar com a miséria, com a fome, ajudando até a, quem sabe daqui a 100 ou 200 anos, acabar com as favelas de São Paulo, Baureri, Carapicuiba, Osasco -- cidades do suposto sul maravilha que ao longo do ultimo século recebeu milhões de nordestinos, alguns vindos nos paus-de-arara (o presidente Lula diz que foi um deles), fugindo da miséria causada pela falta de água a irrigar seu solo.
Até agora não vi um unico argumento lógico, um unico argumento aceitável, dentre aqueles que se dizem contra a transposição parcial do São Francisco.
Então, volto a dizer: compreendo as lagrimas da Sabatella. Mas não dá para compreender a picuinha do Bispo Luiz Cappio. Não dá, mesmo.
A atitude do Bispo Luiz Cappio, de Barra, na Bahia, contudo, vem me impressionando muito mais do que as lagrimas de crocodi....., digo, da bela Sabatella -- com rima e tudo.
Como o país e o Vaticano sabem, Bispo Cappio entrou pela segunda vez em greve de fome, desde que o governo resolveu dar continuidade as obras de transposição do São Francisco, fracassadas que foram as negociações (não sei pra que tais negociaçoes) com a turma que parece desejar que a água para o sertão nordestino venha, apenas, da torneira de São Pedro.
As obras haviam sido paralisadas, também, por uma liminar judicial, porque estaria se averiguando se a transposição de menos de 1 por cento (isso aí, gente: menos de 1 por cento) de todo aquele aguaceiro do leito do rio para canais de irrigação sertão adentro, causaria algum dano ecológico, ou seja havia qualquer ilegalidade no projeto ou nos contratos para as obras.
O STF acabou decidindo que não. Os peixes não correm risco na piracema, as aves que lá gorjeiam continuarão gorjeando, as borboletas borboleteando, os macacos macaqueando....e alguns Bispos, praguejando. Também decidiu que -- por incrivel que pareça!! -- não há ilegalidade nem suspeita de falcatrua nos projetos, licitações, contratos. Bom, pelo menos por enquanto.
O sonho do aproveitamento das águas do Velho Chico para irrigação do sertão ou parte do sertão nordestino, acima da Bahia, vem de muito antes de Raquel de Queiróz haver escrito "O Quinze", onde retratava uma das maiores e trágicas secas ocorridas na região, no inicio do século passado. Na verdade, vem desde o Império, como do Império era o plano da construção da Capital do Brasil no centro-oeste, e da construção de uma ponte (ou tunel) que ligasse Rio de Janeiro a Niterói. O sonho de Brasilia realizou-se cerca de 80 anos depois de D. Pedro II, que a queria capital do Império, mas, em seu tumulo em Paris no final da década de 1950, não deve ter ficado bravo com Juscelino por te-la construido como capital da Republica. O tunel Rio-Niteroi foi convertido numa Ponte de 14 qulometros de extensão sobre a Baia da Guanabara, obra dos governos militares pós-revolução de 1964. D. Pedro II também não deve ter se revirado no tumulo, nem mesmo sendo a obra construida pelos militares, da mesma estirpe ditatorial daqueles que o derrubaram do poder em 1889, ainda mais porque a ponte ficou muito mais bonita do que ficaria um tunel -- que ninguém veria ao chegar de avião ou de navio á cidade maravilhosa.
Faltava o sonho da transposição do Rio São Francisco, que tomou algum impulso no governo de Fernando Henrique Cardoso e Lula resolveu botar, realmente, em prática -- convocou até Geddel Vieira Lima, o deputado baiano tão "arretado" como o Bispo Cappio, para tocar pra fente o negócio, fazendo-o Ministro da Integração Nacional.
A tansposição do rio não lhe prejudicara em nada, seja o leito, seja a vazão, seja o ecossistema, seja o que for. Estudos do IBAMA e dos demais Institutos envolvidos demonstram claramente isso.
Ao mesmo tempo, resolverá, de fato e perenemente, o problema da seca em grande parte do sertão nordestino, podendo acabar com a miséria, com a fome, ajudando até a, quem sabe daqui a 100 ou 200 anos, acabar com as favelas de São Paulo, Baureri, Carapicuiba, Osasco -- cidades do suposto sul maravilha que ao longo do ultimo século recebeu milhões de nordestinos, alguns vindos nos paus-de-arara (o presidente Lula diz que foi um deles), fugindo da miséria causada pela falta de água a irrigar seu solo.
Até agora não vi um unico argumento lógico, um unico argumento aceitável, dentre aqueles que se dizem contra a transposição parcial do São Francisco.
Então, volto a dizer: compreendo as lagrimas da Sabatella. Mas não dá para compreender a picuinha do Bispo Luiz Cappio. Não dá, mesmo.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
OS TARADOS DE ELITE
Há alguns anos, um menino, buscado numa das favelas de São Paulo por um grande cineasta argentino chamado Hector Babenco, foi a grande estrela de um filme que rodou o mundo e tornou-se um ícone da cinematografia brasileira: era Fernando Ramos da Silva, então com apenas 9 anos de idade. O filme, Pixote - a lei do mais fraco.
Sucesso absoluto de critica e publico, a interpretação do pequeno Fernando Ramos da Silva não fez feio diante das atrizes Marilia Pera, Elke Maravinha, e outros grandes que participaram do filme. Nem Fernando, nem seus amigos também de favela que interpretaram seus companheiros de Febem e das ruas de São Paulo. Foi contratado pela TV Globo e chegou a participar de umas duas novelas, até que foi lançado, de novo, no olho da rua. Diziam que era meio indisciplinado.
Não era, não. Era, apenas, uma criança pobre que interpretou muito bem o papel de saco-de-pancada da vida, da policia e dos monitores da Febem, porque esse era seu mundo real. Nas novelas da Globo, tudo era ficticio: os cenários, as ruas, os personagens.
Tempos depois, já com cerca de 20 anos de idade, Fernando Ramos da Silva morreu como qualquer Pixote: fuzilado por policiais tarados, debaixo de uma cama de um casebre de São Bernardo do Campo, onde morava, porque havia furtado uma porcaria qualquer -- porcaria, mesmo, não é força de expressão não. Fernando não estava armado, não estava drogado. Apenas, fugiu dos policiais após haver cometido um pequeno furto, entrou em seu barraco e se escondeu debaixo da cama. Não esboçou reação ao ser localizado, mas os tarados o fuzilaram.
Nessa semana, policiais da cidade de Bauru, no estado de São Paulo, invadiram um casebre de periferia, a procura de um rapaz que teria supostamente furtado uma moto. O menino estava dormindo. Entraram em seu "quarto" (um cômodo do casebre) o tiraram da cama e o torturaram com choques elétricos por todo o corpo. Um tenente comandava a quadrilha de assassinos. Um tenente mentiroso, provavelmente corrupto, e, certamente, tarado. Disse que não viu as torturas de seus subordinados, porque estava a procura de drogas pela casa e que teria até encontrado um tijolo de 350 gramas de maconha. Tudo mentira, desde a maconha que não encontrou porcaria nenhuma, até não haver presenciado e participado da tortura. E a tal moto que, disseram, o menino havia furtado, estaria no quintal da casa. Portanto, nem foi para que ele confessasse o crime e dissesse onde ela estava que foi torturado.
O menino tinha 15 anos de idade. Morreu, em razão de inumeros choques elétricos pelo corpo. O Tenente que nunca deveria ter sido nem soldado -- alias, não deveria ter nem nascido -- deu voz de prisão aos seus subordinados, como se eles fosse os unicos culpados. Terminou preso, também, pelo Comando superior da PM. Pena que aquele raio que um dia o FErnando Henrique CArdoso disse que caiu em Bauru e causou aquele grande apagão energético no pais quase todo, h[a uns 6 ou 7 anos atrás, não tenha, agora, caido de novo sobre a viatura que os conduzia para a prisão militar. Quem sabe morressem, todos, do mesmo choque que o menino de 15 anos que assassinaram barbara e friamente, tal como aquele personagem bandido do filme Tropa de Elite, sobre o BOPE carioca, que tanto sucesso andou fazendo, que colocou fogo em dois estudantes.
Por falar em Tropa de Elite e policiais tarados, o festejado Capitão Nascimento também era um. Não sei se na vida real -- a julgar pela foto que saiu nos jornais, mostrando o inspirador do personagem, eu acho que é. O Capitão Nascimento do BOPE, no filme, faz questão de atirar no rosto do bandido já absolutamente dominado, numa das cenas finais, porque ele, o bandido, sabendo que iria morrer executado num crime cometido por um agente da policia, lhe pede que não atire no rosto, para "não estragar o funeral".
As cenas do filme Tropa de Elite são reais. Não que tenham sido filmadas em ações reais da policia, não. Mas elas acontecem diariamente nos morros cariocas, paulistas, soteropolitanos e de quase todas as médias e grandes cidades brasileiras. Acontecem, também, nas pequenas cidades.
Supostos bandidos -- a maioria pés-de-chinelo -- são abusados, com um prazer sexual, pelos agentes policiais, sejam militares ou civis. A tortura existe mais nas delegacias de policia do que nas ruas, porque compete à policia civil reaizar investigações e inquéritos e usa-se da maquininha de choque -- se não me engano, chamada maricota em alguns lugares -- para colher-se a grande prova, que seria a confissão do ladrão de galinhas. Poucos são os policiais civis brasileiros que não têm uma maricota escondida. Os tarados que não têm, viram-se com fios desencapados, como foi o caso daqueles de Bauru. Acho mesmo que estava afinzões de fazer amor com aquele menino de 15 anos -- talvez com o corpo malhado -- e ele não quiz nada com eles. Então descontaram suas taras sexuais pelo menino, sentindo prazer em ve-lo estrebuchar-se a cada descarga elétrica recebida. Dizem que as descargas elétricas ativam o órgão sexual. Aquele tenente e seus soldados devem ter ficado "loouuuucooss" ao ver o pênis do rapaz ficar ereto durante a sessão de tortura.
Fico pensando porque o prazer de certos policiais de torturarem, de produzirem o sofrimento, ainda que psicológico.
A maioria das vitimas da tortura fisica são pobres e do sexo masculino. E são jovens. E são torturados por tarados policiais do sexo masculino -- bom, pelo menos é o que consta das suas fichas.
Já as vitimas da tortura psicológica são de classe média para alta, geralmente famosas. A tortura psicológica foi cometida, por exemplo, por aquele policial que trouxe Flavio Maluf -- o filho do famoso Paulo Maluf -- do interior para a Capital paulista, ano retrasado, sem qualquer algema, mas, diante das câmeras, fez questão de algema-lo, lembram-se?? Pura tortura psicologica sobre sua vitima. Puro prazer quase sexual em humilhar a vitima perante as câmeras da Globo, Record, RedeTV, SBT e que, sabe, até da TV Senado.
O que mais preocupa é que esses casos de policiais assim a gente costuma dizer que seriam uma minoria.
Nõ são não. Infelizmente, se ainda são minoria, estão aumentando estupidamente a cada ano.
E são festejados.
Afinal, quantos personagens-policiais voces contam no filme Tara...., desculpe, Tropa de Elite, que se postaram contra os métodos de investigação do Capitão Nascimento?
Sucesso absoluto de critica e publico, a interpretação do pequeno Fernando Ramos da Silva não fez feio diante das atrizes Marilia Pera, Elke Maravinha, e outros grandes que participaram do filme. Nem Fernando, nem seus amigos também de favela que interpretaram seus companheiros de Febem e das ruas de São Paulo. Foi contratado pela TV Globo e chegou a participar de umas duas novelas, até que foi lançado, de novo, no olho da rua. Diziam que era meio indisciplinado.
Não era, não. Era, apenas, uma criança pobre que interpretou muito bem o papel de saco-de-pancada da vida, da policia e dos monitores da Febem, porque esse era seu mundo real. Nas novelas da Globo, tudo era ficticio: os cenários, as ruas, os personagens.
Tempos depois, já com cerca de 20 anos de idade, Fernando Ramos da Silva morreu como qualquer Pixote: fuzilado por policiais tarados, debaixo de uma cama de um casebre de São Bernardo do Campo, onde morava, porque havia furtado uma porcaria qualquer -- porcaria, mesmo, não é força de expressão não. Fernando não estava armado, não estava drogado. Apenas, fugiu dos policiais após haver cometido um pequeno furto, entrou em seu barraco e se escondeu debaixo da cama. Não esboçou reação ao ser localizado, mas os tarados o fuzilaram.
Nessa semana, policiais da cidade de Bauru, no estado de São Paulo, invadiram um casebre de periferia, a procura de um rapaz que teria supostamente furtado uma moto. O menino estava dormindo. Entraram em seu "quarto" (um cômodo do casebre) o tiraram da cama e o torturaram com choques elétricos por todo o corpo. Um tenente comandava a quadrilha de assassinos. Um tenente mentiroso, provavelmente corrupto, e, certamente, tarado. Disse que não viu as torturas de seus subordinados, porque estava a procura de drogas pela casa e que teria até encontrado um tijolo de 350 gramas de maconha. Tudo mentira, desde a maconha que não encontrou porcaria nenhuma, até não haver presenciado e participado da tortura. E a tal moto que, disseram, o menino havia furtado, estaria no quintal da casa. Portanto, nem foi para que ele confessasse o crime e dissesse onde ela estava que foi torturado.
O menino tinha 15 anos de idade. Morreu, em razão de inumeros choques elétricos pelo corpo. O Tenente que nunca deveria ter sido nem soldado -- alias, não deveria ter nem nascido -- deu voz de prisão aos seus subordinados, como se eles fosse os unicos culpados. Terminou preso, também, pelo Comando superior da PM. Pena que aquele raio que um dia o FErnando Henrique CArdoso disse que caiu em Bauru e causou aquele grande apagão energético no pais quase todo, h[a uns 6 ou 7 anos atrás, não tenha, agora, caido de novo sobre a viatura que os conduzia para a prisão militar. Quem sabe morressem, todos, do mesmo choque que o menino de 15 anos que assassinaram barbara e friamente, tal como aquele personagem bandido do filme Tropa de Elite, sobre o BOPE carioca, que tanto sucesso andou fazendo, que colocou fogo em dois estudantes.
Por falar em Tropa de Elite e policiais tarados, o festejado Capitão Nascimento também era um. Não sei se na vida real -- a julgar pela foto que saiu nos jornais, mostrando o inspirador do personagem, eu acho que é. O Capitão Nascimento do BOPE, no filme, faz questão de atirar no rosto do bandido já absolutamente dominado, numa das cenas finais, porque ele, o bandido, sabendo que iria morrer executado num crime cometido por um agente da policia, lhe pede que não atire no rosto, para "não estragar o funeral".
As cenas do filme Tropa de Elite são reais. Não que tenham sido filmadas em ações reais da policia, não. Mas elas acontecem diariamente nos morros cariocas, paulistas, soteropolitanos e de quase todas as médias e grandes cidades brasileiras. Acontecem, também, nas pequenas cidades.
Supostos bandidos -- a maioria pés-de-chinelo -- são abusados, com um prazer sexual, pelos agentes policiais, sejam militares ou civis. A tortura existe mais nas delegacias de policia do que nas ruas, porque compete à policia civil reaizar investigações e inquéritos e usa-se da maquininha de choque -- se não me engano, chamada maricota em alguns lugares -- para colher-se a grande prova, que seria a confissão do ladrão de galinhas. Poucos são os policiais civis brasileiros que não têm uma maricota escondida. Os tarados que não têm, viram-se com fios desencapados, como foi o caso daqueles de Bauru. Acho mesmo que estava afinzões de fazer amor com aquele menino de 15 anos -- talvez com o corpo malhado -- e ele não quiz nada com eles. Então descontaram suas taras sexuais pelo menino, sentindo prazer em ve-lo estrebuchar-se a cada descarga elétrica recebida. Dizem que as descargas elétricas ativam o órgão sexual. Aquele tenente e seus soldados devem ter ficado "loouuuucooss" ao ver o pênis do rapaz ficar ereto durante a sessão de tortura.
Fico pensando porque o prazer de certos policiais de torturarem, de produzirem o sofrimento, ainda que psicológico.
A maioria das vitimas da tortura fisica são pobres e do sexo masculino. E são jovens. E são torturados por tarados policiais do sexo masculino -- bom, pelo menos é o que consta das suas fichas.
Já as vitimas da tortura psicológica são de classe média para alta, geralmente famosas. A tortura psicológica foi cometida, por exemplo, por aquele policial que trouxe Flavio Maluf -- o filho do famoso Paulo Maluf -- do interior para a Capital paulista, ano retrasado, sem qualquer algema, mas, diante das câmeras, fez questão de algema-lo, lembram-se?? Pura tortura psicologica sobre sua vitima. Puro prazer quase sexual em humilhar a vitima perante as câmeras da Globo, Record, RedeTV, SBT e que, sabe, até da TV Senado.
O que mais preocupa é que esses casos de policiais assim a gente costuma dizer que seriam uma minoria.
Nõ são não. Infelizmente, se ainda são minoria, estão aumentando estupidamente a cada ano.
E são festejados.
Afinal, quantos personagens-policiais voces contam no filme Tara...., desculpe, Tropa de Elite, que se postaram contra os métodos de investigação do Capitão Nascimento?
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
MENTIRA E ARROGÂNCIA DÁ NISSO
Mentiroso e arrogante. O presidente Luiz Inacio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores. Esse foi o recado enviado pela oposição real ao Palacio do Planalto e seus beneficiários na votação da emenda que prorrogaria a CPFM, na madrugada de quinta para sexta-feira ultima.
