Os programas sociais do governo Lula sempre foram um verdadeiro estelionato eleitoral. Nunca será demais lembrar -- e lembrarei sempre enquanto durar a quadrilha petista no poder -- que o carro-chefe da popularidade pessoal do presidente da República, o tal de bolsa-familia, não passa 1) de um programa social que, apenas, uniu num unico cartão, os programas sociais já existentes desde o governo Sarney; 2) de um programa social que gera, apenas, o comodismo e dependencia cada vez maior das familias pobres em relação ao governo federal -- com reflexos nos governos municipais -- não permitindo que haja o progresso social dessas familias mas, apenas, que elas tenham o equivalente a R$ 3,16 por dia para seu sustento, o que equivale a um litro de leite e cerca de 10 pãezinhos (isso em cidades onde o leite e o pãozinho são mais baratos); de um programa social que faz com que pais, tios, avós ou quaisquer "responsaveis" por crianças se tornem vagabundos, cuja unica obrigação seria a de ficar na cola de um veredor qualquer, para manter a inscrição de seu filho ou neto no programa, a fim de sobreviverem as custas dos 95 reais mensais, isso se considerarmos o beneficio no seu teto.
Por outro lado, a expansão do ensino superior no pais em nada contribuiu para a melhora do nivel intelectual do seu povo, muito pelo contrario. As faculdades de ensino a distância -- os chamados eads -- em que o aluno estuda pela internet, com aulas, quando muito, uma vez por semana, produz, apenas, uma cambada de diplomados sem nenhuma, absolutamente nenhuma chance de disputar o mercado de trabalho na área pela qual se diplomou. Há cerca de dois anos, a enorme fila de gente com diploma de nivel superior para inscrever-se no concurso para Gari, no Rio de Janeiro, foi a grande demonstração do que estou dizendo aqui. É pior do que a situação criada, na época do Governo de Garraztazu Médici (69/73), quando o então Ministro da Educação Jarbas Passarinho abriu as portas do Ministerio da Educação para o registro de tudo quanto era tipo de faculdade, para fazer bonito no exterior, provocando uma explosão de faculdades de Direito no pais, que não tinham e até hoje não têm condições de formar advogados com a minima competência, soltando pelos Foruns desse pais advogados que não sabem a diferença entre habeas corpus e Corpus Christi. A coisa ficou tão feia que a OAB passou a exigir, a partir de seu novo estatuto de 1994, que os formados pelas faculdades de Direito desse Brasil varonil, sejam submetidos a uma prova de conhecimentos antes de obterem suas inscrições como advogados, uma vergonha para a classe. Hoje, a cada semestre, a imprensa divulga que mais de 80 por cento dos formados pelas faculdades de Direito, não conseguem passar no vestibular da OAB, e isso em todos os estados do pais, incluidos São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, tidos como estados de gente "culta". Lembro bem de uma piada que corria no sul de Minas Gerais, envolvendo uma faculdade de Direito da cidade de Pouso Alegre, na década de 80, quando o apresentador de programas de auditorio Silvio Santos tinha um quadro onde ele sorteava um fregues do Bau da Felicidade, e os 25 vizinhos da esquerda e os 25 da direita, também ganhavam premios. Contava-se que um sujeito se formou advogado por aquela faculdade e, semanas depois, recebeu em casa 51 diplomas. Sem entender aquilo, ligou para a faculdade, sendo, então, informado que, quando alguém se formava la, seus 25 vizinhos da direita e 25 da esquerda também ganhavam diplomas.
O que acontece no Brasil de hoje com os cursos superiores é o que acontecia com as faculdades de Direito na década de 80 e 90, e continua acontecendo até hoje: a extremissima maioria dos novos doutores têm diplomas de fachada. Melhor seria que o governo mandasse, pelos Correios, um diploma para cada jovem ou adulto que se cadastrasse como eleitor do PT, e pronto.
Como tudo no Brasil atual, tanto no Social como na Educação, o que vemos é um verdeiro estelionato, pura enganação.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
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