Justiça, justiça, negócios à parte?
Depois de 4 meses no "estaleiro" devido a um acidente doméstico banal, no qual consegui quebrar a tibia e a fibula da perna esquerda, que já não era lá grande coisa, queria retornar com uma cronica comum, dessas de fim de ano, desejando paz e amor, etc e tal. Um fato ocorrido na tarde do dia 23 de dezembro e consumado na manhã do dia 24, contudo, acabou com meu idilio.
Há alguns meses defendi de unhas e dentes o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, em, pelo menos, duas ocasiões. Na primeira, quando desceram-lhe a lenha por haver concedido dois habeas-corpus seguidos ao banqueiro Daniel Dantas, preso arbitraria e abusivamente por ordem de um juiz federal, que trabalhava em conjunto com um delegado de policia cujo método de investigação incluía – ou se resumia – a escutas telefônicas ilegais e bisbilhotamento também ilegal até de autoridades da República. Na segunda, quando outro Ministro do STF, numa sessão da Corte, ofendeu Gilmar dizendo que o colega e presidente da mais alta Corte de Justiça do pais mantinha capangas em sua fazenda.
Gilmar Mendes não é nenhum santo, como, de resto, não acho que existam santos em nenhuma das altas esferas da República brasileira, dos Estados ou dos Municipios. No entanto, seu comportamento, sobretudo em defesa da supremacia do Judiciário nas questões do respeito às leis e à Constituição, somente vinha merecendo aplausos e apoios da maioria.
Na semana passada, no entanto, uma decisão estranha de Gilmar Mendes causou, no mínimo, um desconforto naqueles que o defendem sem intenção de puxa-saquismo.
Trata-se, o leitor já sabe, do problema do menino Sean, disputado por sua família brasileira e por seu pai norte-americano. O menino, hoje com quase 10 anos, foi trazido pela mãe, brasileira, ainda bebê, quando separou-se do marido norte-americano. A mãe casou-se aqui no Brasil com um advogado, mas faleceu recentemente. A Justiça brasileira dera ao padrasto a guarda provisória do menor, que passou a ser também disputada pelo pai norte-americano, sob o argumento de que a questão deveria ser decidida nos Estados Unidos, segundo uma Convenção internacional assinada por vários países, inclusive pelo Brasil.
O que me estranha, e muito, é que a decisão da Justiça Federal de entregar o menino ao pai norte-americano ainda não era definitiva. Não transitara em julgado, cabendo recursos, e que, diante disso, o Ministro Celso de Mello, do mesmo STF que Gilmar Mendes, concedera à família brasileira o direito de manter consigo a criança até que decisão definitiva fosse prolatada pelo Judiciário nacional.
De uma maneira muito esquisita, Gilmar Mendes, como presidente do STF, cassou a ordem de seu colega e despachou a criança para o colo do pai, que já estava no Brasil aguardando o desfecho, na ante-véspera do dia de Natal,. Essa decisão veio, coincidentemente, quando o Congresso Americano votava uma lei que, economicamente, beneficiava o Brasil – vale dizer, empresários brasileiros do ramo de exportação. Mais esquisito ainda, a própria Secretaria de Estado Norte-Americana – o cargo mais poderoso de lá, depois do presidente da Republica – Hillary Clinton, envolveu-se na história a um tal ponto, que fez questão de sair nos jornais dando declarações sobre o assunto. Mais ainda, uma das grandes redes de televisão de lá, a NBC, pagou o jatinho que levou o pai e o menino de volta, quando poderiam ter retornado por vôo comercial. E mais ainda: o pai veio acompanhado dias antes de um deputado federal de lá.
Corajosa, a avó materna levantou suspeitas sérias sobre o comportamento do Ministro Presidente do STF, que nem ele, nem o Governo, responderam, preferindo o silêncio, certos mesmo que daqui a alguns dias, todo mundo já esqueceu da história.
Será que, realmente, vigorou na decisão de Gilmar o principio “negócios são negócios, Justiça à parte?”. Se foi, lamento muito havê-lo defendido em crônicas passadas. Talvez correto mesmo estivesse um ex-vereador da minha cidade que, ao ver um colega de outra cidade expor uma projeto de interesse regional no plenário da Câmara Municipal, virou-se para mim e disse: “ele esta pensando que a coisa aqui é séria”.
Não era lá. Parece não ser em Brasilia.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
PRÁ FRENTE BRASIL !!!!
Na época das ditaduras explicitas na América do Sul – década de 1950 a fins da década de 1970 – a Argentina do General Jorge Rafael Videla fez de tudo para sediar a Copa do Mundo de 1978, e conseguiu. Mais que sediar a Copa daquele ano, fez e aconteceu para ser a campeã do Mundo, e conseguiu, mesmo tendo que dar uma graninha, um afago, aos jogadores do Peru, se não me engano.
O Brasil, no entanto, que sediara sua ultima Copa do Mundo em 1950, em plena democracia, e perdeu aquela partida histórica e de triste memória em pleno Maracanã, não trouxe para cá de volta a Copa, nem da década de 1960, nem da de 1970, auge da ditadura militar explicita brasileira. E o Brasil, no final da primeira, inicio da segunda, era um dos paises que mais se desenvolvia no Mundo, e registravam as grandes, médias e pequenas cidades brasileiras do Sul e do Sudeste, praticamente, o pleno emprego. O Nordeste era sustentado por estas duas regiões, através dos subsídios e frentes de trabalho criados ou mantidos pelos governos dos militares – Castello Branco, Costa e Silva, Médice e Geisel, posto que aqui já não se considera o período Figueiredo. Para cá não se fez qualquer esforço para que sediasssemos a Copa de 1974, nem a de 1978, nem a de 1982, embora, principalmente nas épocas daquelas duas primeiras, o governo estivesse fazendo enormes investimentos em infra-estrutura, sobretudo de transportes e de energia, e a segurança publica era muito mais real que agora, se não contássemos o terrorismo interno de esquerda e o contra-terrorismo de direita. Não houveram campanhas nem por Copas, nem por Olimpíadas.