Lula começou seu primeiro mandato, em 2003, tão arrogante, como o suposto metalurgico que chegou à presidência da Republica, que sua mulher Marisa não teve escrupulos em transformar um canteiro dos jardins do Palacio da Alvorada em estrela do PT, como mostraram diversas reportagens fotográficas publicadas em vários orgãos de imprensa na época. Comportava-se, o presidente, seus familiares e seguidores do partido, como aquele sujeito mediocre que "sube em caixa de fósforo e já quer fazer discurso", como numa antiga piada politicamente incorreta.
Continuou se comportando dessa maneira arrogante até a presente data. Seus seguidores, também. Além de arrogância, as mentiras deslavadas, desde o prometido "espetáculo de crescimento" para junho de 2003, jamais realizado, até o PAC - Plano de Aceleração da Economia, que, na prática, não saiu do papel e de algumas obras que o TCU já embargou como superfaturadas e eivadas de outras falcatruas.
Foram tantas as mentiras que a parcela independente dos Senadores da República chamados a votar a emenda da CPMF na quinta-feira, não deram crédito nem à assinatura de Lula aposta no documento onde se comprometia, tarde demais, a investir todo o dinheiro a ser arrecadado no proximo ano com o tributo na área da Saúde. Pra dizer bem a verdade, seu eu fosse Lula dava uns tapas no assessor imbecil que o aconselhou a assinar aquele documento idiota. Se o assessor tivesse um minimo de bom senso, e Lula também, saberia que, caso não desse certo a manobra, estaria desmoralizado pelos Senadores perante a opinão publica. E foi exatamente isso o que aconteceu: os Senadores, ao não darem bola para o compromisso escrito, mandaram um recado ao presidente, no sentido de que não acreditam na sua palavra, nem quando acompanhada de um documento assinado. Ou seja, jamais comprariam de suas mãos um carro usado, para usar a expressão corriqueira entre os Norte-americanos.
É verdade. Quem tem acesso a informação nesse pais, e capacidade intelectual minima para processar as informações a que tem acesso, não acredita numa unica palavra do que diz o presidente Luiz Inacio Lula da Silva.
Não diz a verdade, quando afirma que criou o bolsa-familia para diminiuir a miséria. O bolsa-familia não passa da união numa unica cesta de todos os programas assistenciais disponibilizados em moeda corrente aos carentes, criados desde o governo de José Sarney e, alguns, oriundos até mesmo dos governos do regime militar pós-64. Mudaram-se os nomes, as siglas, principalmente durante o governo FHC, mas a coisa é a mesma. Não diz a verdade quando fala em estabilidade econômica. A estabilidade da economia e da moeda brasileiras, foram alcançadas com o Plano Real, de Fernando Henrique Cardoso, na época do governo Itamar Franco, e possivel, graças a politica da livre concorrência internacional e nacional no mercado interno, estabelecida por Fernando Collor de Melo.
A propria CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras -- criada inicialmente como IPMF, equivocadamente -- surgiu na administração de Fernando Henrique e lastrada numa mentira: a de que financiaria a Saúde, quando, desde o inicio, grande parte da arrecadação era destinada a outros fins menos nobres. Lula, cujo partido, sob sua batuta, fechou questão contra o imposto, passou a defendê-lo com unhas e dentes quando sentou-se na cadeira de FHC e viu que, para comprar goiabada para o Palacio, como FHC comprou com o dinheiro do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador, que financia o Seguro desemprego -- necessitaria da tal CPMF. Ou seja, ser contra a CPMF era uma mentira de campanha, ou visando a campanha sucessoria a FHC.
A arrogância demonstrada no inicio do governo, permaneceu ao longo desses 5 anos. Recentemente, declarou nosso preclaro presidente, que poderia "não ter os diplomas de FHC, mas que era melhor presidente que ele". Bravata, arrogância, pedantismo: se não fosse o governo FHC -- do qual, diga-se, não sou simpatizante, porque a sua politica econômica de estabilidade foi feita às custas de falências e desgraças para a classe média que é o sustentáculo desse pais -- a entregar-lhe de bandeja um pais economicamente estabilizado, o Brasil hoje, sob seu governo, não passaria de uma das republiquetas de Bananas, como vem se transformando nações governadas por seus amigos Hugo Chavez e Evo Morales.
Essa arrogância permaneceu, na sua turma, mesmo depois do vexame da derrota da CPMF no Senado dois dias atrás. Tarso Genro, seu ministro da Justiça -- e eu que pensei que não pudesse vir coisa pior do que Márcio Thomáz Bastos -- declarou, hoje, que FHC e o PSDB teriam inveja de Lula.
É a primeira vez que vejo alguém ter inveja de perdedores e mantirosos.
A mentira e a arrogância, unidas, deram no que deram. E vão dar em muito mais.
Lula começou seu primeiro mandato, em 2003, tão arrogante, como o suposto metalurgico que chegou à presidência da Republica, que sua mulher Marisa não teve escrupulos em transformar um canteiro dos jardins do Palacio da Alvorada em estrela do PT, como mostraram diversas reportagens fotográficas publicadas em vários orgãos de imprensa na época. Comportava-se, o presidente, seus familiares e seguidores do partido, como aquele sujeito mediocre que "sube em caixa de fósforo e já quer fazer discurso", como numa antiga piada politicamente incorreta.
Continuou se comportando dessa maneira arrogante até a presente data. Seus seguidores, também. Além de arrogância, as mentiras deslavadas, desde o prometido "espetáculo de crescimento" para junho de 2003, jamais realizado, até o PAC - Plano de Aceleração da Economia, que, na prática, não saiu do papel e de algumas obras que o TCU já embargou como superfaturadas e eivadas de outras falcatruas.
Foram tantas as mentiras que a parcela independente dos Senadores da República chamados a votar a emenda da CPMF na quinta-feira, não deram crédito nem à assinatura de Lula aposta no documento onde se comprometia, tarde demais, a investir todo o dinheiro a ser arrecadado no proximo ano com o tributo na área da Saúde. Pra dizer bem a verdade, seu eu fosse Lula dava uns tapas no assessor imbecil que o aconselhou a assinar aquele documento idiota. Se o assessor tivesse um minimo de bom senso, e Lula também, saberia que, caso não desse certo a manobra, estaria desmoralizado pelos Senadores perante a opinão publica. E foi exatamente isso o que aconteceu: os Senadores, ao não darem bola para o compromisso escrito, mandaram um recado ao presidente, no sentido de que não acreditam na sua palavra, nem quando acompanhada de um documento assinado. Ou seja, jamais comprariam de suas mãos um carro usado, para usar a expressão corriqueira entre os Norte-americanos.
É verdade. Quem tem acesso a informação nesse pais, e capacidade intelectual minima para processar as informações a que tem acesso, não acredita numa unica palavra do que diz o presidente Luiz Inacio Lula da Silva.
Não diz a verdade, quando afirma que criou o bolsa-familia para diminiuir a miséria. O bolsa-familia não passa da união numa unica cesta de todos os programas assistenciais disponibilizados em moeda corrente aos carentes, criados desde o governo de José Sarney e, alguns, oriundos até mesmo dos governos do regime militar pós-64. Mudaram-se os nomes, as siglas, principalmente durante o governo FHC, mas a coisa é a mesma. Não diz a verdade quando fala em estabilidade econômica. A estabilidade da economia e da moeda brasileiras, foram alcançadas com o Plano Real, de Fernando Henrique Cardoso, na época do governo Itamar Franco, e possivel, graças a politica da livre concorrência internacional e nacional no mercado interno, estabelecida por Fernando Collor de Melo.
A propria CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras -- criada inicialmente como IPMF, equivocadamente -- surgiu na administração de Fernando Henrique e lastrada numa mentira: a de que financiaria a Saúde, quando, desde o inicio, grande parte da arrecadação era destinada a outros fins menos nobres. Lula, cujo partido, sob sua batuta, fechou questão contra o imposto, passou a defendê-lo com unhas e dentes quando sentou-se na cadeira de FHC e viu que, para comprar goiabada para o Palacio, como FHC comprou com o dinheiro do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador, que financia o Seguro desemprego -- necessitaria da tal CPMF. Ou seja, ser contra a CPMF era uma mentira de campanha, ou visando a campanha sucessoria a FHC.
A arrogância demonstrada no inicio do governo, permaneceu ao longo desses 5 anos. Recentemente, declarou nosso preclaro presidente, que poderia "não ter os diplomas de FHC, mas que era melhor presidente que ele". Bravata, arrogância, pedantismo: se não fosse o governo FHC -- do qual, diga-se, não sou simpatizante, porque a sua politica econômica de estabilidade foi feita às custas de falências e desgraças para a classe média que é o sustentáculo desse pais -- a entregar-lhe de bandeja um pais economicamente estabilizado, o Brasil hoje, sob seu governo, não passaria de uma das republiquetas de Bananas, como vem se transformando nações governadas por seus amigos Hugo Chavez e Evo Morales.
Essa arrogância permaneceu, na sua turma, mesmo depois do vexame da derrota da CPMF no Senado dois dias atrás. Tarso Genro, seu ministro da Justiça -- e eu que pensei que não pudesse vir coisa pior do que Márcio Thomáz Bastos -- declarou, hoje, que FHC e o PSDB teriam inveja de Lula.
É a primeira vez que vejo alguém ter inveja de perdedores e mantirosos.
A mentira e a arrogância, unidas, deram no que deram. E vão dar em muito mais.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
O IRRESISTIVEL CLICK
Por quê um ladrãozinho qualquer aceita falar nos microfones de um repórter daqueles programas sensacionalistas policialescos das emissoras popularescas, quando são presos e mostrados em situação humilhante perante as câmeras, se sabem que aquela reportagem somente servirá para denegrir sua imagem perante a familia, amigos, filhos e, muitas vezes, para suas declarações serem usadas como confissão no inquérito e a unica intenção do apresentador do programa, do repórter e da emissora é conseguir uma boa audiência para ganharem um bom dinheiro com a propaganda, sem dar-lhe um unico centavo de comissão?
Por quê um politico qualquer pego supostamente num ato pouco ético ou nada ético, ou acusado de corrupção, ou de ter uma amante às escondidas, insiste em dar entrevistas para a imprensa, sabendo que será, apenas, ridicularizado pelos comentaristas e apresentadores dos telejornais, quando transmitirem a matéria, muitas vezes editando-a de forma a escamotear da opinião publica suas justificativas ou defesa?
Por quê um foragido da Justiça aceita dar entrevistas "em lugar reservado" para emissoras de televisão, sabendo que esta entrevista será, obviamente, repassada às autoridades para que tentem descobrir onde o foragido se encontra para que possam prende-lo?
Há alguns anos, ao ver no programa Globo Repórter uma entrevista com aquela famossissima advogada Georgina de Freitas, que teria fraudado o INSS em centenas de milhões de reais, segundo divulgado pelas autoridades e propagandeado pela imprensa em geral, comentei que ela acabava de fazer a maior besteira da vida dela. Segundo a reportagem, Georgina havia concedido a entrevista num pais da região do Caribe, onde estaria foragida da Justiça, "sob o compromisso da Globo de não divulgar o local onde se encontrava". Duas semanas depois, estava presa na Policia Federal, que descobriu o tal pais e até seu endereço. Era obvio que alguém da Globo dedou sua localização.
Quando ainda era estudante de direito no Rio de Janeiro, costumava frequentar com assiduidade as sessões de julgamentos nos Tribunais do Juri do Forum local, e assistir a audiências nos processos publicos, sempre que podia, principalmente nos periodos de férias. Num desses julgamentos, o promotor de Justiça apresentou a gravação de uma entrevista concedida pelo réu a uma radio da cidade, onde confessava o crime ao repórter que o entrevistava, dando detalhes de seu cometimento. O réu, perante o Juiz, negara por duas vezes ser o autor do crime. O advogado que o defendia protestou, mas o juiz permitiu que os jurados ouvissem aquela gravação. O Juiz até teve o cuidado de mandar que o oficial de justiça colocasse, primeiro, apenas um pequeno trecho do inicio da entrevista, e perguntou ao Réu se aquela era mesmo a voz dele. Quando o réu respondeu que sim, o juiz permitiu que o restante da entrevista fosse ouvida pelos jurados. O Promotor de Justiça praticamente não tinha provas concretas contra o réu: suas testemunhas eram fracas, nenhuma delas havia realmente presenciado o cometimento do crime; a arma do crime, uma faca, jamais fora encontrada pela policia; não foram encontrados vestigios de sangue nas roupas usadas pelo réu, e, por fim, o réu negava, em juizo, ser o seu autor. Tudo estava a seu favor para a sua absolvição pelos jurados, não fosse aquele raio de entrevista, que acabou por convencer o Conselho de Sentença de que fora ele mesmo quem cometera o crime. O sujeito levou 6 anos de cadeia nas fuças, por causa de uma entrevista.
Há pouco tempo, na minha cidade de Itajubá, o jornal Itajubá Noticias publicou uma entrevista com um empresario, onde ele dizia haver sido arrendatario de uma radio local, e envolvia na trasação, como se fossem seus sócios, duas outras pessoas, inclusive o atual prefeito da cidade. Um ex-empregado da radio entrou com ação na Justiça do Trabalho, reclamando um monte de direitos trabalhistas, e propos a ação contra a Radio (empresa) e contra seus supostos arrendatarios (aquele empresario falastrão e seus dois amigos). Não havia um unico documento que comprovasse a sociedade entre o empresario que falou demais, o prefeito e o outro suposto socio. Mas aquela entrevista levou a Justiça do TRabalho, em duas instâncias, a reconhecer que os tres seriam os arrendatarios, e a condena-los a pagar os direitos do ex-empregado. Um deles, que não era o falastrão, foi quem se estrumbicou feio, porque terminou pagando tudo sozinho, porque a Justiça bloqueou uma conta bancaria sua e sequestrou a grana para pagar o ex-empregado da Radio.
Na edição dessa semana da revista Veja, li uma extensa entrevista com a ex-primeira dama Rosane Collor, agora também ex-mulher do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Melo. Fazem 15 anos que Fernando Collor deixou a presidência da Republica diante da mais hedionda e difamatória campanha já feita contra um presidente da Republica desde os tempos em que Gelulio Vargas era escrachado pelo jornalista Carlos Lacerda, então proprietário do jornal Ultima Hora carioca, na década de 1950.
A reportagem com Rosane Collor somente a denegria e denegria ainda mais a imagem do ex-presidente, insistindo em coloca-lo para a opinião publica como um corrupto e a ela, Rosane, como uma dondoca irresponsável, apesar de Collor de Mello haver sido absolvido de todas as acusações de corrupção, concussão e até de roubar pirulito de criança que lhe fizeram na época, entre 1990 e 1992, quando a politicalha suja que crassa nesse pais, aliada a um empresariado descontente com a saudável concorrência externa de produtos importados liberada por Collor de Melo, aliada a boa parte do mundo artistico e intelectual que, antes de Collor, vivia nas tetas do governo, e, aliada, por fim, aos setores da midia nacional que depende, para sobreviver, da publicidade dos grandes empresarios e banqueiros nacionais, o derrubou do Poder.
E, mesmo assim, com Veja tendo participado ativamente daquela campanha suja, inclusive com fotos mentirosas de capa sobre os jardins da Casa da Dinda, Rosane Collor, que sabia que seria ridicularizada na edição daquela entrevista, a concedeu.
Pombas...
Por quê Georgina de Freitas concedeu á Globo uma entrevista que a levaria para a cadeia?
Por quê aquele réu do Rio de Janeiro concedeu a uma Radio uma entrevista que lhe rendeu 6 anos de xilindró?
Por quê bandidos comuns aceitam ser ridularizados perante todo o pais nas entrevistas que concedem semi-nus e algemados, tendo atras de si um painel com propaganda da Policia, a programas policialescos de televisão?
Porque não aguentam -- ou não aguentamos, todos nós, bandidos ou não -- o som irresistivel de um click de máquina fotográfica, o refletor de uma câmera de televisão, os microfones de uma rádio ou gravador de som.
Somos, todos, bandidos ou não, verdadeiros idiotas.
Por quê um politico qualquer pego supostamente num ato pouco ético ou nada ético, ou acusado de corrupção, ou de ter uma amante às escondidas, insiste em dar entrevistas para a imprensa, sabendo que será, apenas, ridicularizado pelos comentaristas e apresentadores dos telejornais, quando transmitirem a matéria, muitas vezes editando-a de forma a escamotear da opinião publica suas justificativas ou defesa?
Por quê um foragido da Justiça aceita dar entrevistas "em lugar reservado" para emissoras de televisão, sabendo que esta entrevista será, obviamente, repassada às autoridades para que tentem descobrir onde o foragido se encontra para que possam prende-lo?
Há alguns anos, ao ver no programa Globo Repórter uma entrevista com aquela famossissima advogada Georgina de Freitas, que teria fraudado o INSS em centenas de milhões de reais, segundo divulgado pelas autoridades e propagandeado pela imprensa em geral, comentei que ela acabava de fazer a maior besteira da vida dela. Segundo a reportagem, Georgina havia concedido a entrevista num pais da região do Caribe, onde estaria foragida da Justiça, "sob o compromisso da Globo de não divulgar o local onde se encontrava". Duas semanas depois, estava presa na Policia Federal, que descobriu o tal pais e até seu endereço. Era obvio que alguém da Globo dedou sua localização.
