Mentiroso e arrogante. O presidente Luiz Inacio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores. Esse foi o recado enviado pela oposição real ao Palacio do Planalto e seus beneficiários na votação da emenda que prorrogaria a CPFM, na madrugada de quinta para sexta-feira ultima.
Lula começou seu primeiro mandato, em 2003, tão arrogante, como o suposto metalurgico que chegou à presidência da Republica, que sua mulher Marisa não teve escrupulos em transformar um canteiro dos jardins do Palacio da Alvorada em estrela do PT, como mostraram diversas reportagens fotográficas publicadas em vários orgãos de imprensa na época. Comportava-se, o presidente, seus familiares e seguidores do partido, como aquele sujeito mediocre que "sube em caixa de fósforo e já quer fazer discurso", como numa antiga piada politicamente incorreta.
Continuou se comportando dessa maneira arrogante até a presente data. Seus seguidores, também. Além de arrogância, as mentiras deslavadas, desde o prometido "espetáculo de crescimento" para junho de 2003, jamais realizado, até o PAC - Plano de Aceleração da Economia, que, na prática, não saiu do papel e de algumas obras que o TCU já embargou como superfaturadas e eivadas de outras falcatruas.
Foram tantas as mentiras que a parcela independente dos Senadores da República chamados a votar a emenda da CPMF na quinta-feira, não deram crédito nem à assinatura de Lula aposta no documento onde se comprometia, tarde demais, a investir todo o dinheiro a ser arrecadado no proximo ano com o tributo na área da Saúde. Pra dizer bem a verdade, seu eu fosse Lula dava uns tapas no assessor imbecil que o aconselhou a assinar aquele documento idiota. Se o assessor tivesse um minimo de bom senso, e Lula também, saberia que, caso não desse certo a manobra, estaria desmoralizado pelos Senadores perante a opinão publica. E foi exatamente isso o que aconteceu: os Senadores, ao não darem bola para o compromisso escrito, mandaram um recado ao presidente, no sentido de que não acreditam na sua palavra, nem quando acompanhada de um documento assinado. Ou seja, jamais comprariam de suas mãos um carro usado, para usar a expressão corriqueira entre os Norte-americanos.
É verdade. Quem tem acesso a informação nesse pais, e capacidade intelectual minima para processar as informações a que tem acesso, não acredita numa unica palavra do que diz o presidente Luiz Inacio Lula da Silva.
Não diz a verdade, quando afirma que criou o bolsa-familia para diminiuir a miséria. O bolsa-familia não passa da união numa unica cesta de todos os programas assistenciais disponibilizados em moeda corrente aos carentes, criados desde o governo de José Sarney e, alguns, oriundos até mesmo dos governos do regime militar pós-64. Mudaram-se os nomes, as siglas, principalmente durante o governo FHC, mas a coisa é a mesma. Não diz a verdade quando fala em estabilidade econômica. A estabilidade da economia e da moeda brasileiras, foram alcançadas com o Plano Real, de Fernando Henrique Cardoso, na época do governo Itamar Franco, e possivel, graças a politica da livre concorrência internacional e nacional no mercado interno, estabelecida por Fernando Collor de Melo.
A propria CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras -- criada inicialmente como IPMF, equivocadamente -- surgiu na administração de Fernando Henrique e lastrada numa mentira: a de que financiaria a Saúde, quando, desde o inicio, grande parte da arrecadação era destinada a outros fins menos nobres. Lula, cujo partido, sob sua batuta, fechou questão contra o imposto, passou a defendê-lo com unhas e dentes quando sentou-se na cadeira de FHC e viu que, para comprar goiabada para o Palacio, como FHC comprou com o dinheiro do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador, que financia o Seguro desemprego -- necessitaria da tal CPMF. Ou seja, ser contra a CPMF era uma mentira de campanha, ou visando a campanha sucessoria a FHC.
A arrogância demonstrada no inicio do governo, permaneceu ao longo desses 5 anos. Recentemente, declarou nosso preclaro presidente, que poderia "não ter os diplomas de FHC, mas que era melhor presidente que ele". Bravata, arrogância, pedantismo: se não fosse o governo FHC -- do qual, diga-se, não sou simpatizante, porque a sua politica econômica de estabilidade foi feita às custas de falências e desgraças para a classe média que é o sustentáculo desse pais -- a entregar-lhe de bandeja um pais economicamente estabilizado, o Brasil hoje, sob seu governo, não passaria de uma das republiquetas de Bananas, como vem se transformando nações governadas por seus amigos Hugo Chavez e Evo Morales.
Essa arrogância permaneceu, na sua turma, mesmo depois do vexame da derrota da CPMF no Senado dois dias atrás. Tarso Genro, seu ministro da Justiça -- e eu que pensei que não pudesse vir coisa pior do que Márcio Thomáz Bastos -- declarou, hoje, que FHC e o PSDB teriam inveja de Lula.
É a primeira vez que vejo alguém ter inveja de perdedores e mantirosos.
A mentira e a arrogância, unidas, deram no que deram. E vão dar em muito mais.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
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