segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

DADOS PREOCUPANTES

No sábado foi comemorado o Dia Nacional de Combate as DSTs – doenças sexualmente transmissíveis, quando se intensificam, em todo o pais, as campanhas de prevenção contra essas doenças, sobretudo com relação a AIDS.
Nesse ano, a Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais divulgou um dado chocante para oa região do sul de Minas Gerais, segundo informa a jornalista Maria Paula Feichas Vilanova, da Radio Itajuba, e que será tema do editorial do jornal Itajuba Noticias, que vai às bancas na próxima quarta-feira, 5: Itajubá está entre as campeãs de incidência de AIDS em todo o Estado de Minas, coladinha a Poços de Caldas, uma das maiores cidades turisticas mineiras, que recebe visitantes de todo o pais.
Segundo a Secretaria de Saúde, o sul de Minas Gerais tem 2 cidades, Itajubá e Poços, incluídas dentre as 15 cidades com maior incidência da doença. Juntas, essas duas cidades mineiras teriam 555 casos confirmados, sendo 241 casos em Poços e 233 casos em Itajubá. Ou seja, se considerarmos que Itajubá tem, hoje, aproximadamente 90 mil habitantes, cerca de 0,3% da nossa população estaria infectada.
Já foi pior para Poços de Caldas. Segundo a coordenadora do Programa DST/AIDS daquela cidade, Cilmara Molina, Poços era líder de incidência da doença no sul de Minas, em anos anteriores, e, agora, caiu para o 10º lugar, o que seria motivo para comemoração se o numero absoluto de vitimas da doença ainda não fosse tão elevado.
O coordenador da Gerencia Regional de Saúde de Pouso Alegre, Flávio Junqueira, contesta os números da Secretaria de Saúde do Estado, com o argumento de que os dados divulgados consideram desde o ano de 1986, e que tanto Poços como Itajubá teriam reduzido sensivelmente a incidência da doença nos anos posteriores, tese que encontra amparo na afirmação da coordenadora de Poços que comemora ter deixado o primeiro lugar do ranking para passar ao 10º lugar.
De qualquer forma, são dados assustadores, tanto para uma como para outra cidade, inclusive no que toca a proporção de mulheres infectadas em relação aos homens: do decênio 82/93 era de uma mulher para cada 4,9 homens, enquanto entre 93 e 2006, passou para uma mulher a cada 1,9 homens.
Como se disse, chocante!

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