Quando ainda era estudante de direito no Rio de Janeiro, costumava frequentar com assiduidade as sessões de julgamentos nos Tribunais do Juri do Forum local, e assistir a audiências nos processos publicos, sempre que podia, principalmente nos periodos de férias. Num desses julgamentos, o promotor de Justiça apresentou a gravação de uma entrevista concedida pelo réu a uma radio da cidade, onde confessava o crime ao repórter que o entrevistava, dando detalhes de seu cometimento. O réu, perante o Juiz, negara por duas vezes ser o autor do crime. O advogado que o defendia protestou, mas o juiz permitiu que os jurados ouvissem aquela gravação. O Juiz até teve o cuidado de mandar que o oficial de justiça colocasse, primeiro, apenas um pequeno trecho do inicio da entrevista, e perguntou ao Réu se aquela era mesmo a voz dele. Quando o réu respondeu que sim, o juiz permitiu que o restante da entrevista fosse ouvida pelos jurados. O Promotor de Justiça praticamente não tinha provas concretas contra o réu: suas testemunhas eram fracas, nenhuma delas havia realmente presenciado o cometimento do crime; a arma do crime, uma faca, jamais fora encontrada pela policia; não foram encontrados vestigios de sangue nas roupas usadas pelo réu, e, por fim, o réu negava, em juizo, ser o seu autor. Tudo estava a seu favor para a sua absolvição pelos jurados, não fosse aquele raio de entrevista, que acabou por convencer o Conselho de Sentença de que fora ele mesmo quem cometera o crime. O sujeito levou 6 anos de cadeia nas fuças, por causa de uma entrevista.
Há pouco tempo, na minha cidade de Itajubá, o jornal Itajubá Noticias publicou uma entrevista com um empresario, onde ele dizia haver sido arrendatario de uma radio local, e envolvia na trasação, como se fossem seus sócios, duas outras pessoas, inclusive o atual prefeito da cidade. Um ex-empregado da radio entrou com ação na Justiça do Trabalho, reclamando um monte de direitos trabalhistas, e propos a ação contra a Radio (empresa) e contra seus supostos arrendatarios (aquele empresario falastrão e seus dois amigos). Não havia um unico documento que comprovasse a sociedade entre o empresario que falou demais, o prefeito e o outro suposto socio. Mas aquela entrevista levou a Justiça do TRabalho, em duas instâncias, a reconhecer que os tres seriam os arrendatarios, e a condena-los a pagar os direitos do ex-empregado. Um deles, que não era o falastrão, foi quem se estrumbicou feio, porque terminou pagando tudo sozinho, porque a Justiça bloqueou uma conta bancaria sua e sequestrou a grana para pagar o ex-empregado da Radio.
Na edição dessa semana da revista Veja, li uma extensa entrevista com a ex-primeira dama Rosane Collor, agora também ex-mulher do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Melo. Fazem 15 anos que Fernando Collor deixou a presidência da Republica diante da mais hedionda e difamatória campanha já feita contra um presidente da Republica desde os tempos em que Gelulio Vargas era escrachado pelo jornalista Carlos Lacerda, então proprietário do jornal Ultima Hora carioca, na década de 1950.
A reportagem com Rosane Collor somente a denegria e denegria ainda mais a imagem do ex-presidente, insistindo em coloca-lo para a opinião publica como um corrupto e a ela, Rosane, como uma dondoca irresponsável, apesar de Collor de Mello haver sido absolvido de todas as acusações de corrupção, concussão e até de roubar pirulito de criança que lhe fizeram na época, entre 1990 e 1992, quando a politicalha suja que crassa nesse pais, aliada a um empresariado descontente com a saudável concorrência externa de produtos importados liberada por Collor de Melo, aliada a boa parte do mundo artistico e intelectual que, antes de Collor, vivia nas tetas do governo, e, aliada, por fim, aos setores da midia nacional que depende, para sobreviver, da publicidade dos grandes empresarios e banqueiros nacionais, o derrubou do Poder.
E, mesmo assim, com Veja tendo participado ativamente daquela campanha suja, inclusive com fotos mentirosas de capa sobre os jardins da Casa da Dinda, Rosane Collor, que sabia que seria ridicularizada na edição daquela entrevista, a concedeu.
Pombas...
Por quê Georgina de Freitas concedeu á Globo uma entrevista que a levaria para a cadeia?
Por quê aquele réu do Rio de Janeiro concedeu a uma Radio uma entrevista que lhe rendeu 6 anos de xilindró?
Por quê bandidos comuns aceitam ser ridularizados perante todo o pais nas entrevistas que concedem semi-nus e algemados, tendo atras de si um painel com propaganda da Policia, a programas policialescos de televisão?
Porque não aguentam -- ou não aguentamos, todos nós, bandidos ou não -- o som irresistivel de um click de máquina fotográfica, o refletor de uma câmera de televisão, os microfones de uma rádio ou gravador de som.
Somos, todos, bandidos ou não, verdadeiros idiotas.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
EU NÃO FALEI??
Quando comentei aqui o caso da menina de 15 anos presa naquela cidadezinha do Pará, na mesma cela onde estavam um montão de marmanjões, por mais de 20 dias, onde sofreu toda sorte de abusos sexuais até por um prato de comida, disse que aquilo era um retrato do que acontecia nesse Brasil varonil de norte a sul.
Na semana passada, estourou escândalo no estado do Paraná, um dos mais desenvolvidos e supostamente cultos do Sul maravinha desse pais, provando que os abusos e descasos por parte de policiais, carcereiros, delegados, promotores de justiça e juizes não estão confinados ao norte e nordeste, de gente pobre e supostamente inculta.
Ôtoridades existem do Oipapoque ao Chuí, ficou comprovado.
No caso do Paraná, além da hiperlotação das celas das delegacias -- num dos casos tinha mais de 20 numa cela construida para abrigar 4 detentos -- acorrenta-se presos a pilastras, onde ficam sem comida por dias a fio.
Lembro-me que na Delegacia de Itajubá, no Sul de Minas, há uns 20 e tantos anos atrás, era comum a gente encontrar presos acorrentados, durante toda a noite, em botijões de gás, até que a douta autoridade policial (o delegado de policia) resolvesse aparecer na manhã seguinte -- e por manhã seguinte leia-se 10, 11 horas -- para ver se era ou não o caso de se lavrar flagrante contra o sujeito. Não sei se isso ainda ocorre por lá, mas até é possivel que sim.
A delegada de policia daquela cidade paranaense argumentou que, embora reconheça que a situação dos presos fosse degradante, "mais degradante era a situação das vitimas de seus crimes de furto, roubo, etc...".
O diabo é que essa mulher ainda está no cargo!!!!!
Deveria ser demitida sumariamente até que frequentasse regularmente uma escola primária e alguém lhe ensinasse como pesquisar no Dicionário do Aurélio, ou no Houaiss -- tanto faz -- o significado da expressão "degradante".
Não tem nada de degradante na situação de quem sofre um furto ou mesmo um roubo. A gente fica "puto" da vida, sem duvida, quando chegamos na nossa casa e vemos que vamos perder o capitulo da novela daquela noite porque levaram a nossa televisão. A gente fica "tiririca" com o mundo quando um sujeito nos aponta um revólver, canivete ou faca na rua e nos leva aquele "Rolex" legitimo de camelô,mas isso não tem nada a ver com a "degradação da nossa dignidade humana".
A situação de quem comete esses crimes no Brasil, na grande maioria das nossas delegacias, sim, é degradante, tanto quanto o são as situações dos menores das Febens -- que hoje mudaram de nome --- ou das penitenciarias.
Naquela cela hiperlotada da delegacia daquela senhora que viveu o dilema, como delegada, de acorrentar os presos na pilastra ou "leva-los para casa" (palavras dela), percebi o rosto de um garoto que não deve ter mais do que 19 ou 20 anos.
La, ele esta subjugado. Talvez hajam até policiais que o retirem da cela para dar-lhe uns tapinhas de vez em quando, apenas para mostrar que com eles "o sistema é bruto".
E o juiz ou juiza da cidade não viram nada, não sabem de nada, tanto quanto o Lula não sabia do mensalão.
Quando sair de la, ai sim aquela delegada poderá se arrepender de te-lo deixado junto com outros 20 numa cela para 4 ou de tê-lo amarrado numa pilastra, enquanto aguardava "um lugar" na cela.
Vai preferir te-lo "levado para casa".
Na semana passada, estourou escândalo no estado do Paraná, um dos mais desenvolvidos e supostamente cultos do Sul maravinha desse pais, provando que os abusos e descasos por parte de policiais, carcereiros, delegados, promotores de justiça e juizes não estão confinados ao norte e nordeste, de gente pobre e supostamente inculta.
Ôtoridades existem do Oipapoque ao Chuí, ficou comprovado.
No caso do Paraná, além da hiperlotação das celas das delegacias -- num dos casos tinha mais de 20 numa cela construida para abrigar 4 detentos -- acorrenta-se presos a pilastras, onde ficam sem comida por dias a fio.
Lembro-me que na Delegacia de Itajubá, no Sul de Minas, há uns 20 e tantos anos atrás, era comum a gente encontrar presos acorrentados, durante toda a noite, em botijões de gás, até que a douta autoridade policial (o delegado de policia) resolvesse aparecer na manhã seguinte -- e por manhã seguinte leia-se 10, 11 horas -- para ver se era ou não o caso de se lavrar flagrante contra o sujeito. Não sei se isso ainda ocorre por lá, mas até é possivel que sim.
A delegada de policia daquela cidade paranaense argumentou que, embora reconheça que a situação dos presos fosse degradante, "mais degradante era a situação das vitimas de seus crimes de furto, roubo, etc...".
O diabo é que essa mulher ainda está no cargo!!!!!
Deveria ser demitida sumariamente até que frequentasse regularmente uma escola primária e alguém lhe ensinasse como pesquisar no Dicionário do Aurélio, ou no Houaiss -- tanto faz -- o significado da expressão "degradante".
Não tem nada de degradante na situação de quem sofre um furto ou mesmo um roubo. A gente fica "puto" da vida, sem duvida, quando chegamos na nossa casa e vemos que vamos perder o capitulo da novela daquela noite porque levaram a nossa televisão. A gente fica "tiririca" com o mundo quando um sujeito nos aponta um revólver, canivete ou faca na rua e nos leva aquele "Rolex" legitimo de camelô,mas isso não tem nada a ver com a "degradação da nossa dignidade humana".
A situação de quem comete esses crimes no Brasil, na grande maioria das nossas delegacias, sim, é degradante, tanto quanto o são as situações dos menores das Febens -- que hoje mudaram de nome --- ou das penitenciarias.
Naquela cela hiperlotada da delegacia daquela senhora que viveu o dilema, como delegada, de acorrentar os presos na pilastra ou "leva-los para casa" (palavras dela), percebi o rosto de um garoto que não deve ter mais do que 19 ou 20 anos.
La, ele esta subjugado. Talvez hajam até policiais que o retirem da cela para dar-lhe uns tapinhas de vez em quando, apenas para mostrar que com eles "o sistema é bruto".
E o juiz ou juiza da cidade não viram nada, não sabem de nada, tanto quanto o Lula não sabia do mensalão.
Quando sair de la, ai sim aquela delegada poderá se arrepender de te-lo deixado junto com outros 20 numa cela para 4 ou de tê-lo amarrado numa pilastra, enquanto aguardava "um lugar" na cela.
Vai preferir te-lo "levado para casa".
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
MACARANI: SEM ROUBALHEIRA OU DEMAGOGIA
Há cerca de dois ou três anos, vi uma reportegem numa destas revistas de circulação nacional, denunciando roubalheira descarada -- e incompetente, diga-se -- de um prefeito de uma cidadezinha qualquer do interior de um estado brasileiro, do dinheiro do FUNDEF (hoje chamado de FUNDEB). O Fundef, como todo mundo sabe, era a grana cuja maior parte sai do Governo Federal, para custear a educação fundamental (1ª a 8ª séries do primeiro grau). Do montante repassado as prefeituras pelo FUNDEF, 60% deveriam ser destinados para o pagamento e ações de valorização do Magistério, ou seja, têm que ser gastos em despesas com professores, e os restantes 40% com a manutenção geral do ensino no municipio, como, por exemplo, gastos com a manutenção das escolas e com o transporte escolar. Naquela tal cidadezinha (só não cito o nome da cidade e do prefeito ladrão aqui, porque, realmente, não me lembro agora), o Exmo. Sr. Alcaide e seu Exmo. Sr. Secretario da Educação, junto com o Exmo. Sr. Tesoureiro da Prefeitura, armaram um esquema para comprar Notas Fiscais de comerciantes tão desonestos como eles, como se fossem materiais para uso na educação, mas, na verdade, embolsavam a grana -- pagando, claro, a comissão do comerciante desonesto.
A fraude foi descoberta por denuncia de uma cidadã, e, na auditoria realizada, descobriu-se, por exemplo, notas fiscais de uma padaria, na qual se lia o histórico "fornessimento para a educassão". Assim, mesmo: fonecimento com dos ss, e educação com dois ss. Corruptos e incompetentes, além de analfabetos, prefeito, secretario, tesoureiro e o comerciante que preencheu aquela nota.
Tem sido comum a gente ver na imprensa em geral, principalmente nos telejornais, denuncias de desvio de dinheiro da Educação nas prefeituras do pais. Desde o transporte de alunos até a merenda escolar, roubam em tudo e quase todo o dinheiro que é enviado para as prefeituras.
Mostra-se desde salas de aulas em galinheiros -- com o secretario da Educação respectivo afirmando que o seu prefeito já esta em vias de aprovar um projeto para a construção de uma escola, na maior cara de pau -- até, como em reportagem de ontem no Jornal Nacional da Rede Globo, alunos sendo transportados em motocicletas (até tres alunos por motocicleta, fora o piloto), bicicletas e jegues. SEgundo a reportagem, nas cidades onde os alunos são transportados em ônibus, há veiculos de até 72 anos de idade rodando. Se os donos desses veiculos, ao invés de locarem-nos para as prefeituras, procurassem vende-los para colecionadores de antiguidades em São Paulo, ganhariam um bom dinheiro.
Na cidade de Macarani, sudoeste baiano, onde moro atualmente, os alunos são transportados em ônibus, também locados de terceiros, que, embora não sejam exatamente o último modelo lançado pelas fabricas, têm cerca de 5 ou 10 anos de uso e estão em razoavel estado de conservação. Há até 3 anos atrás, na administração anterior, os alunos daqui também eram transportados em cima de caminhões que carregavam latões de leite das fazendas para a cidade. Um progresso e tanto, enfim, nesses tres ultimos anos.
O prefeito queria comprar, aproveitando o tal Programa Caminhos da Escola, do Governo Federal, uns dois ou tres onibus escolares novinhos em folha, mediante financiamento especial do BNDES através do Banco do Brasil. A esperança foi para o beleléu, pelo menos para o ano que vem, por culpa do inoperante Presidente da Camara dos Vereadores local, que não deu o encaminhamento devido e com a devida urgencia ao Projeto de Lei que autorizaria o Executivo a fazer o financiamento, e o prazo para a entrega da documentação no Banco se expirou. Por incrivel que possa parecer, o Projeto foi enviado para a Câmara Municipal 15 dias antes de expirar o prazo. A Câmara faz duas reuniões por semana, mas, mesmo assim, o presidente, vereador José Filho Santos Brito, conhecido como Zezé do Corgão, não o colocou em votação, alegando que os vereadores desconheciam seu conteudo e que deveria, antes, ser encaminhado para as Comissões pertinentes. O regimento da Câmara permite que as tais Comissões pertinentes manifestem-se oralmente durante a sessão de votação, o que, aliás, é costume na Câmara de Macarani, mas, estranhamente, justamente naquele projeto, o presidente da Casa não quiz submeter o projeto a apreciação verbal dos membros das tais Comissões pertinentes. E, com isso, perdeu-se o prazo para a votação e a entrega da documentação, que dependia da aprovação daquele projeto, no Banco do Brasil. Dizem as más linguas que ele é amigo do dono de um dos ônibus locados pela prefeitura para o transporte escolar, mas isso eu não posso afirmar.
Estranho que o governo federal, por outro lado, tenha lançado o tal Programa Caminhos da Escola e o BNDES tenha aberto a linha de financiamento para as prefeituras adquirirem os ônibus escolares, com tão curso espaço de tempo para que a documentação fosse entregue no Banco do Brasil. Até parece que, como a maioria escorchante dos tais Programas Sociais e verbas para aplicação na Educação, Saúde, etc.... anunciadas pelo Governo Federal, tudo é feito de propósito para não sair do papel, apenas para propaganda politica na televisão, apenas para que o presidente da Republica possa fazer seus discursos demagógicos, marca registrada da administração do Partido dos Trabalhadores há 5 anos.
Não é só o Caminhos da Escola que acabou beneficiando poucas prefeituras dentre os mais de 5 mil municipios brasileiros -- a maioria paupérrimos. Programas sociais como os da Habitação, o PSH administrado pela Caixa Econômica Federal, por exemplo, deixam qualquer prefeito louco, com as exigências absurdas, que parecem feitas de propósito para não serem cumpridas, principalmente pelos municipios mais pobres de grana e de intelecto de seus dirigentes. A grande maioria dos prefeitos desse pais mal sabem fazer o "O" em torno de uma caneca, são quase semi-analfabetos, assim como a maioria de seus Secretarios municipais. Cumprie as exigencias dos programas da Caixa Economica ou do BNDES, para eles, é quase impossivel.
Macarani, aqui na Bahia, somente consegue atualmente cumprir essas exigências -- quando o presidente da Câmara não atrapalha, é claro -- porque seu prefeito é bacharel em direito e ex-gerente do Banco do Brasil e seu Secretariado formado por pessoas com alguma formação técnica -- contabilistas, assistentes sociais, bacharéis em direito, professores com pós-graduação.