O Brasil de 2009 é, realmente, muito diferente do Brasil de 1979, para ficarmos apenas nos 30 ultimos anos. A inflação – desvalorização constante da moeda com alta constante dos preços em geral, também chamada popularmente “carestia”, para quem nunca a conheceu ou tem memória curta – baixou dos cerca de 50% mensais, naquela época, para menos de 1% na atualidade, segundo, claro, os dados oficiais. O Brasil, no entanto, acaba de passar por uma leve recessão, que agravou estupidamente o desemprego formal e informal. Segundo o DIEESE – Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos, o desemprego no ultimo mês retroagiu, ficando na casa dos 14.16%, o que quer dizer que já esteve bem mais alto. É a maior taxa desde 1990. Somente na Argentina, recentemente, para citarmos um grande pais da América do Sul, o desemprego bateu casas tão altas. A segurança publica chega ao caos, tanto em São Paulo (Sudeste), como na Bahia (Nordeste) ou.......no Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro......A cidade maravilhosa será uma das sedes, daqui a 6 anos, da Copa do Mundo. Foi sede dos Jogos Panamericanos há dois. Como disse Juca Kfouri, no seu site da UOL, semana passada, ao comentar a “vitória” do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 – a vitória da ficção, segundo Juca – prometeu-se para o Panamericano de 2006 a extensão do metrô até a Barra da Tijuca, e corredores exclusivos para ônibus, com vistas a melhoria do transporte publico. Nada disso foi feito. Agora, promete-se de novo para as Olimpíadas de 2016 e, provavelmente, nada será feito.
A população do Rio de Janeiro continua com transporte publico e privado caótico, caos que é uma maravilha para a bandidagem que assalta nos túneis e linhas vermelhas e amarelas da vida, os grã-finos dos sedãs modelos 2010, e os grã-grossos que apinhocam-se nos 174 Grajaú-Copacabana, e não há vislumbre de solução para o problema.
Lula chorou diante do Comitê Olímpico – literal e figurativamente. Figurativamente, quando lhe implorou a decisão a favor do Rio; literal, quando derramou-se, junto com Pelé – que não chorou a morte da filha que desprezou e jamais quis reconhecer, mas chora por qualquer gol – em prantos ao ser anunciado o resultado.
O choro de Lula e Pelé já custou aos brasileiros cerca de R$ 100 milhões de reais, somente para promover o Rio de Janeiro junto ao Comitê Olímpico Internacional. Custará outros R$ 26 blhões de reais, em obras para os poucos dias em que durará o campeonato. Divididos esses R$ 26 blhões por R$ 50 mil reais, temos que poderiam ser construídas mais de duas boas casas para cada brasileiro nos próximos 7 anos, mesmo prazo dos investimentos para as Olimpíadas. Ou seja, cada brasileiro, mesmo os hoje ainda bebês, teriam, finalmente, “onde caírem mortos”, se preservassem o patrimônio, e uma renda vitalícia em alugueres – claro, se tivessem para quem alugar a outra casa, já que talvez não houvesse inquilinos.
A grande imprensa, sobretudo as grandes redes de televisão comemoram os R$ 26 bilhões que serão gastos na infra-estrutura para uma semana de festa. Afinal, business is business, e a grana que faturarão com a transmissão do evento para o mundo inteiro não cabe no meu porquinho de louça.Agora, para os críticos dessa palhaçada, que nem eu, talvez o Governo Lula recrie o slogam “Ame-o ou deixe-o” do Governo Militar de Médice. Só que não em relação ao Brasil, mas em relação a Lula e sua troupe, um recado que, aliás, o Chefe vive mandando a todos nós cada vez que sobe em palanques para inaugurar bicas d’água a favor de Dilma Roussef ou quem venha a ser sua candidata ao cetro.
O Brasil, no entanto, que sediara sua ultima Copa do Mundo em 1950, em plena democracia, e perdeu aquela partida histórica e de triste memória em pleno Maracanã, não trouxe para cá de volta a Copa, nem da década de 1960, nem da de 1970, auge da ditadura militar explicita brasileira. E o Brasil, no final da primeira, inicio da segunda, era um dos paises que mais se desenvolvia no Mundo, e registravam as grandes, médias e pequenas cidades brasileiras do Sul e do Sudeste, praticamente, o pleno emprego. O Nordeste era sustentado por estas duas regiões, através dos subsídios e frentes de trabalho criados ou mantidos pelos governos dos militares – Castello Branco, Costa e Silva, Médice e Geisel, posto que aqui já não se considera o período Figueiredo. Para cá não se fez qualquer esforço para que sediasssemos a Copa de 1974, nem a de 1978, nem a de 1982, embora, principalmente nas épocas daquelas duas primeiras, o governo estivesse fazendo enormes investimentos em infra-estrutura, sobretudo de transportes e de energia, e a segurança publica era muito mais real que agora, se não contássemos o terrorismo interno de esquerda e o contra-terrorismo de direita. Não houveram campanhas nem por Copas, nem por Olimpíadas.
O Brasil de 2009 é, realmente, muito diferente do Brasil de 1979, para ficarmos apenas nos 30 ultimos anos. A inflação – desvalorização constante da moeda com alta constante dos preços em geral, também chamada popularmente “carestia”, para quem nunca a conheceu ou tem memória curta – baixou dos cerca de 50% mensais, naquela época, para menos de 1% na atualidade, segundo, claro, os dados oficiais. O Brasil, no entanto, acaba de passar por uma leve recessão, que agravou estupidamente o desemprego formal e informal. Segundo o DIEESE – Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos, o desemprego no ultimo mês retroagiu, ficando na casa dos 14.16%, o que quer dizer que já esteve bem mais alto. É a maior taxa desde 1990. Somente na Argentina, recentemente, para citarmos um grande pais da América do Sul, o desemprego bateu casas tão altas. A segurança publica chega ao caos, tanto em São Paulo (Sudeste), como na Bahia (Nordeste) ou.......no Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro......A cidade maravilhosa será uma das sedes, daqui a 6 anos, da Copa do Mundo. Foi sede dos Jogos Panamericanos há dois. Como disse Juca Kfouri, no seu site da UOL, semana passada, ao comentar a “vitória” do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 – a vitória da ficção, segundo Juca – prometeu-se para o Panamericano de 2006 a extensão do metrô até a Barra da Tijuca, e corredores exclusivos para ônibus, com vistas a melhoria do transporte publico. Nada disso foi feito. Agora, promete-se de novo para as Olimpíadas de 2016 e, provavelmente, nada será feito.