Também nunca, nesses tres anos da atual administração, o Tribunal de Contas dos Municipios ou o Tribunal de Contas do Estado detectou um unico ato de roubalheira, de desvio do dinheiro publico.
A Educação em Macarani tem servido de exemplo aos demais municipios, assim como a Saúde. Em tres anos de administração de Olisandro Pinto Nogueira, um mineiro que veio para ca em 1978, para ser gerente de uma agenciazinha do Banco do Brasil de uma cidadezinha de fim de mundo, onde nem televisão ainda existia, foram construidos na cidade nada menos do que tres unidades completas do Programa Saude da Familia -- PSF, para juntarem-se ao Hospital Municipal São Pedro, também construido na administração anterior de Olisandro (1993/1996) e aos postos de saude municipais. Não faltam médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem a qualquer hora do dia ou da noite. No setor de infra-estrutura e urbanismo, a cidade foi praticamnete construida na sua primeira administração (1983/1988), transformada na segunda (1993/1996) e, agora, remodelada e concluida na atual administração. Não existe praticamente uma unica rua sem calçamento nos bairros da cidade. Casas populares de gente muito pobre que estava caindo aos pedaços foram totalmente reconstruidas (reformadas não, reconstruidas mesmo). Tres novos conjuntos habitacionais com um total de quase 200 novas residencias para carentes foram construidos e entregues. Prefeitos da região morrem de inveja ao compararem suas cidades com Macarani.
Isto porque aqui, ao contraro do que tem ocorrido na maior parte das cidades do pais e até na administração federal, não há roubalheira nem demagogia. Há trabalho.
Por isso nossas crianças e jovens, apesar de atitudes incompreensiveis do presidente da Câmara Municipal como a ultima, viajam em ônibus e não em caminhões de leite ou lombos dos prefei...., digo, de jegues.
A fraude foi descoberta por denuncia de uma cidadã, e, na auditoria realizada, descobriu-se, por exemplo, notas fiscais de uma padaria, na qual se lia o histórico "fornessimento para a educassão". Assim, mesmo: fonecimento com dos ss, e educação com dois ss. Corruptos e incompetentes, além de analfabetos, prefeito, secretario, tesoureiro e o comerciante que preencheu aquela nota.
Tem sido comum a gente ver na imprensa em geral, principalmente nos telejornais, denuncias de desvio de dinheiro da Educação nas prefeituras do pais. Desde o transporte de alunos até a merenda escolar, roubam em tudo e quase todo o dinheiro que é enviado para as prefeituras.
Mostra-se desde salas de aulas em galinheiros -- com o secretario da Educação respectivo afirmando que o seu prefeito já esta em vias de aprovar um projeto para a construção de uma escola, na maior cara de pau -- até, como em reportagem de ontem no Jornal Nacional da Rede Globo, alunos sendo transportados em motocicletas (até tres alunos por motocicleta, fora o piloto), bicicletas e jegues. SEgundo a reportagem, nas cidades onde os alunos são transportados em ônibus, há veiculos de até 72 anos de idade rodando. Se os donos desses veiculos, ao invés de locarem-nos para as prefeituras, procurassem vende-los para colecionadores de antiguidades em São Paulo, ganhariam um bom dinheiro.
Na cidade de Macarani, sudoeste baiano, onde moro atualmente, os alunos são transportados em ônibus, também locados de terceiros, que, embora não sejam exatamente o último modelo lançado pelas fabricas, têm cerca de 5 ou 10 anos de uso e estão em razoavel estado de conservação. Há até 3 anos atrás, na administração anterior, os alunos daqui também eram transportados em cima de caminhões que carregavam latões de leite das fazendas para a cidade. Um progresso e tanto, enfim, nesses tres ultimos anos.
O prefeito queria comprar, aproveitando o tal Programa Caminhos da Escola, do Governo Federal, uns dois ou tres onibus escolares novinhos em folha, mediante financiamento especial do BNDES através do Banco do Brasil. A esperança foi para o beleléu, pelo menos para o ano que vem, por culpa do inoperante Presidente da Camara dos Vereadores local, que não deu o encaminhamento devido e com a devida urgencia ao Projeto de Lei que autorizaria o Executivo a fazer o financiamento, e o prazo para a entrega da documentação no Banco se expirou. Por incrivel que possa parecer, o Projeto foi enviado para a Câmara Municipal 15 dias antes de expirar o prazo. A Câmara faz duas reuniões por semana, mas, mesmo assim, o presidente, vereador José Filho Santos Brito, conhecido como Zezé do Corgão, não o colocou em votação, alegando que os vereadores desconheciam seu conteudo e que deveria, antes, ser encaminhado para as Comissões pertinentes. O regimento da Câmara permite que as tais Comissões pertinentes manifestem-se oralmente durante a sessão de votação, o que, aliás, é costume na Câmara de Macarani, mas, estranhamente, justamente naquele projeto, o presidente da Casa não quiz submeter o projeto a apreciação verbal dos membros das tais Comissões pertinentes. E, com isso, perdeu-se o prazo para a votação e a entrega da documentação, que dependia da aprovação daquele projeto, no Banco do Brasil. Dizem as más linguas que ele é amigo do dono de um dos ônibus locados pela prefeitura para o transporte escolar, mas isso eu não posso afirmar.
Estranho que o governo federal, por outro lado, tenha lançado o tal Programa Caminhos da Escola e o BNDES tenha aberto a linha de financiamento para as prefeituras adquirirem os ônibus escolares, com tão curso espaço de tempo para que a documentação fosse entregue no Banco do Brasil. Até parece que, como a maioria escorchante dos tais Programas Sociais e verbas para aplicação na Educação, Saúde, etc.... anunciadas pelo Governo Federal, tudo é feito de propósito para não sair do papel, apenas para propaganda politica na televisão, apenas para que o presidente da Republica possa fazer seus discursos demagógicos, marca registrada da administração do Partido dos Trabalhadores há 5 anos.
Não é só o Caminhos da Escola que acabou beneficiando poucas prefeituras dentre os mais de 5 mil municipios brasileiros -- a maioria paupérrimos. Programas sociais como os da Habitação, o PSH administrado pela Caixa Econômica Federal, por exemplo, deixam qualquer prefeito louco, com as exigências absurdas, que parecem feitas de propósito para não serem cumpridas, principalmente pelos municipios mais pobres de grana e de intelecto de seus dirigentes. A grande maioria dos prefeitos desse pais mal sabem fazer o "O" em torno de uma caneca, são quase semi-analfabetos, assim como a maioria de seus Secretarios municipais. Cumprie as exigencias dos programas da Caixa Economica ou do BNDES, para eles, é quase impossivel.
Macarani, aqui na Bahia, somente consegue atualmente cumprir essas exigências -- quando o presidente da Câmara não atrapalha, é claro -- porque seu prefeito é bacharel em direito e ex-gerente do Banco do Brasil e seu Secretariado formado por pessoas com alguma formação técnica -- contabilistas, assistentes sociais, bacharéis em direito, professores com pós-graduação.
Também nunca, nesses tres anos da atual administração, o Tribunal de Contas dos Municipios ou o Tribunal de Contas do Estado detectou um unico ato de roubalheira, de desvio do dinheiro publico.
A Educação em Macarani tem servido de exemplo aos demais municipios, assim como a Saúde. Em tres anos de administração de Olisandro Pinto Nogueira, um mineiro que veio para ca em 1978, para ser gerente de uma agenciazinha do Banco do Brasil de uma cidadezinha de fim de mundo, onde nem televisão ainda existia, foram construidos na cidade nada menos do que tres unidades completas do Programa Saude da Familia -- PSF, para juntarem-se ao Hospital Municipal São Pedro, também construido na administração anterior de Olisandro (1993/1996) e aos postos de saude municipais. Não faltam médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem a qualquer hora do dia ou da noite. No setor de infra-estrutura e urbanismo, a cidade foi praticamnete construida na sua primeira administração (1983/1988), transformada na segunda (1993/1996) e, agora, remodelada e concluida na atual administração. Não existe praticamente uma unica rua sem calçamento nos bairros da cidade. Casas populares de gente muito pobre que estava caindo aos pedaços foram totalmente reconstruidas (reformadas não, reconstruidas mesmo). Tres novos conjuntos habitacionais com um total de quase 200 novas residencias para carentes foram construidos e entregues. Prefeitos da região morrem de inveja ao compararem suas cidades com Macarani.
Isto porque aqui, ao contraro do que tem ocorrido na maior parte das cidades do pais e até na administração federal, não há roubalheira nem demagogia. Há trabalho.
Por isso nossas crianças e jovens, apesar de atitudes incompreensiveis do presidente da Câmara Municipal como a ultima, viajam em ônibus e não em caminhões de leite ou lombos dos prefei...., digo, de jegues.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
NÃO QUERER, QUEREEEENNNNNDO
Pesquisa popular divulgada na semana passada pela imprensa nacional, revelou que 65% da população brasileira não quer um terceiro mandato para o presidente Luiz Inacio Lula da Silva.
Lula, defrontado com os resultados escorchantes da pesquisa, declarou que ele sempre foi o primeiro a refutar a tese de um terceiro mandato.
Bobagem pura. Todo mundo sabe que Lula adoraria ter um terceiro mandato -- e um quarto, um quinto, um sexto, um eterno -- , assim como o Partido dos Trabalhadores o quer eternizado no Poder, mesmo porque, sem Lula à frente da chapa, os petistas podem dizer adeus ao Palacio do Planalto no dia 31 de dezembro de 2010. Não porque o Partido, em si, ainda não goze de algum apoio popular. Goza, apesar dos escândalos que o envolveram e o vem envolvendo há 6 anos, e poderia até chegar lá. Mas não chegará porque não tem candidato, não há um unico homem no PT de hoje capaz de cair na graça do povo, como Lula caiu. Nem Eduardo Suplicy, muito menos Aloisio Mercadante e, de José Dirceu, nem pensar. José Genoino virou figura do baixo clero, mesmo eleito deputado federal em 2006, na crista do escândalo do mensalão.
Lula queria um terceiro mandato, sim senhor. Não conheço rei que tenha abdicado ao trono vitalicio, salvo para evitar de ser derrubado, para evitar crise politica incontornável ou por amor, casos raros na História. Nosso D. Pedro I, por exemplo, abdicou ao trono brasileiro porque se não o fizesse a coisa ia ficar preta por aqui naquele idos do Século XIX, e era preferível deixar o Brasil para seu filho Pedro de Alcântara, que se tornou Pedro II, e ir ser rei em Portugal, como foi, do que sair escorraçado com toda a familia, como a crise politica da época prometia.
Mas as pretensões de Lula e sua turma esbarraram na semana passada não apenas na opinião publica dos brasileiros, que não lhe aprova um terceiro mandato. Esbarrou também, ora vejam, na opinião publica dos venezuelanos, que refutaram a permanência eterna do grande amigo de Lula, Hugo Chaves, no poder, como ele pretendia. Não adiantaram nem as ameaças proferidas pela televisão, caso perdesse o plebiscito desse ultimo fim de semana.
Lula, que achava as mudanças impostas por Hugo Chaves na Constituição venezuelana democráticas, teve de calar-se diante do retumbante "não" do povo daquele pais. E, pior para si próprio e as pretensões de seu grupo, praticamente descartar, de fato, a hipótese de mudança da Constituição brasileira para inserir-lhe o tal terceiro mandato.
A estrela desce.
Lula, defrontado com os resultados escorchantes da pesquisa, declarou que ele sempre foi o primeiro a refutar a tese de um terceiro mandato.
Bobagem pura. Todo mundo sabe que Lula adoraria ter um terceiro mandato -- e um quarto, um quinto, um sexto, um eterno -- , assim como o Partido dos Trabalhadores o quer eternizado no Poder, mesmo porque, sem Lula à frente da chapa, os petistas podem dizer adeus ao Palacio do Planalto no dia 31 de dezembro de 2010. Não porque o Partido, em si, ainda não goze de algum apoio popular. Goza, apesar dos escândalos que o envolveram e o vem envolvendo há 6 anos, e poderia até chegar lá. Mas não chegará porque não tem candidato, não há um unico homem no PT de hoje capaz de cair na graça do povo, como Lula caiu. Nem Eduardo Suplicy, muito menos Aloisio Mercadante e, de José Dirceu, nem pensar. José Genoino virou figura do baixo clero, mesmo eleito deputado federal em 2006, na crista do escândalo do mensalão.
Lula queria um terceiro mandato, sim senhor. Não conheço rei que tenha abdicado ao trono vitalicio, salvo para evitar de ser derrubado, para evitar crise politica incontornável ou por amor, casos raros na História. Nosso D. Pedro I, por exemplo, abdicou ao trono brasileiro porque se não o fizesse a coisa ia ficar preta por aqui naquele idos do Século XIX, e era preferível deixar o Brasil para seu filho Pedro de Alcântara, que se tornou Pedro II, e ir ser rei em Portugal, como foi, do que sair escorraçado com toda a familia, como a crise politica da época prometia.
Mas as pretensões de Lula e sua turma esbarraram na semana passada não apenas na opinião publica dos brasileiros, que não lhe aprova um terceiro mandato. Esbarrou também, ora vejam, na opinião publica dos venezuelanos, que refutaram a permanência eterna do grande amigo de Lula, Hugo Chaves, no poder, como ele pretendia. Não adiantaram nem as ameaças proferidas pela televisão, caso perdesse o plebiscito desse ultimo fim de semana.
Lula, que achava as mudanças impostas por Hugo Chaves na Constituição venezuelana democráticas, teve de calar-se diante do retumbante "não" do povo daquele pais. E, pior para si próprio e as pretensões de seu grupo, praticamente descartar, de fato, a hipótese de mudança da Constituição brasileira para inserir-lhe o tal terceiro mandato.
A estrela desce.
DADOS PREOCUPANTES
No sábado foi comemorado o Dia Nacional de Combate as DSTs – doenças sexualmente transmissíveis, quando se intensificam, em todo o pais, as campanhas de prevenção contra essas doenças, sobretudo com relação a AIDS.
Nesse ano, a Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais divulgou um dado chocante para oa região do sul de Minas Gerais, segundo informa a jornalista Maria Paula Feichas Vilanova, da Radio Itajuba, e que será tema do editorial do jornal Itajuba Noticias, que vai às bancas na próxima quarta-feira, 5: Itajubá está entre as campeãs de incidência de AIDS em todo o Estado de Minas, coladinha a Poços de Caldas, uma das maiores cidades turisticas mineiras, que recebe visitantes de todo o pais.
Segundo a Secretaria de Saúde, o sul de Minas Gerais tem 2 cidades, Itajubá e Poços, incluídas dentre as 15 cidades com maior incidência da doença. Juntas, essas duas cidades mineiras teriam 555 casos confirmados, sendo 241 casos em Poços e 233 casos em Itajubá. Ou seja, se considerarmos que Itajubá tem, hoje, aproximadamente 90 mil habitantes, cerca de 0,3% da nossa população estaria infectada.
Já foi pior para Poços de Caldas. Segundo a coordenadora do Programa DST/AIDS daquela cidade, Cilmara Molina, Poços era líder de incidência da doença no sul de Minas, em anos anteriores, e, agora, caiu para o 10º lugar, o que seria motivo para comemoração se o numero absoluto de vitimas da doença ainda não fosse tão elevado.
O coordenador da Gerencia Regional de Saúde de Pouso Alegre, Flávio Junqueira, contesta os números da Secretaria de Saúde do Estado, com o argumento de que os dados divulgados consideram desde o ano de 1986, e que tanto Poços como Itajubá teriam reduzido sensivelmente a incidência da doença nos anos posteriores, tese que encontra amparo na afirmação da coordenadora de Poços que comemora ter deixado o primeiro lugar do ranking para passar ao 10º lugar.
De qualquer forma, são dados assustadores, tanto para uma como para outra cidade, inclusive no que toca a proporção de mulheres infectadas em relação aos homens: do decênio 82/93 era de uma mulher para cada 4,9 homens, enquanto entre 93 e 2006, passou para uma mulher a cada 1,9 homens.
Como se disse, chocante!
Nesse ano, a Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais divulgou um dado chocante para oa região do sul de Minas Gerais, segundo informa a jornalista Maria Paula Feichas Vilanova, da Radio Itajuba, e que será tema do editorial do jornal Itajuba Noticias, que vai às bancas na próxima quarta-feira, 5: Itajubá está entre as campeãs de incidência de AIDS em todo o Estado de Minas, coladinha a Poços de Caldas, uma das maiores cidades turisticas mineiras, que recebe visitantes de todo o pais.
Segundo a Secretaria de Saúde, o sul de Minas Gerais tem 2 cidades, Itajubá e Poços, incluídas dentre as 15 cidades com maior incidência da doença. Juntas, essas duas cidades mineiras teriam 555 casos confirmados, sendo 241 casos em Poços e 233 casos em Itajubá. Ou seja, se considerarmos que Itajubá tem, hoje, aproximadamente 90 mil habitantes, cerca de 0,3% da nossa população estaria infectada.
Já foi pior para Poços de Caldas. Segundo a coordenadora do Programa DST/AIDS daquela cidade, Cilmara Molina, Poços era líder de incidência da doença no sul de Minas, em anos anteriores, e, agora, caiu para o 10º lugar, o que seria motivo para comemoração se o numero absoluto de vitimas da doença ainda não fosse tão elevado.
O coordenador da Gerencia Regional de Saúde de Pouso Alegre, Flávio Junqueira, contesta os números da Secretaria de Saúde do Estado, com o argumento de que os dados divulgados consideram desde o ano de 1986, e que tanto Poços como Itajubá teriam reduzido sensivelmente a incidência da doença nos anos posteriores, tese que encontra amparo na afirmação da coordenadora de Poços que comemora ter deixado o primeiro lugar do ranking para passar ao 10º lugar.