A população do Rio de Janeiro continua com transporte publico e privado caótico, caos que é uma maravilha para a bandidagem que assalta nos túneis e linhas vermelhas e amarelas da vida, os grã-finos dos sedãs modelos 2010, e os grã-grossos que apinhocam-se nos 174 Grajaú-Copacabana, e não há vislumbre de solução para o problema.
Lula chorou diante do Comitê Olímpico – literal e figurativamente. Figurativamente, quando lhe implorou a decisão a favor do Rio; literal, quando derramou-se, junto com Pelé – que não chorou a morte da filha que desprezou e jamais quis reconhecer, mas chora por qualquer gol – em prantos ao ser anunciado o resultado.
O choro de Lula e Pelé já custou aos brasileiros cerca de R$ 100 milhões de reais, somente para promover o Rio de Janeiro junto ao Comitê Olímpico Internacional. Custará outros R$ 26 blhões de reais, em obras para os poucos dias em que durará o campeonato. Divididos esses R$ 26 blhões por R$ 50 mil reais, temos que poderiam ser construídas mais de duas boas casas para cada brasileiro nos próximos 7 anos, mesmo prazo dos investimentos para as Olimpíadas. Ou seja, cada brasileiro, mesmo os hoje ainda bebês, teriam, finalmente, “onde caírem mortos”, se preservassem o patrimônio, e uma renda vitalícia em alugueres – claro, se tivessem para quem alugar a outra casa, já que talvez não houvesse inquilinos.
A grande imprensa, sobretudo as grandes redes de televisão comemoram os R$ 26 bilhões que serão gastos na infra-estrutura para uma semana de festa. Afinal, business is business, e a grana que faturarão com a transmissão do evento para o mundo inteiro não cabe no meu porquinho de louça.Agora, para os críticos dessa palhaçada, que nem eu, talvez o Governo Lula recrie o slogam “Ame-o ou deixe-o” do Governo Militar de Médice. Só que não em relação ao Brasil, mas em relação a Lula e sua troupe, um recado que, aliás, o Chefe vive mandando a todos nós cada vez que sobe em palanques para inaugurar bicas d’água a favor de Dilma Roussef ou quem venha a ser sua candidata ao cetro.
domingo, 13 de setembro de 2009
O GOLPE CHAMADO MARINA SILVA
Há algumas semanas não se fala em outra coisa na política nacional. Surge a salvadora da pátria, Marina da Silva, ex-analfabeta (até os 16 anos, quando se alfebetizou graças ao Mobral do Governo Militar na década de 1970), ex-seringueira, ex-amicissima do defensor das florestas Chico Mendes, senadora eleita e reeleita pelo seu pequeno Estado, Ministra do Meio Ambiente no governo petista de Lula. Capa das maiores revistas nacionais, todas extremamente elogiosas em relação a nova candidata a presidência da República, agora já pelo PV – Partido Verde, pelo qual “trocou” recentemente o PT – Partido dos Trabalhadores, do qual fora uma das fundadoras no seu Estado.
Marina da Silva tem sido colocada como o “Tércius”, a terceira via na opção política nacional para suceder Lula, saindo da polarização que esperava-se para 2010 entre Dilma Rouseff, suposta candidata do atual Presidente, e José Serra (ou Aécio Neves), como representantes da oposição, pelo PSDB, o único partido que teria condições de bancar uma candidatura à Presidência da República, já que o PMDB optou há anos por permanecer nas abas do poder, colhendo os bônus quase sem qualquer ônus.
Li entrevistas recentes de Marina da Silva. Vi na televisão, semana passada, o programa eleitoral gratuito do PV, onde só se falou em Marina da Silva. Antes disso, li declarações dos lideres petistas, inclusive de Lula, sobre Marina da Silva.
De tudo que li, vi e ouvi até agora sobre Marina da Silva, estou cada vez mais convencido de que Marina da Silva é mais um estelionato eleitoral de Lula e do PT sobre a parcela dos eletrouxas brasileiros. Um golpe que credito mais ao próprio Lula do que ao PT, diga-se.
Ao deixar o PT para transferir-se para o PV, ainda no cargo de Senadora pelo primeiro, Marina da Silva haveria, naturalmente, de perder sua cadeira no Senado. Bastaria que o PT reivindicasse o mandato, que tantos outros partidos reivindicaram quando deputados trocaram de sigla nos dois últimos anos.Mas, candidamente, o presidente do PT declarou que o partido não o faria, porque “Marina é uma pessoa ética”. O PT deixa de reivindicar uma cadeira no senado, porque sua ocupante, de outro partido agora, é ética. O PT se comove com Marina da Silva e a deixa continuar Senadora, porque ele é ética. E tem gente que acreditou!!!!!!!!!!!!!