De qualquer forma, são dados assustadores, tanto para uma como para outra cidade, inclusive no que toca a proporção de mulheres infectadas em relação aos homens: do decênio 82/93 era de uma mulher para cada 4,9 homens, enquanto entre 93 e 2006, passou para uma mulher a cada 1,9 homens.
Como se disse, chocante!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
RONALDO TOVANI ESTAVA CERTO
Conheci Ronaldo Tovani, quando foi juiz na minha cidade de Itajubá, no sul de Minas Gerais. Foi no ano de 1989. Eu, advogado, ele juiz da Vara Criminal. Grande figura, Ronaldo Tovani. Brigou tanto com autoridades politicas, militares, civis e, quem sabe, até eclesiásticas, que acabou preferindo se aposentar, para que não o aposentassem. Conta a lenda que chegou, certa vez, quando substituia um colega numa cidade ali perto, a pedir ao delegado do lugar para reservar um lugar na cadeia local, com cela higienizada e lençois brancos na cama, porque o então governador do estado de Minas iria fazer uma visita a cidade, e "o homem que roubou no estado inteiro, dificilmente deixaria de cometer algum delito na cidade". Não sei se isso foi, realmente, verdade, mas a sentença que Ronaldo Tovani proferiu certa vez quando era juiz da Comarca de Varginha, rodou o pais inteiro. Até no site d eWanderlino Arruda na internet (www.wanderlino.com.br/portugues/ideias) . Eu tinha essa sentença em cópia do original que esta nos autos do processo nº 3.069/87, da Comarca de Varginha, mas acabei perdendo. Leia com atenção essa sentença, que foi proferida em versos, para ver se ela não reflete a propria atualidade do Brasil, 20 anos depois de Ronaldo Tovani te-la prolatado:
Sentença
Poder Judiciário
Comarca de Varginha; Estado de Minas Gerais
Autos nº 3.069/87;
Criminal
Autora: Justiça Pública
Indiciado: Alceu da Costa, vulgo "Rolinha
Vistos, etc..
No dia cinco de outubrodo ano ainda fluente
em Carmo da Cachoeiraterra de boa gente
Ocorreu um fato inédito
que me deixou descontente
o jovem Alceu da Costa
conhecido por "Rolinha"
aproveitando a madrugada
resolveu sair da linhas
ubtraindo de outrem
duas saborosas galinhas
Apanhando um saco plástico
que ali mesmo encontrou
o agente, muito esperto
escondeu o que furtou
deixando o local do crime
da maneira como entrou
O senhor Gabriel Osório
homem de muito tato
notando que havia sido
vítima do grave ato
procurou a autoridade
para relatar-lhe o fato
Ante a notícia do crime
a polícia diligente
tomou as dores de Osório
e formou seu contingente:
um cabo e dois soldados
e quem sabe até um tenente
Assim é que aparato
da Polícia Militar
atendendo a ordem expressa
do delegado titular
não pensou em outra coisa
senão em capturar
E depois de algum trabalho
o larápio foi encontrado
estava no "Bar do Pedrinho"
quando foi capturado;
não esboçou reação
sendo conduzido entã
oà frente do delegado.
Perguntado sobre o furto
que havia cometidor
espondeu Alceu da Costa
bastante extrovertido:
"Desde quando furto é crime
neste Brasil de bandido?"
Ante tão forte argumento
calou-se o delegado,
mas por dever de seu cargo
o flagrante foi lavrado
recolhendo à cadeia
aquele pobre coitado
E hoje passado um mês
de ocorrida a prisão
chega-me às mãos o inquérito
que me parte o coração:
solto ou deixo preso,
esse mísero ladrão?
Soltá-lo; decisão
que a nossa lei refuta
pois todos sabem que a lei
é pra pobre, preto e puta.
Por isso peço a Deus
que norteie minha conduta.
e é muito justa a lição
do pai destas alterosas:
Não deve ficar na prisão
quem furtou duas penosas
se lá também não estão presas
pessoas bem mais charmosas
como das fraudes do INAMPS
das ferrovias engenhosas.
Afinal não é tão grave
aquilo que Alceu fez
pois nunca foi do governo
nem seqüestrou Martines
e muito menos do GAP
participou alguma vez.
Desta forma é que concedo
a esse homem da simplória
com base no CPP
liberdade provisória
para que volte pra casa
e passe a viver na glória.
Se virar homem honesto
e sair dessa sua trilha
permaneça em Cachoeira
ao lado de sua família
devendo ao contrário
mudar-se para Brasília.
P. R. I. e expeça-se o respectivo alvará de soltura.
(Ronaldo Tovani - Juiz de Direito)
Então, gente: Nõ parece que Ronaldo Tovani proferiu essa sentença ontem mesmo?
Sentença
Poder Judiciário
Comarca de Varginha; Estado de Minas Gerais
Autos nº 3.069/87;
Criminal
Autora: Justiça Pública
Indiciado: Alceu da Costa, vulgo "Rolinha
Vistos, etc..
No dia cinco de outubrodo ano ainda fluente
em Carmo da Cachoeiraterra de boa gente
Ocorreu um fato inédito
que me deixou descontente
o jovem Alceu da Costa
conhecido por "Rolinha"
aproveitando a madrugada
resolveu sair da linhas
ubtraindo de outrem
duas saborosas galinhas
Apanhando um saco plástico
que ali mesmo encontrou
o agente, muito esperto
escondeu o que furtou
deixando o local do crime
da maneira como entrou
O senhor Gabriel Osório
homem de muito tato
notando que havia sido
vítima do grave ato
procurou a autoridade
para relatar-lhe o fato
Ante a notícia do crime
a polícia diligente
tomou as dores de Osório
e formou seu contingente:
um cabo e dois soldados
e quem sabe até um tenente
Assim é que aparato
da Polícia Militar
atendendo a ordem expressa
do delegado titular
não pensou em outra coisa
senão em capturar
E depois de algum trabalho
o larápio foi encontrado
estava no "Bar do Pedrinho"
quando foi capturado;
não esboçou reação
sendo conduzido entã
oà frente do delegado.
Perguntado sobre o furto
que havia cometidor
espondeu Alceu da Costa
bastante extrovertido:
"Desde quando furto é crime
neste Brasil de bandido?"
Ante tão forte argumento
calou-se o delegado,
mas por dever de seu cargo
o flagrante foi lavrado
recolhendo à cadeia
aquele pobre coitado
E hoje passado um mês
de ocorrida a prisão
chega-me às mãos o inquérito
que me parte o coração:
solto ou deixo preso,
esse mísero ladrão?
Soltá-lo; decisão
que a nossa lei refuta
pois todos sabem que a lei
é pra pobre, preto e puta.
Por isso peço a Deus
que norteie minha conduta.
e é muito justa a lição
do pai destas alterosas:
Não deve ficar na prisão
quem furtou duas penosas
se lá também não estão presas
pessoas bem mais charmosas
como das fraudes do INAMPS
das ferrovias engenhosas.
Afinal não é tão grave
aquilo que Alceu fez
pois nunca foi do governo
nem seqüestrou Martines
e muito menos do GAP
participou alguma vez.
Desta forma é que concedo
a esse homem da simplória
com base no CPP
liberdade provisória
para que volte pra casa
e passe a viver na glória.
Se virar homem honesto
e sair dessa sua trilha
permaneça em Cachoeira
ao lado de sua família
devendo ao contrário
mudar-se para Brasília.
P. R. I. e expeça-se o respectivo alvará de soltura.
(Ronaldo Tovani - Juiz de Direito)
Então, gente: Nõ parece que Ronaldo Tovani proferiu essa sentença ontem mesmo?
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
O PARÁ É O RETRATO DO BRASIL
Há semanas a imprensa falada, escrita, televisada e fofocada, vem divulgando o episódio, que não se revelou unico no estado do Pará, ocorrido numa cidadezinha considerada de fim-de-mundo, de uma menina de 15 anos que, pega em flagrante furtando uma bobagem qualquer, foi jogada numa cela com bandidos homens por mais de 20 dias. E não eram homens da mesma idade que ela, não, mas marmanjões bem vividinhos. Alias, se fosse uma cela de bebês masculinos já seria ilegal.
A menina foi violentada sexualmente durante aqueles 20 e tantos dias. Até para obter comida tinha que exercitar a lição de São Francisco de Assis: é dando que se recebe.
A Globo e as outras emissoras do pais botaram a boca no trombone. E começou o jogo de empurra-empurra entre as "otoridades" do lugar, desde o carcereiro até a representante do Ministério Publico e a Juiza do lugar.
Os presos que ficaram na cela com a menina foram transferidos. O delegado, o superintendente da Policia Civil, os carcereiros, a promotora (ou promotor, sei lá), a juiza, não. Continuam em seus cargos.
O Conselho Tutelar da cidade diz que somente descobriu o caso recentemente e, agora, como se fosse o dono da moral e dos bons costumes, exige providencias enérgicas. A Governadora do Pará disse ontem na televisão que "não admite explicações ou desculpas" para o caso, mas, "ainda não sabe" se exonerará ou não o delegado, o superintendente da policia, os carcereiros. Ela não tem poderes, mesmo se quisesse, para remover juizes e promotores, porque estes gozam do beneficio na inamovibilidade, garantido constitucionalmente aos magistrados e membros do Ministerio Publico -- ou seja, só saem de um lugar, se quiserem.
O que se passou no Pará se passa em todo o Brasil, mas raramente vem a tona.
E não é de hoje, não.
Há mais de 20 anos, na cadeia publica da minha querida Itajubá, em Minas Gerais, encontrei, num domingo a noite, um menino com cerca de 9 anos de idade. Foi preso -- o que já era ilegal, mesmo antes do Estatuto da Criança e do Adolescente -- e colocado numa cela imunda, úmida, sem ventilação e escura, porque havia furtado na feira livre local. E não estávamos numa cidadezinha de fim-de-mundo dos grotões desse Brasil: estávamos em Itajubá, sul de Minas Gerais, cidade então com cerca de 60 0u 70 mil habitantes, com industrias e universidades, distante apenas 260 kms da metrópole de São Paulo, 320 kms da capital cultural do pais, Rio de Janeiro e 430 kms da capital do estado, Belo Horizonte, por vias asfaltadas.
As ilegalidades e absurdos pipocam nesse país, portanto, há muitos e muitos anos e séculos, seculorum, amém.
Casos como o da garota daquele lugar no Pará onde o vento faz a curva, são extremamente semelhantes aos que ocorrem em todos os cantos e meios desse pais afora.
Ontem, dia 27 de novembro de 2007, o delegado responsável (responsável???) pela delegacia do lugar foi depor perante o Senado Federal sobre o caso. Confundiu os compromissos que havia assumido em sua agenda do dia, e pensou que estava num circo -- provavelmente, por causa da cupula do prédio do Senado, que parece uma lona de circo, não é? Teve a cara-de-pau de dizer que a menina, "provavelmente, seria débil mental, porque não disse que era menor de idade quando foi presa". Débeis mentais, Dotô Dilegado, sumu nóis qui ficamo ovino o sinho fala aquelas bobage.
O que me impressiona é que, se foi presa em flagrante -- declarando ou não ser menor, nada importa -- o delegado tinha, por obrigação, identificar a "perigosa meliante" , expedir a nota de culpa (um documento idiota previsto na lei, pelo qual se comunica ao preso que ele está preso porque fez o que Papai-do-Céu não gosta), e, em no máximo 24 horas, comunicar a prisão ao juiz competente. Ao receber a comunicação o juiz competente, pode, se verificar que não é o caso de manter-se o sujeito ou sujeita preso, mandar libera-lo imediatamente. Normalmente, o juiz competente envia o auto de flagrante (é assim que se chama a comunicação feita pelo delegado), ao promotor ou promotora de justiça, para que o Ministerio Publico, também tome ciencia da prisão e até peça pela liberação do preso ou opine pela regularidade do flagrante e da prisão.
Nada disso aconteceu naquele caso. Talvez porque o juiz -- ou, no caso, a juiza~- não fosse o competente, né verdade?
Uma Senadora, ontem, pediu que os responsáveis pela mantença da menor naquela situação e pelo seu estupro multiplo praticado pelos presos, sejam julgados não por crimes simples, como a prevaricação (quando uma autoridade deixa de praticar atos que deveria praticar ou os pratica em desacordo com a lei), mas por crimes hediondos.
Eu acho que aquela Senadora tem toda razão. O Código Penal diz que co-autor de um crime é aquele que, por qualquer modo, concorre para que o crime aconteça. Os presos daquele delegado cometeram o crime hediondo de estupro, e contra uma menor. Sem duvida que são os autores do crime. Mas tiveram a colaboração, ainda que involuntaria, mas dolosa, porque assumiram o risco pelo resultado de suas respectivas ações ou omissões, de todos os demais envolvidos: carcereiros, policiais, delegados, superintendente de policia, juiz (ou juiza), promotor (ou promotora). E, de forma indireta, dos proprios representantes do Conselho Tutelar da cidade que não cumpriram com sua obrigação de, pelo menos de vez enquando, darem uma passadinha pela delegacia para ver se tem algum menor preso ilegalmente.
Que o caso do Pará sirva de exemplo para o Brasil. Porque, como disse acima, o que lá acontece, é obvio que vem acontecendo em todo o pais. O Pará é um retrato do Brasil no desrespeito aos minimos direitos do cidadão, principalmente quando caem nas mãos de alguns muitos policiais, juizes e até promotores de justiça.
A menina foi violentada sexualmente durante aqueles 20 e tantos dias. Até para obter comida tinha que exercitar a lição de São Francisco de Assis: é dando que se recebe.
A Globo e as outras emissoras do pais botaram a boca no trombone. E começou o jogo de empurra-empurra entre as "otoridades" do lugar, desde o carcereiro até a representante do Ministério Publico e a Juiza do lugar.
Os presos que ficaram na cela com a menina foram transferidos. O delegado, o superintendente da Policia Civil, os carcereiros, a promotora (ou promotor, sei lá), a juiza, não. Continuam em seus cargos.
O Conselho Tutelar da cidade diz que somente descobriu o caso recentemente e, agora, como se fosse o dono da moral e dos bons costumes, exige providencias enérgicas. A Governadora do Pará disse ontem na televisão que "não admite explicações ou desculpas" para o caso, mas, "ainda não sabe" se exonerará ou não o delegado, o superintendente da policia, os carcereiros. Ela não tem poderes, mesmo se quisesse, para remover juizes e promotores, porque estes gozam do beneficio na inamovibilidade, garantido constitucionalmente aos magistrados e membros do Ministerio Publico -- ou seja, só saem de um lugar, se quiserem.
O que se passou no Pará se passa em todo o Brasil, mas raramente vem a tona.
E não é de hoje, não.
Há mais de 20 anos, na cadeia publica da minha querida Itajubá, em Minas Gerais, encontrei, num domingo a noite, um menino com cerca de 9 anos de idade. Foi preso -- o que já era ilegal, mesmo antes do Estatuto da Criança e do Adolescente -- e colocado numa cela imunda, úmida, sem ventilação e escura, porque havia furtado na feira livre local. E não estávamos numa cidadezinha de fim-de-mundo dos grotões desse Brasil: estávamos em Itajubá, sul de Minas Gerais, cidade então com cerca de 60 0u 70 mil habitantes, com industrias e universidades, distante apenas 260 kms da metrópole de São Paulo, 320 kms da capital cultural do pais, Rio de Janeiro e 430 kms da capital do estado, Belo Horizonte, por vias asfaltadas.
As ilegalidades e absurdos pipocam nesse país, portanto, há muitos e muitos anos e séculos, seculorum, amém.
Casos como o da garota daquele lugar no Pará onde o vento faz a curva, são extremamente semelhantes aos que ocorrem em todos os cantos e meios desse pais afora.
Ontem, dia 27 de novembro de 2007, o delegado responsável (responsável???) pela delegacia do lugar foi depor perante o Senado Federal sobre o caso. Confundiu os compromissos que havia assumido em sua agenda do dia, e pensou que estava num circo -- provavelmente, por causa da cupula do prédio do Senado, que parece uma lona de circo, não é? Teve a cara-de-pau de dizer que a menina, "provavelmente, seria débil mental, porque não disse que era menor de idade quando foi presa". Débeis mentais, Dotô Dilegado, sumu nóis qui ficamo ovino o sinho fala aquelas bobage.
O que me impressiona é que, se foi presa em flagrante -- declarando ou não ser menor, nada importa -- o delegado tinha, por obrigação, identificar a "perigosa meliante" , expedir a nota de culpa (um documento idiota previsto na lei, pelo qual se comunica ao preso que ele está preso porque fez o que Papai-do-Céu não gosta), e, em no máximo 24 horas, comunicar a prisão ao juiz competente. Ao receber a comunicação o juiz competente, pode, se verificar que não é o caso de manter-se o sujeito ou sujeita preso, mandar libera-lo imediatamente. Normalmente, o juiz competente envia o auto de flagrante (é assim que se chama a comunicação feita pelo delegado), ao promotor ou promotora de justiça, para que o Ministerio Publico, também tome ciencia da prisão e até peça pela liberação do preso ou opine pela regularidade do flagrante e da prisão.
Nada disso aconteceu naquele caso. Talvez porque o juiz -- ou, no caso, a juiza~- não fosse o competente, né verdade?
Uma Senadora, ontem, pediu que os responsáveis pela mantença da menor naquela situação e pelo seu estupro multiplo praticado pelos presos, sejam julgados não por crimes simples, como a prevaricação (quando uma autoridade deixa de praticar atos que deveria praticar ou os pratica em desacordo com a lei), mas por crimes hediondos.
Eu acho que aquela Senadora tem toda razão. O Código Penal diz que co-autor de um crime é aquele que, por qualquer modo, concorre para que o crime aconteça. Os presos daquele delegado cometeram o crime hediondo de estupro, e contra uma menor. Sem duvida que são os autores do crime. Mas tiveram a colaboração, ainda que involuntaria, mas dolosa, porque assumiram o risco pelo resultado de suas respectivas ações ou omissões, de todos os demais envolvidos: carcereiros, policiais, delegados, superintendente de policia, juiz (ou juiza), promotor (ou promotora). E, de forma indireta, dos proprios representantes do Conselho Tutelar da cidade que não cumpriram com sua obrigação de, pelo menos de vez enquando, darem uma passadinha pela delegacia para ver se tem algum menor preso ilegalmente.
Que o caso do Pará sirva de exemplo para o Brasil. Porque, como disse acima, o que lá acontece, é obvio que vem acontecendo em todo o pais. O Pará é um retrato do Brasil no desrespeito aos minimos direitos do cidadão, principalmente quando caem nas mãos de alguns muitos policiais, juizes e até promotores de justiça.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Por que prendeu? Prendeu por queeee?
Os jornais da Bahia estamparam na semana passada, e até alguns dos mais importantes jornais do pais: Policia Federal prende o presidente do Tribunal de Contas da Bahia.
A ordem de prisão foi expedida por uma juiza federal, a pedido do delegado da PF que investiga fraudes em licitações envolvendo setores da saúde de alguns municipios baianos. Segundo a PF, o presidente do TCBA estaria envolvido até o pescoço nas fraudes.
Preso com todo aquele escândalo que tem sido praxe nas ações da Policia Federal no Brasil, sempre que vai cumprir ordens de prisão de figurões, Antonio Honorato de Castro Neto, foi levado para Brasilia, onde prestou depoimento no inquérito policial e foi liberado na madrugada de domingo, 25 de novembro. Não chegou a ficar 48 horas detido. Sua liberação foi determinada por uma desembargadora do Superior Tribunal de Justiça.
Esse tipo de prisão espalhafatosa de autoridades e empresarios -- a grande maioria absolutamente desnecessaria -- tem se tornado comum no Brasil, e eu começo a desconfiar que se tratam de prisões demagógicas, para mostrar que, no Governo Lula, peixe graúdo também vai para a cadeia. E, pior de tudo, têm contado o governo com a colaboração involutaria no espirito, mas efetiva na pratica, de alguns juizes e juizas da Justiça Federal.
Na reportagem feita com o Presidente do TCBA, quando chegava a aeroporto de Salvador, no domingo a tarde, seu advogado disse que considerava a prisão arbitraria, porque, se o delegado queria, apenas, ouvir o depoimento de Antonio Honorato, bastava intima-lo e ele teria comparecido a uma delegacia da Policia Federal, fosse de Salvador ou Brasilia. Contou que chegou a solicitar "vistas" dos autos do inquerito, mas que não obteve resposta do delegado ao seu pedido ("vistas", em advocatês, quer dizer permissão para analisar o processo ou inquerito).
Pombas, se o presidente do Tribunal de Contas tem endereço certo, estava trabalhando normalmente na sede do Tribunal, que fica no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, num prédio conhecidissimo de todos os delegados de policia, prefeitos, deputados e até do Governador da Bahia, qual o motivo da sua prisão para prestar um simples depoimento?
Antônio Honorato havia desrespeitado qualquer intimação do delegado da PF responsavel pelo inquérito para comparecer na sua delegacia? Não. Antônio Honorato comprou uma passagem para o exterior e foi ao consulado do Burundi pedir visto de entrada, para fugir do Brasil? Não. Antônio Honorato estava ameaçando testemunhas do caso que pudessem depor contra ele? Não. Antonio Honorato foi pego destruindo papéis que o comprometessem no caso?Não. Então, cáspita, per ché per l'uomo arrestato?
Prenderam para fazer espalhafato. Prenderam porque era o presidente do Tribunal de Contas. Prenderam porque, no Brasil, nunca na sua história -- salvo nos periodos ditatoriais -- houve tanta insegurança jurídica de seus cidadãos.
Pedro Aleixo, um dos grandes mineiros que serviram a esse país -- até na época da ditatura militar da década de 60/70 -- teve a coragem de, durante aquela triste reunião do então presidente da Republica Costa e Silva com o Conselho de Segurança Nacional, na tarde de 13 de dezembro de 1968, quando se resolveu editar o famigerado AI-5, dizer a todos os presentes que o grande perigo de um ato daquela natureza não era o poder que o presidente da Republica teriam nas mãos, mas o poder que os guardas de esquinas pensariam que tinham. Deu no que deu. Pedro Aleixo tinha razão. A coisa destrambelhou a um tal ponto, que as forças dos porões das delegacias de policia, Dops, Obans e outros centros de tortura da época, não respeitavam mais nem a autoridade do presidente da Republica, somente recuperada quando morreu o jornalista Vladimir Herzog e o operario Manoel Fiel Filho, na década de 70, e o então presidente Ernesto Geisel impõs sua autoridade demitindo sumaria e humilhantemente do mais importante comando do Exército, o General Ednardo D'Ávila.
Enquanto juizes estiverem mandando prender figurões somente porque a PF e seus delegados querem aparecer na midia, ou porque o atual presidente da Republica quer mostrar ao populacho que, no seu governo, não é só pobre que sai algemado de dentro de camburões para ser filmado pelos cinegrafistas do Luiz Datena, o Brasil está correndo o sério risco de ver cidadãos comuns serem presos a torto e a direito pelas policias comuns dos estados, apenas porque o delegado quer bater um papinho e não tem tempo de ir até a casa do cidadão tomar um cafézinho.
A prisão ilegal e arbitraria faz parte da rotina dos paises subdesenvolvidos e subcivilizados. Esta frase esta nos autos de um Habeas Corpus impetrado por mim, como advogado, no inicio da década de 80 a favor de um cliente, lá em Minas Gerais. Foi escrita por um Desembargador do Tribunal de Justiça Mineiro, ao conceder o pedido e mandar o delegado libertar o cara que havia sido preso, só porque o delegado cismou que ele era o autor de um furto.
Se é terrivel a prisão arbitraria e ilegal, o que dizer da arbitraria que é legal, porque determinada por um juiz ou juiza?
Salve-se quem puder!!!!!!!
A ordem de prisão foi expedida por uma juiza federal, a pedido do delegado da PF que investiga fraudes em licitações envolvendo setores da saúde de alguns municipios baianos. Segundo a PF, o presidente do TCBA estaria envolvido até o pescoço nas fraudes.
Preso com todo aquele escândalo que tem sido praxe nas ações da Policia Federal no Brasil, sempre que vai cumprir ordens de prisão de figurões, Antonio Honorato de Castro Neto, foi levado para Brasilia, onde prestou depoimento no inquérito policial e foi liberado na madrugada de domingo, 25 de novembro. Não chegou a ficar 48 horas detido. Sua liberação foi determinada por uma desembargadora do Superior Tribunal de Justiça.
Esse tipo de prisão espalhafatosa de autoridades e empresarios -- a grande maioria absolutamente desnecessaria -- tem se tornado comum no Brasil, e eu começo a desconfiar que se tratam de prisões demagógicas, para mostrar que, no Governo Lula, peixe graúdo também vai para a cadeia. E, pior de tudo, têm contado o governo com a colaboração involutaria no espirito, mas efetiva na pratica, de alguns juizes e juizas da Justiça Federal.
Na reportagem feita com o Presidente do TCBA, quando chegava a aeroporto de Salvador, no domingo a tarde, seu advogado disse que considerava a prisão arbitraria, porque, se o delegado queria, apenas, ouvir o depoimento de Antonio Honorato, bastava intima-lo e ele teria comparecido a uma delegacia da Policia Federal, fosse de Salvador ou Brasilia. Contou que chegou a solicitar "vistas" dos autos do inquerito, mas que não obteve resposta do delegado ao seu pedido ("vistas", em advocatês, quer dizer permissão para analisar o processo ou inquerito).
Pombas, se o presidente do Tribunal de Contas tem endereço certo, estava trabalhando normalmente na sede do Tribunal, que fica no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, num prédio conhecidissimo de todos os delegados de policia, prefeitos, deputados e até do Governador da Bahia, qual o motivo da sua prisão para prestar um simples depoimento?
Antônio Honorato havia desrespeitado qualquer intimação do delegado da PF responsavel pelo inquérito para comparecer na sua delegacia? Não. Antônio Honorato comprou uma passagem para o exterior e foi ao consulado do Burundi pedir visto de entrada, para fugir do Brasil? Não. Antônio Honorato estava ameaçando testemunhas do caso que pudessem depor contra ele? Não. Antonio Honorato foi pego destruindo papéis que o comprometessem no caso?Não. Então, cáspita, per ché per l'uomo arrestato?
Prenderam para fazer espalhafato. Prenderam porque era o presidente do Tribunal de Contas. Prenderam porque, no Brasil, nunca na sua história -- salvo nos periodos ditatoriais -- houve tanta insegurança jurídica de seus cidadãos.
Pedro Aleixo, um dos grandes mineiros que serviram a esse país -- até na época da ditatura militar da década de 60/70 -- teve a coragem de, durante aquela triste reunião do então presidente da Republica Costa e Silva com o Conselho de Segurança Nacional, na tarde de 13 de dezembro de 1968, quando se resolveu editar o famigerado AI-5, dizer a todos os presentes que o grande perigo de um ato daquela natureza não era o poder que o presidente da Republica teriam nas mãos, mas o poder que os guardas de esquinas pensariam que tinham. Deu no que deu. Pedro Aleixo tinha razão. A coisa destrambelhou a um tal ponto, que as forças dos porões das delegacias de policia, Dops, Obans e outros centros de tortura da época, não respeitavam mais nem a autoridade do presidente da Republica, somente recuperada quando morreu o jornalista Vladimir Herzog e o operario Manoel Fiel Filho, na década de 70, e o então presidente Ernesto Geisel impõs sua autoridade demitindo sumaria e humilhantemente do mais importante comando do Exército, o General Ednardo D'Ávila.
Enquanto juizes estiverem mandando prender figurões somente porque a PF e seus delegados querem aparecer na midia, ou porque o atual presidente da Republica quer mostrar ao populacho que, no seu governo, não é só pobre que sai algemado de dentro de camburões para ser filmado pelos cinegrafistas do Luiz Datena, o Brasil está correndo o sério risco de ver cidadãos comuns serem presos a torto e a direito pelas policias comuns dos estados, apenas porque o delegado quer bater um papinho e não tem tempo de ir até a casa do cidadão tomar um cafézinho.
A prisão ilegal e arbitraria faz parte da rotina dos paises subdesenvolvidos e subcivilizados. Esta frase esta nos autos de um Habeas Corpus impetrado por mim, como advogado, no inicio da década de 80 a favor de um cliente, lá em Minas Gerais. Foi escrita por um Desembargador do Tribunal de Justiça Mineiro, ao conceder o pedido e mandar o delegado libertar o cara que havia sido preso, só porque o delegado cismou que ele era o autor de um furto.
Se é terrivel a prisão arbitraria e ilegal, o que dizer da arbitraria que é legal, porque determinada por um juiz ou juiza?
Salve-se quem puder!!!!!!!
sábado, 24 de novembro de 2007
SÓ PRO BOLSO DELES
Segundo reportagem da Agência Folha publicada hoje, em 9 estados brasileiros (Minas, Goias, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondonia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantis), os respectivos Tribunais de Contas "permitem" (as aspas eu explico daqui a pouco) o pagamento de 13º salario a prefeitos, vereadores e secretarios municipais. Em outros 7 estados (Amazonas, Ceara, Espirito Santo, Mato Gosso, Para e São Paulo), seus Tribunais de Contas não "permitem" de jeito nenhum, nem que as leis dos municipios permita o pagamento.
Registro: segundo a mesma reportagem, a assessoria de imprensa do Palacio do Planalto informa que o presidente da Republica e seus ministros de Estado recebem o décimo-terceiro salario.
Registro também que, sobre os outros Tribunais de Contas dos demais estados não citados na reportagem, não houve informações. Posso afirmar, contudo, que o Tribunal de Contas dos Municipios aqui da Bahia, também faz frescura contra o pagamento do 13º para prefeitos e secretarios municipais.
Os Tribunais que "entendem" que prefeitos, vereadores e secretarios municipais não têm direito ao 13º salario, alegam que estes seriam "agentes politicos", representantes do Povo, e, por isso, não seriam "trabalhadores", e a Constituição Federal, em seu art. 7º, diz que são direitos dos "trabalhadores" a percepção de varios beneficios, dentre eles o 13º salario. Alegam, também, que o décimo terceiro seria uma "gratificação" (realmente, no passado, chamava-se de "gratificação natalina", o décimo-terceiro, mas a Constituição de 1988 refere-se a verba como 13º salario e não gratificação), e que a Constituição Federal proibe o pagamento de quaisquer gratificações a agentes politicos.
Já os Tribunais de Contas que permitem o pagamento, alegam que prefeitos, vereadores e secretarios municipais equiparam-se aos servidores publicos em geral, com as mesmas ou maiores responsabilidades (estão sujeitos, por exemplo, ao impeachment), e, portanto, como os servidores publicos, teriam o direito ao 13º salario garantido pelo art. 39 da Constituiçao Federal.
Os Tribunais daqueles 9 estados que permitem o pagamento, colocam, como condição, que a Lei Municipal estabeleça claramente esse direito aos seus prefeitos, vereadores e secretarios. Os Tribunais daqueles 7 outros estados citados na reportagem, dizem que o pagamento não pode ser feito, nem que as leis municipais os permitam.
O Ministério Publico de muitos desses Estados -- tanto os dos que os Tribunais de Contas permitem, como os que não permitem -- sempre ameaça entrar com Ação Civil Publica por Improbidade administrativa, contra prefeitos, vereadores e secretarios que recebam o 13º salario.
Curioso: os Conselheiros dos Tribunais de Contas têm o direito ao 13º salario; Promotores e Procuradores de Justiça têm o direito ao 13º salario. Alias, têm o direito a muitos outros beneficios.
Esta certo que muitos dos prefeitos e secretarios municipais -- e a grande maioria dos vereadores -- desse pais não merecem ganhar nem o salario (chamados subsidios) que recebem, porque não o fazem por merecer. Assim também é com a maioria dos Deputados Federais, Senadores, Deputados Estaduais, desse Brasil varonil.
Mas a falta de vergonha na cara da maioria dos politicos não poderia impedir o pagamento de uma verba que todos, absolutamente todos os trabalhadores desse pais -- inclusive aqueles que ocupam altos cargos de mando e autoridade -- têm o direito constitucional de receber. Veja que até o presidente da Republica recebe, e jamais nenhum dos nossos presidentes teve problemas com o Tribunal de Contas da União por causa disso.
Por falar em Tribunal, aquele que realmente conta para uma decisão juridica sobre qualquer tema, os Tribunais do Poder Judiciário, como o Superior Tribunal de Justiça, já decidiram que o 13º Salario pode ser pago, sim, aos prefeitos, vereadores e secretarios municipais, desde que as respectivas leis municipais autorizem o pagamento da verba.
Está corretissimo o Superior Tribunal de Justiça, mas, infelizmente, muitos prefeitos têm mais medo dos seus Tribunais de Contas e do Ministerio Publico, do que acato por decisões do Poder Judiciário. É que os Tribunais de Contas, composto também por ex-politicos (seus conselheiros são, normalmente, oriundos das Assembléias Legislativas dos Estados, muitas vezes politicos com algum poder de fogo, mas que não conseguiram se reeleger nas urnas e pegaram uma boquinha -- quero dizer, bocão -- vitalicia como conselheiros dos Tribunais de Contas). Esse medo advém do fato de que uma rejeição de suas contas pelos Tribunais de Contas, aprovada pela Câmara Municipal, leva-o a inelegibilidade futura. E, se o prefeito não tem sob controle pelo menos 2/3 da respectiva Câmara Municipal (o que é dificil se ter), estara sempre correndo um sério risco.
O fato é que Conselheiros de Tribunais de Contas estão pouco se importando com o fato de que prefeitos e secretarios municipais, sobretudo, são trabalhadores, sim, que ficam à disposição do municipio muito mais tempo que os servidores comuns -- e sem direito a hora extra --, que têm enormes responsabilidades, e que, mais ainda, não existe vedação alguma Constitucional para que recebam o décimo-terceiro salario.
Mas para eles, pouco importa. Importa que ninguém mexa no décimo-terceiro e nas outras mordomias que eles mesmo têm. Talvez pensem que, se os municipios não pagarem décimo-terceiro salario aos seus prefeitos e secretarios, sobre mais algum para o bolso deles.
Registro: segundo a mesma reportagem, a assessoria de imprensa do Palacio do Planalto informa que o presidente da Republica e seus ministros de Estado recebem o décimo-terceiro salario.
Registro também que, sobre os outros Tribunais de Contas dos demais estados não citados na reportagem, não houve informações. Posso afirmar, contudo, que o Tribunal de Contas dos Municipios aqui da Bahia, também faz frescura contra o pagamento do 13º para prefeitos e secretarios municipais.