O plano é o seguinte, vamos ser claros e deixar a hipocrisia de lado: Dilma Roussef se estrumbicou. Lula sabia disso há algum tempo, e passou a ter certeza que ela não sai da pista por mais que corra, desde que o vento de través da mentirada da Senhora Dilma em relação ao encontro com a ex-Secretaria da Receita Federal pegou em cheio seu aviãozinho. Os planos do PT de perpetuar-se no Poder através de José Dirceu afundaram com o mensalão. A hipótese Antônio Pallocci também não vinga, mesmo com o Supremo Tribunal Federal tendo recusado a denuncia por crime de violação do sigilo bancário daquele caseiro, porque, se por um lado, o STF estava certo em recusar uma denuncia sem a minima evidência séria de que o então ministro tenha determinado a violação -- o presidente da Caixa Econômica apenas declarou que entregou os dados ao ministro e não que ele mandou fazer a bisbilhotagem -- , o certo é que a população não acredita na inocência de Pallocci. Lula, então, resolveu lançar mão de Dilma Roussef, há cerca de dois anos, mais ou menos, pré-candidatura que também faz mais água que os poços artesianos do Ministro Geddel Vieira Lima no Nordeste. Dilma é antipática, não tem qualquer empatia com o povo e o apelido de "mãe do PAC" não emocionou o populacho, mesmo porque esse populacho sequer sabe o que é o tal PAC. Mas os planos de Lula não eram propriamente perpetuar o PT no Poder, mas ele mesmo perpetuar-se, fosse pessoalmente, fosse através de gente da sua confiança, seja com PT ou sem PT. Com o PT no fundo do Gangis, Lula salta do barco, disfarçadamente, e lança Marina da Silva, enfronhando-a no PV que, óbvio, a aceita de braços abertos.
Dilma, galinha velha e dura, continuará a ser cozida em fogo brando, para que não surja um aventureiro dentro do proprio PT, que se ache com capacidade de chegar ao Planalto. Retirar-se-á da mesa de jogo próximo às eleições, ou será mantida nela, pouco importa, para fazer número. Lula continuará a sorrir para Marina da Silva e, se Dilma sair da mesa, o PT certamente a apoiará, desde que o vice seja um petista, lógico. O PMDB, com Geddel candidato ao governo da Bahia contra o atual governador Jaques Wagner, do PT, este abandonado por Lula a favor do seu Ministro ao qual tem apoiado com palavras e verbas adoidadas (Geddel tem liberado verbas do Ministério na média de mais de 2 milhões de reais por município baiano, sobretudo aos pequenos, conquistando prefeitos e lideranças politicas no Sul, Sudoeste e sertão da Bahia), apoiará a candidata de Lula, agora já Marina da Silva, disfaçada ou não.
Marina da Silva, se elegendo, não conseguirá governar com o PV, óbvio. Precisará do PMDB e do PT. O PT é Lula, porque sem Lula não existe o PT. O PMDB vai onde Lula for, desde que Lula tenha, realmente, o poder de fato.
Ou seja, Lula está a poucos passos de conseguir sua reeleição.
Marina da Silva tem sido colocada como o “Tércius”, a terceira via na opção política nacional para suceder Lula, saindo da polarização que esperava-se para 2010 entre Dilma Rouseff, suposta candidata do atual Presidente, e José Serra (ou Aécio Neves), como representantes da oposição, pelo PSDB, o único partido que teria condições de bancar uma candidatura à Presidência da República, já que o PMDB optou há anos por permanecer nas abas do poder, colhendo os bônus quase sem qualquer ônus.
Li entrevistas recentes de Marina da Silva. Vi na televisão, semana passada, o programa eleitoral gratuito do PV, onde só se falou em Marina da Silva. Antes disso, li declarações dos lideres petistas, inclusive de Lula, sobre Marina da Silva.
De tudo que li, vi e ouvi até agora sobre Marina da Silva, estou cada vez mais convencido de que Marina da Silva é mais um estelionato eleitoral de Lula e do PT sobre a parcela dos eletrouxas brasileiros. Um golpe que credito mais ao próprio Lula do que ao PT, diga-se.
Ao deixar o PT para transferir-se para o PV, ainda no cargo de Senadora pelo primeiro, Marina da Silva haveria, naturalmente, de perder sua cadeira no Senado. Bastaria que o PT reivindicasse o mandato, que tantos outros partidos reivindicaram quando deputados trocaram de sigla nos dois últimos anos.Mas, candidamente, o presidente do PT declarou que o partido não o faria, porque “Marina é uma pessoa ética”. O PT deixa de reivindicar uma cadeira no senado, porque sua ocupante, de outro partido agora, é ética. O PT se comove com Marina da Silva e a deixa continuar Senadora, porque ele é ética. E tem gente que acreditou!!!!!!!!!!!!!
O plano é o seguinte, vamos ser claros e deixar a hipocrisia de lado: Dilma Roussef se estrumbicou. Lula sabia disso há algum tempo, e passou a ter certeza que ela não sai da pista por mais que corra, desde que o vento de través da mentirada da Senhora Dilma em relação ao encontro com a ex-Secretaria da Receita Federal pegou em cheio seu aviãozinho. Os planos do PT de perpetuar-se no Poder através de José Dirceu afundaram com o mensalão. A hipótese Antônio Pallocci também não vinga, mesmo com o Supremo Tribunal Federal tendo recusado a denuncia por crime de violação do sigilo bancário daquele caseiro, porque, se por um lado, o STF estava certo em recusar uma denuncia sem a minima evidência séria de que o então ministro tenha determinado a violação -- o presidente da Caixa Econômica apenas declarou que entregou os dados ao ministro e não que ele mandou fazer a bisbilhotagem -- , o certo é que a população não acredita na inocência de Pallocci. Lula, então, resolveu lançar mão de Dilma Roussef, há cerca de dois anos, mais ou menos, pré-candidatura que também faz mais água que os poços artesianos do Ministro Geddel Vieira Lima no Nordeste. Dilma é antipática, não tem qualquer empatia com o povo e o apelido de "mãe do PAC" não emocionou o populacho, mesmo porque esse populacho sequer sabe o que é o tal PAC. Mas os planos de Lula não eram propriamente perpetuar o PT no Poder, mas ele mesmo perpetuar-se, fosse pessoalmente, fosse através de gente da sua confiança, seja com PT ou sem PT. Com o PT no fundo do Gangis, Lula salta do barco, disfarçadamente, e lança Marina da Silva, enfronhando-a no PV que, óbvio, a aceita de braços abertos.
Dilma, galinha velha e dura, continuará a ser cozida em fogo brando, para que não surja um aventureiro dentro do proprio PT, que se ache com capacidade de chegar ao Planalto. Retirar-se-á da mesa de jogo próximo às eleições, ou será mantida nela, pouco importa, para fazer número. Lula continuará a sorrir para Marina da Silva e, se Dilma sair da mesa, o PT certamente a apoiará, desde que o vice seja um petista, lógico. O PMDB, com Geddel candidato ao governo da Bahia contra o atual governador Jaques Wagner, do PT, este abandonado por Lula a favor do seu Ministro ao qual tem apoiado com palavras e verbas adoidadas (Geddel tem liberado verbas do Ministério na média de mais de 2 milhões de reais por município baiano, sobretudo aos pequenos, conquistando prefeitos e lideranças politicas no Sul, Sudoeste e sertão da Bahia), apoiará a candidata de Lula, agora já Marina da Silva, disfaçada ou não.
Marina da Silva, se elegendo, não conseguirá governar com o PV, óbvio. Precisará do PMDB e do PT. O PT é Lula, porque sem Lula não existe o PT. O PMDB vai onde Lula for, desde que Lula tenha, realmente, o poder de fato.
Ou seja, Lula está a poucos passos de conseguir sua reeleição.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
A GRIPEZINHA DO PORTUGA
Hoje governador de São Paulo, o ex-ministro da Saúde José Serra amargou cobras e lagartos durante o grande surto de Dengue no pais, sobretudo no Rio de Janeiro, quando ocupava o Ministério durante a presidencia de Fernando Henrique Cardoso. Os humoristas do programa Casseta e Planeta, da Globo, faziam graça -- que seus opositores nas eleições de 2002 aproveitaram à beça -- com a falta de sorte de Serra, enfrentando grave crise na Saúde publica, justamente quando era candidato a presidente. Mas Serra, pelo menos, jamais minimizou a grave epidemia de Dengue que assolou o Rio e o pais na época.
Na gestão de José Gomes Temporão, o ministro português do governo Lula -- acho que foi a forma que Lula encontrou de entrar na globalização -- surgiu a tal Gripe Suina, que, como tudo no Brasil, passou a ser Gripe A, para não atrapalhar a venda da carne de porco pelos grandes frigorificos e pequenos açougueiros.
Assim como no caso da gravissima crise financeira mundial, originária nos Estados Unidos, que levou centenas de milhares -- talvez milhões -- de brasileiros a perderem seus empregos, que o Governo do "seu" Lula minimizou ao máximo, chegando o digno (e bota digno nisso, diante de um governo chifrim) presidente da Republica atual a dizer que o "tsunâmi lá de fora não passaria de uma marolinha aqui dentro", fechando os olhos à quebra de empresas e pés-no-traseiro de seus empregados, seu mui e mais digno ainda Ministro da Saúde fechou os olhos a tal Gripe Suina, dizendo que ela não significava quase nada, era praticamente como uma gripe comum, e que o Brasil estava preparadiiiiiiiiiiiiiissssiiiiiiiiimo para ela. Portanto, a população poderia ficar tranquila.
A Gripe Suina no Brasil já matou varias pessoas em varios estados brasileiros, desde o Rio Grande do Sul até a Bahia. E olhe lá se já não matou no Ceará, Pernambuco, Alagoas, Pará, Mato Grosso, Amazonas, Tocantins e até na Ilha de Marajó, sem que os governos respectivos tenham notificado o Ministério da Saúde.
Amuado, sem dar declarações sobre a gripe há mais de 45 dias, o Excelentissimo Sr. Ministro da SAude de Lula, o nosso Portuga Temporão, tem plantado na imprensa noticias até "auspiciosas", como diriam os personagens da novela "Caminho das Indias". Uma delas, é que, o Brasil receberá, até 2010, 18 milhões de doses da vacina contra Gripe Suina.
Maraviiiiiiiilha. Para um pais com cerca de 200 milhões de habitantes, todos sujeitos a tal pandemia suina nesse exato momento, teremos 18 milhões (ou cerca de 10%) de vacinas e isso até daqui a um ano e meio, se considerarmos que o douto Ministro não disse se as vacinas chegarão no inicio ou no fim de 2010.
Quem sabe, chegarão, exatamente, a véspera das eleições de outubro de 2010 e serão distribuidas por Temporão, acompanhado, evidentemente, da Dona Dilma Roussef.
Na gestão de José Gomes Temporão, o ministro português do governo Lula -- acho que foi a forma que Lula encontrou de entrar na globalização -- surgiu a tal Gripe Suina, que, como tudo no Brasil, passou a ser Gripe A, para não atrapalhar a venda da carne de porco pelos grandes frigorificos e pequenos açougueiros.
Assim como no caso da gravissima crise financeira mundial, originária nos Estados Unidos, que levou centenas de milhares -- talvez milhões -- de brasileiros a perderem seus empregos, que o Governo do "seu" Lula minimizou ao máximo, chegando o digno (e bota digno nisso, diante de um governo chifrim) presidente da Republica atual a dizer que o "tsunâmi lá de fora não passaria de uma marolinha aqui dentro", fechando os olhos à quebra de empresas e pés-no-traseiro de seus empregados, seu mui e mais digno ainda Ministro da Saúde fechou os olhos a tal Gripe Suina, dizendo que ela não significava quase nada, era praticamente como uma gripe comum, e que o Brasil estava preparadiiiiiiiiiiiiiissssiiiiiiiiimo para ela. Portanto, a população poderia ficar tranquila.