Os Tribunais que "entendem" que prefeitos, vereadores e secretarios municipais não têm direito ao 13º salario, alegam que estes seriam "agentes politicos", representantes do Povo, e, por isso, não seriam "trabalhadores", e a Constituição Federal, em seu art. 7º, diz que são direitos dos "trabalhadores" a percepção de varios beneficios, dentre eles o 13º salario. Alegam, também, que o décimo terceiro seria uma "gratificação" (realmente, no passado, chamava-se de "gratificação natalina", o décimo-terceiro, mas a Constituição de 1988 refere-se a verba como 13º salario e não gratificação), e que a Constituição Federal proibe o pagamento de quaisquer gratificações a agentes politicos.
Já os Tribunais de Contas que permitem o pagamento, alegam que prefeitos, vereadores e secretarios municipais equiparam-se aos servidores publicos em geral, com as mesmas ou maiores responsabilidades (estão sujeitos, por exemplo, ao impeachment), e, portanto, como os servidores publicos, teriam o direito ao 13º salario garantido pelo art. 39 da Constituiçao Federal.
Os Tribunais daqueles 9 estados que permitem o pagamento, colocam, como condição, que a Lei Municipal estabeleça claramente esse direito aos seus prefeitos, vereadores e secretarios. Os Tribunais daqueles 7 outros estados citados na reportagem, dizem que o pagamento não pode ser feito, nem que as leis municipais os permitam.
O Ministério Publico de muitos desses Estados -- tanto os dos que os Tribunais de Contas permitem, como os que não permitem -- sempre ameaça entrar com Ação Civil Publica por Improbidade administrativa, contra prefeitos, vereadores e secretarios que recebam o 13º salario.
Curioso: os Conselheiros dos Tribunais de Contas têm o direito ao 13º salario; Promotores e Procuradores de Justiça têm o direito ao 13º salario. Alias, têm o direito a muitos outros beneficios.
Esta certo que muitos dos prefeitos e secretarios municipais -- e a grande maioria dos vereadores -- desse pais não merecem ganhar nem o salario (chamados subsidios) que recebem, porque não o fazem por merecer. Assim também é com a maioria dos Deputados Federais, Senadores, Deputados Estaduais, desse Brasil varonil.
Mas a falta de vergonha na cara da maioria dos politicos não poderia impedir o pagamento de uma verba que todos, absolutamente todos os trabalhadores desse pais -- inclusive aqueles que ocupam altos cargos de mando e autoridade -- têm o direito constitucional de receber. Veja que até o presidente da Republica recebe, e jamais nenhum dos nossos presidentes teve problemas com o Tribunal de Contas da União por causa disso.
Por falar em Tribunal, aquele que realmente conta para uma decisão juridica sobre qualquer tema, os Tribunais do Poder Judiciário, como o Superior Tribunal de Justiça, já decidiram que o 13º Salario pode ser pago, sim, aos prefeitos, vereadores e secretarios municipais, desde que as respectivas leis municipais autorizem o pagamento da verba.
Está corretissimo o Superior Tribunal de Justiça, mas, infelizmente, muitos prefeitos têm mais medo dos seus Tribunais de Contas e do Ministerio Publico, do que acato por decisões do Poder Judiciário. É que os Tribunais de Contas, composto também por ex-politicos (seus conselheiros são, normalmente, oriundos das Assembléias Legislativas dos Estados, muitas vezes politicos com algum poder de fogo, mas que não conseguiram se reeleger nas urnas e pegaram uma boquinha -- quero dizer, bocão -- vitalicia como conselheiros dos Tribunais de Contas). Esse medo advém do fato de que uma rejeição de suas contas pelos Tribunais de Contas, aprovada pela Câmara Municipal, leva-o a inelegibilidade futura. E, se o prefeito não tem sob controle pelo menos 2/3 da respectiva Câmara Municipal (o que é dificil se ter), estara sempre correndo um sério risco.
O fato é que Conselheiros de Tribunais de Contas estão pouco se importando com o fato de que prefeitos e secretarios municipais, sobretudo, são trabalhadores, sim, que ficam à disposição do municipio muito mais tempo que os servidores comuns -- e sem direito a hora extra --, que têm enormes responsabilidades, e que, mais ainda, não existe vedação alguma Constitucional para que recebam o décimo-terceiro salario.
Mas para eles, pouco importa. Importa que ninguém mexa no décimo-terceiro e nas outras mordomias que eles mesmo têm. Talvez pensem que, se os municipios não pagarem décimo-terceiro salario aos seus prefeitos e secretarios, sobre mais algum para o bolso deles.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
SÃO PEDRO PRA PRESIDENTE !!
Noticia de hoje na imprensa nacional: as verbas do governo federal para a seca no estado do Piaui so vão chegar depois das chuvas !!!
Como diz José Simão, o Brasil é o pais da piada pronta. E piada de mau gosto!
Há meses que o estado do Piaui, como outros do nordeste, vem sofrendo horrores com a seca, como acontece desde que os holandeses se picaram daqui, há mais de 3 séculos.
O governo federal ficou de liberar a verba para ajudar esses estados, inclusive ao estado do Piaui.
A verba demorou tanto, que São Pedro perdeu a paciência e resolveu mandar a chuva para salvar a pele dos moradores do sertão piauiense, porque se fosse esperar por Lula, não ia sobrar devoto para contar a história.
Moro na Bahia, mas desde já declino meu voto a São Pedro para presidente em 2010. Pena que não foi candidato em 2006.
Como diz José Simão, o Brasil é o pais da piada pronta. E piada de mau gosto!
Há meses que o estado do Piaui, como outros do nordeste, vem sofrendo horrores com a seca, como acontece desde que os holandeses se picaram daqui, há mais de 3 séculos.
O governo federal ficou de liberar a verba para ajudar esses estados, inclusive ao estado do Piaui.
A verba demorou tanto, que São Pedro perdeu a paciência e resolveu mandar a chuva para salvar a pele dos moradores do sertão piauiense, porque se fosse esperar por Lula, não ia sobrar devoto para contar a história.
Moro na Bahia, mas desde já declino meu voto a São Pedro para presidente em 2010. Pena que não foi candidato em 2006.
QUEM VOTOU NO PTC?
Digam-me: Além dos poucos militantes do partido em São Paulo, quem votou no PTC -- Partido Trabalhista Cristão, nas eleições do ano passado? Votar no partido, esclareço, não é votar num dos candidatos do partido, não, mas votar na sigla do partido, entendeu? Apenas na sigla, como, antigamente, os petistas faziam e tornaram-no o campeão do voto de legenda, nos bons tempos em que ainda não se sabia que era comandado por uma quadrilha.
Pois o tal de PTC acha que tem o direito de tomar a cadeira do estilista (ele sempre se ofendeu quando o chamamos de costureiro) e deputado Clodovil Hernandes, o Clodô, para o intimos, porque ele mudou de partido depois de eleito. Foi para o tal PR - Partido da Republica -- outra merda do mesmo naipe que o tal PTC. Alias, eu nem entendi o motivo da troca, já que Clodovil saiu de uma droga para entrar em outra, mas isso é problema dele. E que problema!!! Agora, querem fazer Clodovil voltar para a RedeTV ou, pior, para a solidão do seu ateliê.
Tudo por causa daquela decisão do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, que considerou que os mandatos pertencem aos partidos e não aos eleitos por eles.
O Brasil é uma pândega.
Ninguém votou no PTC!!! Votaram em Clodovil Hernandes. Ele é o dono dos votos que o PTC quer para ele, a fim de aboletar nas mordomias do Congresso um filiado que, provavelmente, ninguém nunca ouviu falar.
Querem ver? Quandos votos teve Clodovil Hernandes para deputado federal em São Paulo? E quantos votos teve o filiado ao PTC que o partido quer fazer sentar na cadeira de Clodovil?
Vou mais longe um pouquinho: Quantos votos tever Clodoviu Hernandes? E quantos votos tiveram, juntos, todos os outros candidatos da deputado federal pelo PTC em São Paulo?
Então, responda-me: Alguém votou no PTC???
Pois o tal de PTC acha que tem o direito de tomar a cadeira do estilista (ele sempre se ofendeu quando o chamamos de costureiro) e deputado Clodovil Hernandes, o Clodô, para o intimos, porque ele mudou de partido depois de eleito. Foi para o tal PR - Partido da Republica -- outra merda do mesmo naipe que o tal PTC. Alias, eu nem entendi o motivo da troca, já que Clodovil saiu de uma droga para entrar em outra, mas isso é problema dele. E que problema!!! Agora, querem fazer Clodovil voltar para a RedeTV ou, pior, para a solidão do seu ateliê.
Tudo por causa daquela decisão do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, que considerou que os mandatos pertencem aos partidos e não aos eleitos por eles.
O Brasil é uma pândega.
Ninguém votou no PTC!!! Votaram em Clodovil Hernandes. Ele é o dono dos votos que o PTC quer para ele, a fim de aboletar nas mordomias do Congresso um filiado que, provavelmente, ninguém nunca ouviu falar.
Querem ver? Quandos votos teve Clodovil Hernandes para deputado federal em São Paulo? E quantos votos teve o filiado ao PTC que o partido quer fazer sentar na cadeira de Clodovil?
Vou mais longe um pouquinho: Quantos votos tever Clodoviu Hernandes? E quantos votos tiveram, juntos, todos os outros candidatos da deputado federal pelo PTC em São Paulo?
Então, responda-me: Alguém votou no PTC???
CALA A BOCA, SEU JUIZ !!!
Posso não concordar com uma unica linha do que escreves, com uma unica palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o direito de escreve-las ou dize-las. Esse é o principio basico do chamado direito à liberdade do pensamento e de expressão. O limite está na ofensa pessoal à honra do cidadão ou cidadã, quando da expressão do pensamento.
Nessa semana, o juiz Edilson Rubenspelger Rodrigues, de Sete Lagoas, em Minas Gerais, foi processado pelo Conselho Nacional de Justiça porque, numa sentença judicial, ao julgar inconstitucional a chamada Lei Maria da Penha, teria escrito que "a desgraça humana começou com a mulher", referindo-se á velha história da maçã que Eva teria levado Adão a comer, no Paraiso. Bom, todo mundo sabe que Adão comeu a maçã, sim, mas foi de sobremesa. No entanto, isso não tem importância aqui.
Para quem não sabe, a tal Lei Maria da Penha é uma daquelas leis hipócritas que vivem pipocando no Brasil nas ultimas décadas, surgidas a partir do espirito demagógico que norteia as ações da maioria extrema dos nossos dignos Congressistas. Ela estabelece os crimes contra as mulheres, especificamente, punindo seus autores. Não precisava nada disso, pura demagogia, porque o Código Penal brasileiro, que vale para homens, mulheres e homosexuais, estabelece os crimes, no que toca as ofensas fisicas, morais e econômicas, e as respectivas penas. Ta tudo ali, desde 1940, com as modificações das décadas seguintes. Na verdade verdadeira, a Lei Maria da Penha é, apenas, discriminatória. Coisa como se a mulher fosse melhor que o homem ou o gay, o que não é. Nem os gays são melhores que ninguém. Nem os hetero são melhores que ninguém.
Talvez, realmente, o juiz tenha razão e essa Lei Maria da Penha seja, mesmo inconstitucional.
Eu não sei dizer sobre os argumentos usados pelo juiz, mas também não é isso que me interessa nessa crônica.
O que interessa é que outra instituição damagótica, o tal CNJ, resolveu aparecer na Globo e, portanto, instaurou processo contra o juiz por "excesso de linguagem", porque teria o magistrado ofendido as mulheres na sua sentença.
Pombas!!! Então porque a CNJ não instaura processos por "excesso de linguagem" contra delegados de policia e promotores de justiça que chamam os réus de meliantes, bandidos e coisas piores em seus relatorios e pareceres, e não pedem desculpas quando o Judiciário os absolve porque o delegado e o promotor não conseguiram provar a culpa do réu "bandido" e "meliante", ou, pior ainda, a defesa consegue provar a inocência do acusado?
O Brasil precisa, urgentemente, acabar com essas palhaçadas.
Bobagens em sentenças judiciais, pareceres do ministerio publico, relatorios de delegados de policia, e até em reportagens da imprensa, estamos vendo todo dia. Não vou aqui opinar sobre a visão do juiz Edilson Rodrigues sobre o problema entre Adão e Eva, mas o fato é que, se ele disse uma bobagem, tem tanto direito de dize-la, e passar ridiculo por isso perante os outros, como o Lula de passar os ridiculos que passa quase toda vez que abre a boca, salvo para engolir as picanhas dos churrascos de fim de semana na granja do Torto.
O Juiz não ofendeu a dignidade, a honra de ninguém, em particular. Nem de uma classe, genericamente.
Trata-se o auê em torno de um posicionamento filosófico contido em sua sentença, de mera demagogia, bobagem pura, mera vontade de aparecer na televisão das representantes das entidades que, supostamente, querem defender as mulheres, mas que, na verdade, estão mais interessadas em angariar simpatia politica com vistas eleitoreiras.
Melhor do que a CNJ perder tempo com isso, seria que alguma representante dos movimentos pró-mulher viessem na televisão, gritassem um "Cala a Boca, seu Juiz" e pronto.
Nessa semana, o juiz Edilson Rubenspelger Rodrigues, de Sete Lagoas, em Minas Gerais, foi processado pelo Conselho Nacional de Justiça porque, numa sentença judicial, ao julgar inconstitucional a chamada Lei Maria da Penha, teria escrito que "a desgraça humana começou com a mulher", referindo-se á velha história da maçã que Eva teria levado Adão a comer, no Paraiso. Bom, todo mundo sabe que Adão comeu a maçã, sim, mas foi de sobremesa. No entanto, isso não tem importância aqui.
Para quem não sabe, a tal Lei Maria da Penha é uma daquelas leis hipócritas que vivem pipocando no Brasil nas ultimas décadas, surgidas a partir do espirito demagógico que norteia as ações da maioria extrema dos nossos dignos Congressistas. Ela estabelece os crimes contra as mulheres, especificamente, punindo seus autores. Não precisava nada disso, pura demagogia, porque o Código Penal brasileiro, que vale para homens, mulheres e homosexuais, estabelece os crimes, no que toca as ofensas fisicas, morais e econômicas, e as respectivas penas. Ta tudo ali, desde 1940, com as modificações das décadas seguintes. Na verdade verdadeira, a Lei Maria da Penha é, apenas, discriminatória. Coisa como se a mulher fosse melhor que o homem ou o gay, o que não é. Nem os gays são melhores que ninguém. Nem os hetero são melhores que ninguém.
Talvez, realmente, o juiz tenha razão e essa Lei Maria da Penha seja, mesmo inconstitucional.
Eu não sei dizer sobre os argumentos usados pelo juiz, mas também não é isso que me interessa nessa crônica.
O que interessa é que outra instituição damagótica, o tal CNJ, resolveu aparecer na Globo e, portanto, instaurou processo contra o juiz por "excesso de linguagem", porque teria o magistrado ofendido as mulheres na sua sentença.
Pombas!!! Então porque a CNJ não instaura processos por "excesso de linguagem" contra delegados de policia e promotores de justiça que chamam os réus de meliantes, bandidos e coisas piores em seus relatorios e pareceres, e não pedem desculpas quando o Judiciário os absolve porque o delegado e o promotor não conseguiram provar a culpa do réu "bandido" e "meliante", ou, pior ainda, a defesa consegue provar a inocência do acusado?
O Brasil precisa, urgentemente, acabar com essas palhaçadas.
Bobagens em sentenças judiciais, pareceres do ministerio publico, relatorios de delegados de policia, e até em reportagens da imprensa, estamos vendo todo dia. Não vou aqui opinar sobre a visão do juiz Edilson Rodrigues sobre o problema entre Adão e Eva, mas o fato é que, se ele disse uma bobagem, tem tanto direito de dize-la, e passar ridiculo por isso perante os outros, como o Lula de passar os ridiculos que passa quase toda vez que abre a boca, salvo para engolir as picanhas dos churrascos de fim de semana na granja do Torto.
O Juiz não ofendeu a dignidade, a honra de ninguém, em particular. Nem de uma classe, genericamente.
Trata-se o auê em torno de um posicionamento filosófico contido em sua sentença, de mera demagogia, bobagem pura, mera vontade de aparecer na televisão das representantes das entidades que, supostamente, querem defender as mulheres, mas que, na verdade, estão mais interessadas em angariar simpatia politica com vistas eleitoreiras.
Melhor do que a CNJ perder tempo com isso, seria que alguma representante dos movimentos pró-mulher viessem na televisão, gritassem um "Cala a Boca, seu Juiz" e pronto.
O ESTELIONATO SOCIAL E EDUCACIONAL
Os programas sociais do governo Lula sempre foram um verdadeiro estelionato eleitoral. Nunca será demais lembrar -- e lembrarei sempre enquanto durar a quadrilha petista no poder -- que o carro-chefe da popularidade pessoal do presidente da República, o tal de bolsa-familia, não passa 1) de um programa social que, apenas, uniu num unico cartão, os programas sociais já existentes desde o governo Sarney; 2) de um programa social que gera, apenas, o comodismo e dependencia cada vez maior das familias pobres em relação ao governo federal -- com reflexos nos governos municipais -- não permitindo que haja o progresso social dessas familias mas, apenas, que elas tenham o equivalente a R$ 3,16 por dia para seu sustento, o que equivale a um litro de leite e cerca de 10 pãezinhos (isso em cidades onde o leite e o pãozinho são mais baratos); de um programa social que faz com que pais, tios, avós ou quaisquer "responsaveis" por crianças se tornem vagabundos, cuja unica obrigação seria a de ficar na cola de um veredor qualquer, para manter a inscrição de seu filho ou neto no programa, a fim de sobreviverem as custas dos 95 reais mensais, isso se considerarmos o beneficio no seu teto.