A Gripe Suina no Brasil já matou varias pessoas em varios estados brasileiros, desde o Rio Grande do Sul até a Bahia. E olhe lá se já não matou no Ceará, Pernambuco, Alagoas, Pará, Mato Grosso, Amazonas, Tocantins e até na Ilha de Marajó, sem que os governos respectivos tenham notificado o Ministério da Saúde.
Amuado, sem dar declarações sobre a gripe há mais de 45 dias, o Excelentissimo Sr. Ministro da SAude de Lula, o nosso Portuga Temporão, tem plantado na imprensa noticias até "auspiciosas", como diriam os personagens da novela "Caminho das Indias". Uma delas, é que, o Brasil receberá, até 2010, 18 milhões de doses da vacina contra Gripe Suina.
Maraviiiiiiiilha. Para um pais com cerca de 200 milhões de habitantes, todos sujeitos a tal pandemia suina nesse exato momento, teremos 18 milhões (ou cerca de 10%) de vacinas e isso até daqui a um ano e meio, se considerarmos que o douto Ministro não disse se as vacinas chegarão no inicio ou no fim de 2010.
Quem sabe, chegarão, exatamente, a véspera das eleições de outubro de 2010 e serão distribuidas por Temporão, acompanhado, evidentemente, da Dona Dilma Roussef.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
TAMBÉM QUEEEEERO!
Sou cidadão brasileiro e deputado. Melhor, senador que está mais na moda. Quero dizer, não sou não, mas pretendo ser. Vou me candidatar no ano que vem. Podem anotar ai: vou me candidatar a senador no ano que vem -- ou, se na época estiver mais na moda do que hoje, vou me candidatar a deputado. Talvez até a governador ou presidente. Dane-se a Justiça Eleitoral. Tô fazendo propaganda antecipada mesmo. Se a Dilma pode fazer, porque eu não posso? Estou fundando um partido, o PMHN -- Partido dos Moralistas Hipócritas Nacional. Afinal, prá ser candidato é preciso ter partido, e eu sou fiel respeitador da lei. Nem minha mãe acredita, mas eu sou honesto e, aqui, dizer que se é honesto, mesmo que nem a mãe acredite é a condição basica para ser eleito qualquer coisa. Pronto, tô qualificado. Agora, passo a minha plataforma.
UM ABSURDO, caros concidadãos. Onde já se viu??? Que pouca vergonha essa no Senado, agora?? Proponho a destituição, imediata do Sr. José Sarney da presidencia daquela Augusta Casa, como proponho a destituição retroativa também dos ex-presidentes dos ultimos 12 anos, em que se praticaram os tais atos secretos. Todo mundo fora!!!! Ora, ora, ora. Onde já se viu? Emprego para o namorado da sobrinha? Apartamento de graça para a mulher do motorista? Admissão de amigos e demissão dos inimigos? Passagens aéreas de graça para a Europa??? Funcionario do Senado cuidando de um museu particular?
PIOR DE TUDO, sem dividir com alguns colegas essa mordomia toda!!!!! Isso não se faz. Não é a toa que os coitados estão revoltados e querem a sua cabeça, Senhor José Sarney!!! Éééééé, um dia a casa cai. Eles vão engolindo, engolindo, engolindo, até que, um dia, arranjam até um jeito de grampear seu telefone sem autorização da Justiça para jogar na Globo um dialogo onde seu cunhado pede emprego pro namorado da filha dele. Cunhado é fogo, mesmo. Podia ter pedido o emprego por pombo-correio, por sinal de fumaça, mas foi usar o telefone, o burro. Mas mais burro foi voce, com todo o respeito que seu bigode me merece. Afinal, voce não sabia que tinha que dividir para poder unir???? Grande politico que você é, né??? Bobinho, bobinho. Se voce tivesse dado um carguinho só, unzinho, para cada um deles, ninguém ia berrar, mas voce quiz tudo sozinho.
TO NA OPOSIÇÃO!!!!! Quero a deposição do Sarney da presidencia do Senado!!!! Essa a minha plataforma eleitoral para enganar os trouxas no ano que vem, pronto!!!
Agora, se ele prometer uns empreguinhos para uns parentezinhos e amiguinhos meus -- coisa pouca, uns 20 ou 30 cargos mais ou menos remunerados, tipo 6 mil por mês -- eu, desde já, manifesto-lhe todo o meu apoio. Afinal, não se julga um valoroso ex-presidente da Republica, homem probo e honrado, assim, sem mais nem menos, sem prova concreta, sem o devido processo legal, o amplo direito de defesa, oras bolas.
UM ABSURDO, caros concidadãos. Onde já se viu??? Que pouca vergonha essa no Senado, agora?? Proponho a destituição, imediata do Sr. José Sarney da presidencia daquela Augusta Casa, como proponho a destituição retroativa também dos ex-presidentes dos ultimos 12 anos, em que se praticaram os tais atos secretos. Todo mundo fora!!!! Ora, ora, ora. Onde já se viu? Emprego para o namorado da sobrinha? Apartamento de graça para a mulher do motorista? Admissão de amigos e demissão dos inimigos? Passagens aéreas de graça para a Europa??? Funcionario do Senado cuidando de um museu particular?
PIOR DE TUDO, sem dividir com alguns colegas essa mordomia toda!!!!! Isso não se faz. Não é a toa que os coitados estão revoltados e querem a sua cabeça, Senhor José Sarney!!! Éééééé, um dia a casa cai. Eles vão engolindo, engolindo, engolindo, até que, um dia, arranjam até um jeito de grampear seu telefone sem autorização da Justiça para jogar na Globo um dialogo onde seu cunhado pede emprego pro namorado da filha dele. Cunhado é fogo, mesmo. Podia ter pedido o emprego por pombo-correio, por sinal de fumaça, mas foi usar o telefone, o burro. Mas mais burro foi voce, com todo o respeito que seu bigode me merece. Afinal, voce não sabia que tinha que dividir para poder unir???? Grande politico que você é, né??? Bobinho, bobinho. Se voce tivesse dado um carguinho só, unzinho, para cada um deles, ninguém ia berrar, mas voce quiz tudo sozinho.