Por outro lado, a expansão do ensino superior no pais em nada contribuiu para a melhora do nivel intelectual do seu povo, muito pelo contrario. As faculdades de ensino a distância -- os chamados eads -- em que o aluno estuda pela internet, com aulas, quando muito, uma vez por semana, produz, apenas, uma cambada de diplomados sem nenhuma, absolutamente nenhuma chance de disputar o mercado de trabalho na área pela qual se diplomou. Há cerca de dois anos, a enorme fila de gente com diploma de nivel superior para inscrever-se no concurso para Gari, no Rio de Janeiro, foi a grande demonstração do que estou dizendo aqui. É pior do que a situação criada, na época do Governo de Garraztazu Médici (69/73), quando o então Ministro da Educação Jarbas Passarinho abriu as portas do Ministerio da Educação para o registro de tudo quanto era tipo de faculdade, para fazer bonito no exterior, provocando uma explosão de faculdades de Direito no pais, que não tinham e até hoje não têm condições de formar advogados com a minima competência, soltando pelos Foruns desse pais advogados que não sabem a diferença entre habeas corpus e Corpus Christi. A coisa ficou tão feia que a OAB passou a exigir, a partir de seu novo estatuto de 1994, que os formados pelas faculdades de Direito desse Brasil varonil, sejam submetidos a uma prova de conhecimentos antes de obterem suas inscrições como advogados, uma vergonha para a classe. Hoje, a cada semestre, a imprensa divulga que mais de 80 por cento dos formados pelas faculdades de Direito, não conseguem passar no vestibular da OAB, e isso em todos os estados do pais, incluidos São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, tidos como estados de gente "culta". Lembro bem de uma piada que corria no sul de Minas Gerais, envolvendo uma faculdade de Direito da cidade de Pouso Alegre, na década de 80, quando o apresentador de programas de auditorio Silvio Santos tinha um quadro onde ele sorteava um fregues do Bau da Felicidade, e os 25 vizinhos da esquerda e os 25 da direita, também ganhavam premios. Contava-se que um sujeito se formou advogado por aquela faculdade e, semanas depois, recebeu em casa 51 diplomas. Sem entender aquilo, ligou para a faculdade, sendo, então, informado que, quando alguém se formava la, seus 25 vizinhos da direita e 25 da esquerda também ganhavam diplomas.
O que acontece no Brasil de hoje com os cursos superiores é o que acontecia com as faculdades de Direito na década de 80 e 90, e continua acontecendo até hoje: a extremissima maioria dos novos doutores têm diplomas de fachada. Melhor seria que o governo mandasse, pelos Correios, um diploma para cada jovem ou adulto que se cadastrasse como eleitor do PT, e pronto.
Como tudo no Brasil atual, tanto no Social como na Educação, o que vemos é um verdeiro estelionato, pura enganação.
Por outro lado, a expansão do ensino superior no pais em nada contribuiu para a melhora do nivel intelectual do seu povo, muito pelo contrario. As faculdades de ensino a distância -- os chamados eads -- em que o aluno estuda pela internet, com aulas, quando muito, uma vez por semana, produz, apenas, uma cambada de diplomados sem nenhuma, absolutamente nenhuma chance de disputar o mercado de trabalho na área pela qual se diplomou. Há cerca de dois anos, a enorme fila de gente com diploma de nivel superior para inscrever-se no concurso para Gari, no Rio de Janeiro, foi a grande demonstração do que estou dizendo aqui. É pior do que a situação criada, na época do Governo de Garraztazu Médici (69/73), quando o então Ministro da Educação Jarbas Passarinho abriu as portas do Ministerio da Educação para o registro de tudo quanto era tipo de faculdade, para fazer bonito no exterior, provocando uma explosão de faculdades de Direito no pais, que não tinham e até hoje não têm condições de formar advogados com a minima competência, soltando pelos Foruns desse pais advogados que não sabem a diferença entre habeas corpus e Corpus Christi. A coisa ficou tão feia que a OAB passou a exigir, a partir de seu novo estatuto de 1994, que os formados pelas faculdades de Direito desse Brasil varonil, sejam submetidos a uma prova de conhecimentos antes de obterem suas inscrições como advogados, uma vergonha para a classe. Hoje, a cada semestre, a imprensa divulga que mais de 80 por cento dos formados pelas faculdades de Direito, não conseguem passar no vestibular da OAB, e isso em todos os estados do pais, incluidos São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, tidos como estados de gente "culta". Lembro bem de uma piada que corria no sul de Minas Gerais, envolvendo uma faculdade de Direito da cidade de Pouso Alegre, na década de 80, quando o apresentador de programas de auditorio Silvio Santos tinha um quadro onde ele sorteava um fregues do Bau da Felicidade, e os 25 vizinhos da esquerda e os 25 da direita, também ganhavam premios. Contava-se que um sujeito se formou advogado por aquela faculdade e, semanas depois, recebeu em casa 51 diplomas. Sem entender aquilo, ligou para a faculdade, sendo, então, informado que, quando alguém se formava la, seus 25 vizinhos da direita e 25 da esquerda também ganhavam diplomas.
O que acontece no Brasil de hoje com os cursos superiores é o que acontecia com as faculdades de Direito na década de 80 e 90, e continua acontecendo até hoje: a extremissima maioria dos novos doutores têm diplomas de fachada. Melhor seria que o governo mandasse, pelos Correios, um diploma para cada jovem ou adulto que se cadastrasse como eleitor do PT, e pronto.
Como tudo no Brasil atual, tanto no Social como na Educação, o que vemos é um verdeiro estelionato, pura enganação.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
CIRQUE DI ZURICH, BRESIL
O Brasil é, realmente, o pais mais educado do mundo. Não pode receber um presente que, logo, quer retribuir. O problema é que, atualmente, tem retribuido muito mal, se é que algum dia retribuimos bem os poucos presentes que recebemos.
Há alguns meses vimos sendo anfitriões do Cirque Di Soleil, um dos maiores espetaculos do mundo. Os paises civilizados, que têm governos, digamos, mais cultos, receberam o Soleil, aplaudiram-no, e pronto.
Mas o Brasil de Lula, não. O Brasil de Lula tinha que retribuir o espetáculo circense. E foi fazê-lo justamente em Zurich, capital de um dos paises mais civilizados do Globo (do Globo, e não dá Globo, faz favor!).
O problema é que Lula e sua trupe não entenderam que o Cirque di Soleil recebe o nome de Cirque (que quer dizer circo, mesmo, que tem a ver com circulo -- porque o espetaculo é desenvolvido num palco que fica rodeado, circundado, pela platéia) -- mas não é um show de palhaços, não é puro humor, mas arte dentro do que melhor a arte do espetáculo pode oferecer.
Lula e sua trupe retribuiram o espetáculo do Soleil que recebemos do mundo civilizado, com pura palhaçada.
Há algumas semanas, o Exmo. Sr. Presidente da Republica Federativa das Bana..., perdão, do Brasil, Luiz Inacio "Lula" (antes era com aspas, lembram-se?) da Silva, juntou nada menos do que 12 (douze!!! Praticamente a metade!!!) dos governadores dos estados brasileiros, mais 2 ministros, mais o ex-jogador, hoje técnico de futebol, Romario, mais o ex-jogador, hoje técnico da seleção brasileira de futebol (aquela composta pelos melhores jogadores do Milan, do Real Madrid, do Barcelona.....), Dunga, e até o Paulo Coelho, embarcaram no AeroLula e foram para Zurich. Fazer o que em Zurich? Acompanhar a reunião da FIFA que decidiria qual o pais que sediará a Copa do Mundo de 2014.
O Brasil era candidato a sediar a Copa de 2014, tudo bem. Então, seria justificavel que representantes brasileiros acompanhassem aquela reunião, em tese.
Quem representa o Brasil em termos de Futebol? O presidente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, o Ricardo Teixeira, certo?
Então, nada demais que Ricardo Teixeira e algum ou alguns assessores estivessem la.
Mas estavam o Presidente da REpublica, Governadores de Estado, Ministros e até o Paulo Coelho!!!
E o por de tudo: O BRASIL NÃO ESTAVA DISPUTANDO NADA, NADINHA, NECAS DE PITIBIRIBAS !!!
O Brasil não disputava nem a indicação da FIFA para sediar a Copa 2014, nem nada. A não ser que estivesse disputando a indicação para o Oscar de melhor equipe de palhaços do cinema mundial (já que a reunião foi filmada e transmitida para o mundo todo). Ai, também, não deveriam ter ido a Zurich, mas a Hollywood.
A decisão da FIFA já estava tomada que a Copa de 2014 já seria no Brasil, porque NÃO HAVIA NENHUM OUTRO PAIS CANDIDATO!!! O Brasil ganhou a Copa de 2004 (quero dizer, o direito de sedia-la) por WO!!!
Alias, é curioso que nenhum pais quisesse entrar nessa, acho que pela primeira vez na história. Vai ver que analisaram os gráficos do custo/beneficio dos paises que sediaram as ultimas e viram que não é vantagem. Mas Lula não sabe ler gráficos, fazer o que? Bom para a FIFA, que não teria onde realizar o campeonato que lhe rende uma grana braba, se não fosse o Brasil, né?
Nosso Presidente declarou, ao chegar a Zurich (isso eu vi pela televisão, gente!) que estava "confiante" na decisão dos cartolas de la a favor do Brasil? Confiante? No que? Só se houvesse o perigo dos caras da FIFA preferirem ficar sem Copa em 2014 do que realiza-la no Brasil, né? Mas eles devem ter levado em consideração, que em 2014, não precisarão ficar envegonhados de realizarem a Copa do Mundo no Brasil.
Lula não será mais presidente da República. Quero dizer, a não ser que...........
Há alguns meses vimos sendo anfitriões do Cirque Di Soleil, um dos maiores espetaculos do mundo. Os paises civilizados, que têm governos, digamos, mais cultos, receberam o Soleil, aplaudiram-no, e pronto.
Mas o Brasil de Lula, não. O Brasil de Lula tinha que retribuir o espetáculo circense. E foi fazê-lo justamente em Zurich, capital de um dos paises mais civilizados do Globo (do Globo, e não dá Globo, faz favor!).
O problema é que Lula e sua trupe não entenderam que o Cirque di Soleil recebe o nome de Cirque (que quer dizer circo, mesmo, que tem a ver com circulo -- porque o espetaculo é desenvolvido num palco que fica rodeado, circundado, pela platéia) -- mas não é um show de palhaços, não é puro humor, mas arte dentro do que melhor a arte do espetáculo pode oferecer.
Lula e sua trupe retribuiram o espetáculo do Soleil que recebemos do mundo civilizado, com pura palhaçada.
Há algumas semanas, o Exmo. Sr. Presidente da Republica Federativa das Bana..., perdão, do Brasil, Luiz Inacio "Lula" (antes era com aspas, lembram-se?) da Silva, juntou nada menos do que 12 (douze!!! Praticamente a metade!!!) dos governadores dos estados brasileiros, mais 2 ministros, mais o ex-jogador, hoje técnico de futebol, Romario, mais o ex-jogador, hoje técnico da seleção brasileira de futebol (aquela composta pelos melhores jogadores do Milan, do Real Madrid, do Barcelona.....), Dunga, e até o Paulo Coelho, embarcaram no AeroLula e foram para Zurich. Fazer o que em Zurich? Acompanhar a reunião da FIFA que decidiria qual o pais que sediará a Copa do Mundo de 2014.
O Brasil era candidato a sediar a Copa de 2014, tudo bem. Então, seria justificavel que representantes brasileiros acompanhassem aquela reunião, em tese.
Quem representa o Brasil em termos de Futebol? O presidente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, o Ricardo Teixeira, certo?
Então, nada demais que Ricardo Teixeira e algum ou alguns assessores estivessem la.
Mas estavam o Presidente da REpublica, Governadores de Estado, Ministros e até o Paulo Coelho!!!
E o por de tudo: O BRASIL NÃO ESTAVA DISPUTANDO NADA, NADINHA, NECAS DE PITIBIRIBAS !!!
O Brasil não disputava nem a indicação da FIFA para sediar a Copa 2014, nem nada. A não ser que estivesse disputando a indicação para o Oscar de melhor equipe de palhaços do cinema mundial (já que a reunião foi filmada e transmitida para o mundo todo). Ai, também, não deveriam ter ido a Zurich, mas a Hollywood.
A decisão da FIFA já estava tomada que a Copa de 2014 já seria no Brasil, porque NÃO HAVIA NENHUM OUTRO PAIS CANDIDATO!!! O Brasil ganhou a Copa de 2004 (quero dizer, o direito de sedia-la) por WO!!!
Alias, é curioso que nenhum pais quisesse entrar nessa, acho que pela primeira vez na história. Vai ver que analisaram os gráficos do custo/beneficio dos paises que sediaram as ultimas e viram que não é vantagem. Mas Lula não sabe ler gráficos, fazer o que? Bom para a FIFA, que não teria onde realizar o campeonato que lhe rende uma grana braba, se não fosse o Brasil, né?
Nosso Presidente declarou, ao chegar a Zurich (isso eu vi pela televisão, gente!) que estava "confiante" na decisão dos cartolas de la a favor do Brasil? Confiante? No que? Só se houvesse o perigo dos caras da FIFA preferirem ficar sem Copa em 2014 do que realiza-la no Brasil, né? Mas eles devem ter levado em consideração, que em 2014, não precisarão ficar envegonhados de realizarem a Copa do Mundo no Brasil.
Lula não será mais presidente da República. Quero dizer, a não ser que...........
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
ÓI EU AQUI GENTE!!!!!! VIREI BLOGUEIRO!!!
Tô Importante (com I maiúsculo, mesmo!). Virei blogueiro.
Depois de passar 14 anos escrevendo para os jornais O Sul de Minas, Região Sul e, agora, Itajuba Noticias, todos lá da cidade de Itajubá, no sul de Minas Gerais, agora tô em rede nacional! Nacional, não, Mundial, gente!!
Agora vou encher o saco -- no bom sentido, é claro -- do mundo inteiro, e não só dos itajubenses e mineiros. E nem preciso sair daqui de Macarani, no sudoeste da Bahia, onde moro e trabalho há quase três anos como Secretario de Relações Institucionais (cargo com nome de gente metida a besta, que nem eu).
Obrigado Lucas, meu carissimo (se bem que não sou eu quem lhe paga o salario) editor do Jornal Itajubá Noticias, que me ensinou a entrar no brogger.com e criar minha página. Alias, obrigado ao pessoal do blogger.com que me permitiu que a criasse de graça, o que é raro hoje em dia, porque estão cobrando até por injeção na testa.
A partir dessa semana, publico aqui algumas das minhas crônicas publicadas semanalmente no Jornal Itajubá Noticias (acessem para conhecer: www.itajubanoticias.com.br), sempre que tratarem de algum assunto mais amplo do que os problemas que digam respeito diretamente à minha cidade natal, e forem do interesse dos internautas em geral, se é que o que eu escrevo pode interessar a alguém.
"A Tapas e Pontapés". Plagiei, confesso, o nome do meu blog do titulo de um livro de Diogo Mainardi, jornalista e cronista que admiro, porque, infelizmente, muitas vezes temos que tratar algumas autoridades desta Republica -- e em todos os niveis desta Republica -- com o mesmo carinho com que o BOPE trata os bandidos -- e quem não é bandido -- do Rio de Janeiro. E não só o BOPE, como a maioria da Policia brasileira e a extrema maioria dos policiais brasileiros.
Aqui, levarei ao país -- e ao mundo, gente!!! -- coisas de Minas, da Bahia, das minhas Itajubá e Macarani, do Brasil.
Alô mãe!!! Virei bloqueiro!!!!
Depois de passar 14 anos escrevendo para os jornais O Sul de Minas, Região Sul e, agora, Itajuba Noticias, todos lá da cidade de Itajubá, no sul de Minas Gerais, agora tô em rede nacional! Nacional, não, Mundial, gente!!
Agora vou encher o saco -- no bom sentido, é claro -- do mundo inteiro, e não só dos itajubenses e mineiros. E nem preciso sair daqui de Macarani, no sudoeste da Bahia, onde moro e trabalho há quase três anos como Secretario de Relações Institucionais (cargo com nome de gente metida a besta, que nem eu).
Obrigado Lucas, meu carissimo (se bem que não sou eu quem lhe paga o salario) editor do Jornal Itajubá Noticias, que me ensinou a entrar no brogger.com e criar minha página. Alias, obrigado ao pessoal do blogger.com que me permitiu que a criasse de graça, o que é raro hoje em dia, porque estão cobrando até por injeção na testa.
A partir dessa semana, publico aqui algumas das minhas crônicas publicadas semanalmente no Jornal Itajubá Noticias (acessem para conhecer: www.itajubanoticias.com.br), sempre que tratarem de algum assunto mais amplo do que os problemas que digam respeito diretamente à minha cidade natal, e forem do interesse dos internautas em geral, se é que o que eu escrevo pode interessar a alguém.
"A Tapas e Pontapés". Plagiei, confesso, o nome do meu blog do titulo de um livro de Diogo Mainardi, jornalista e cronista que admiro, porque, infelizmente, muitas vezes temos que tratar algumas autoridades desta Republica -- e em todos os niveis desta Republica -- com o mesmo carinho com que o BOPE trata os bandidos -- e quem não é bandido -- do Rio de Janeiro. E não só o BOPE, como a maioria da Policia brasileira e a extrema maioria dos policiais brasileiros.
Aqui, levarei ao país -- e ao mundo, gente!!! -- coisas de Minas, da Bahia, das minhas Itajubá e Macarani, do Brasil.
Alô mãe!!! Virei bloqueiro!!!!
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