TO NA OPOSIÇÃO!!!!! Quero a deposição do Sarney da presidencia do Senado!!!! Essa a minha plataforma eleitoral para enganar os trouxas no ano que vem, pronto!!!
Agora, se ele prometer uns empreguinhos para uns parentezinhos e amiguinhos meus -- coisa pouca, uns 20 ou 30 cargos mais ou menos remunerados, tipo 6 mil por mês -- eu, desde já, manifesto-lhe todo o meu apoio. Afinal, não se julga um valoroso ex-presidente da Republica, homem probo e honrado, assim, sem mais nem menos, sem prova concreta, sem o devido processo legal, o amplo direito de defesa, oras bolas.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
SARNEY E O PAIS DOS SEM-VERGONHAS
Um dos mais experientes, velha raposa da politica nacional, caiu numa armadilha de criança. O hoje senador José Sarney, que passou incolume de arauto da ditatura militar (1964/1985), onde chegou a ser presidente da ARENA e do PDS, o segundo sucessor do primeiro, partidos de apoio ao regime da época, conseguiu tornar-se vice-presidente na chapa da oposição (sim, da oposição) às eleições indiretas para a presidência em 1984 e, presidente da Republica alguns meses depois, quando Tancredo Neves faleceu sem ter assumido o poder, esse mesmo homem que governou por mais de uma vez o Maranhão e fez de sua filha também governadora, que manteve-se senador desde que deixou a presidência debaixo de uma popularidade abaixo de zero -- apesar de ter atingido os pincaros da glória em 1986 com seu Plano Cruzado -- e ocupou a presidência do Senado também por mais de uma vez, esta terminando sua carreira politica, provavelmente, no fundo do poço.
Armadilha, pura armadilha em que caiu que nem um patinho.
Nao que seja inocente. Não é, como, aliás, não são nenhum de seus colegas, seja da situação, seja da oposição, seja os de cima do muro.
Esta caindo por causa dos tais Atos Secretos, aquelas nomeações e desnomeações, aumentos e reduções de salarios de servidores do Senado, não publicadas no Diario Oficial porque beneficiavam ou prejudicavam afetos ou desafetos dos manda-chuvas de plantão na Mesa Diretora da Casa. Como esses Atos Secretos não são da época dele -- embora hajam atos ocorridos durante os periodos anteriores em que exerceu a presidencia do Senado -- buscou-se outras formas de derruba-lo, fuçando-se nos inqueritos policiais que investigam seus filhos, por exemplo, nas contas das campanhas eleitorais de Roseana Sarney para o governo do Maranhão e, agora, segundo a Veja dessa semana, até numa suposta conta-corrente que, através do Banco Santos, mantinha no exterior, com um saldo nada desprezivel de quase 2 milhões de reais.
Essa historia da conta no Banco Santos surgiu, na verdade, quando foi decretada a intervenção no Banco pelo Governo. Dizia-se que Sarney tinha uma conta lá e que seu amigo e dono do Banco, Edemar Cid Ferreira o teria ajudado a livrar-se do dinheiro, para nao ficar bloqueado, como a grana dos demais correntistas. O Banco foi a falência, liquidado. Edemar Cid Ferreira chegou a ser condenado a uma boa década na cadeia, embora esteja recorrendo da decisão judicial de primeira instancia, e nunca mais se ouviu falar da suposta grana de Sarney no Banco.
A armadilha da qual falei no inicio dessa crônica foi armada pela turma do Lula, claro, óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues.
Sarney é figurinha carimbada do PMDB. Junto com Renan Calheiros e Geddel Vieira Lima, em termos de nordeste, mandam no partido mais do que sogra indiana manda nas noras. O Partido dos Trabalhadores, do Sr. Luiz Inacio Lula da Silva sabe que, sem o PMDB, não consegue emplacar seu candidato ou candidata a presidencia da Republica no ano que vem. O propro Lula teve que se unir ao antigo PL de José Alencar, partido dos empresarios (alias, so no Brasil, para um partido dos trabalhadores unir-se ao partido dos empresarios numa eleição) para conseguir vencer a eleição de 2002 e ao PMDB, partido nitidamente fisiológico, para as eleições de 2006. Senão, meu amigo, nem o bolsa-familia salvava-o da derrota para Serra ou o Picolé de Chuchu naquelas eleições.
Levando José Sarney a candidatar-se e garantindo sua vitória para a presidência do Senado, colocaria lá um prócer peemedebista, figura de proa do partido no nordeste, maior reduto eleitoral de Lula, que perde tranquilamente para a oposição no Sul e no Sudeste, maiores colegios eleitorais do pais.
Assim que, usando da vaidade de Sarney, levaram-no a se candidatar à presidencia de uma Casa desmoralizada publicamente desde o episódio do painel que obrigou seu então presidente Antonio Carlos Magalhães a renunciar ao mandato, e lograram, efetivamente, elege-lo para a presidencia, Lula e sua turma deram prosseguimento ao maquiavélico plano, fazendo com que surgissem as denuncias, comprovadas, dos tais Atos Secretos, que todo mundo sabia debaixo daquela cupula, que existiam. Todo mundo: os da situação, os da oposição e os de cima do muro. Todo mundo. Não escapa nem o mais "moralista" dos integrantes daquela cor....., quero dizer, daquela casa. Repito: todo mundo sabia. E sabia porque, ao longo de mais de uma década, beneficiaram protegidos de senadores e altos funcionarios que passaram por aquela Casa. Impossivel que algum senador, por mais do baixo clero que fosse, não soubesse.
Com a crise instalada, Lula dá proteção a José Sarney. O Partido dos Trabalhadores, Aloisio Mercadante à frente, diz que quer o afastamento de Sarney. Lula está no exterior. Sarney treme nas bases, porque o partido do presidente da Republica, o segundo maior do Congresso, quer sua cabeça. Mas não é nada disso. Lula mandou o PT dizer que queria a cabeça de Sarney, para, retornando ao pais, chama-lo ao Planalto e dizer que lhe daria apoio. O PT, então, desdiz o que disse publicamente. Pronto, Sarney esta salvo.
Lula e seu PT, então, apresentam a fatura ao PMDB: Voces não terão candidato a presidencia em 2010 e, pior, apoiarão Dilma Russef ou quem a gente quiser, ok?
Sarney tem o que explicar, sim. Não a questão do apartamento funcional cedido para viuva de um motorista. Não a questão da intermediação de emprestimos consignaveis por um banco a servidores do Congresso, realizada por seu filho. Mesmo porque Lula ainda não explicou a questão dos 5 milhões de reais dados pela Telemar a seu filho Lulinha, e outras coisas.
Seria bom que Sarney explicasse essa historia do Banco Santos. Afinal, tomou ele conhecimento antes ou não da intervenção do Banco Central no Santos de seu amigo Edemar e este providenciou a remessa da grana para uma conta no exterior???^
Yes, nós ainda temos bananas. E muita sacanagem também. Como cantaria Lindomar Castilho, somos todos sem-vergonhas.
Armadilha, pura armadilha em que caiu que nem um patinho.
Nao que seja inocente. Não é, como, aliás, não são nenhum de seus colegas, seja da situação, seja da oposição, seja os de cima do muro.
Esta caindo por causa dos tais Atos Secretos, aquelas nomeações e desnomeações, aumentos e reduções de salarios de servidores do Senado, não publicadas no Diario Oficial porque beneficiavam ou prejudicavam afetos ou desafetos dos manda-chuvas de plantão na Mesa Diretora da Casa. Como esses Atos Secretos não são da época dele -- embora hajam atos ocorridos durante os periodos anteriores em que exerceu a presidencia do Senado -- buscou-se outras formas de derruba-lo, fuçando-se nos inqueritos policiais que investigam seus filhos, por exemplo, nas contas das campanhas eleitorais de Roseana Sarney para o governo do Maranhão e, agora, segundo a Veja dessa semana, até numa suposta conta-corrente que, através do Banco Santos, mantinha no exterior, com um saldo nada desprezivel de quase 2 milhões de reais.
Essa historia da conta no Banco Santos surgiu, na verdade, quando foi decretada a intervenção no Banco pelo Governo. Dizia-se que Sarney tinha uma conta lá e que seu amigo e dono do Banco, Edemar Cid Ferreira o teria ajudado a livrar-se do dinheiro, para nao ficar bloqueado, como a grana dos demais correntistas. O Banco foi a falência, liquidado. Edemar Cid Ferreira chegou a ser condenado a uma boa década na cadeia, embora esteja recorrendo da decisão judicial de primeira instancia, e nunca mais se ouviu falar da suposta grana de Sarney no Banco.
A armadilha da qual falei no inicio dessa crônica foi armada pela turma do Lula, claro, óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues.
Sarney é figurinha carimbada do PMDB. Junto com Renan Calheiros e Geddel Vieira Lima, em termos de nordeste, mandam no partido mais do que sogra indiana manda nas noras. O Partido dos Trabalhadores, do Sr. Luiz Inacio Lula da Silva sabe que, sem o PMDB, não consegue emplacar seu candidato ou candidata a presidencia da Republica no ano que vem. O propro Lula teve que se unir ao antigo PL de José Alencar, partido dos empresarios (alias, so no Brasil, para um partido dos trabalhadores unir-se ao partido dos empresarios numa eleição) para conseguir vencer a eleição de 2002 e ao PMDB, partido nitidamente fisiológico, para as eleições de 2006. Senão, meu amigo, nem o bolsa-familia salvava-o da derrota para Serra ou o Picolé de Chuchu naquelas eleições.
Levando José Sarney a candidatar-se e garantindo sua vitória para a presidência do Senado, colocaria lá um prócer peemedebista, figura de proa do partido no nordeste, maior reduto eleitoral de Lula, que perde tranquilamente para a oposição no Sul e no Sudeste, maiores colegios eleitorais do pais.
Assim que, usando da vaidade de Sarney, levaram-no a se candidatar à presidencia de uma Casa desmoralizada publicamente desde o episódio do painel que obrigou seu então presidente Antonio Carlos Magalhães a renunciar ao mandato, e lograram, efetivamente, elege-lo para a presidencia, Lula e sua turma deram prosseguimento ao maquiavélico plano, fazendo com que surgissem as denuncias, comprovadas, dos tais Atos Secretos, que todo mundo sabia debaixo daquela cupula, que existiam. Todo mundo: os da situação, os da oposição e os de cima do muro. Todo mundo. Não escapa nem o mais "moralista" dos integrantes daquela cor....., quero dizer, daquela casa. Repito: todo mundo sabia. E sabia porque, ao longo de mais de uma década, beneficiaram protegidos de senadores e altos funcionarios que passaram por aquela Casa. Impossivel que algum senador, por mais do baixo clero que fosse, não soubesse.
Com a crise instalada, Lula dá proteção a José Sarney. O Partido dos Trabalhadores, Aloisio Mercadante à frente, diz que quer o afastamento de Sarney. Lula está no exterior. Sarney treme nas bases, porque o partido do presidente da Republica, o segundo maior do Congresso, quer sua cabeça. Mas não é nada disso. Lula mandou o PT dizer que queria a cabeça de Sarney, para, retornando ao pais, chama-lo ao Planalto e dizer que lhe daria apoio. O PT, então, desdiz o que disse publicamente. Pronto, Sarney esta salvo.
Lula e seu PT, então, apresentam a fatura ao PMDB: Voces não terão candidato a presidencia em 2010 e, pior, apoiarão Dilma Russef ou quem a gente quiser, ok?
Sarney tem o que explicar, sim. Não a questão do apartamento funcional cedido para viuva de um motorista. Não a questão da intermediação de emprestimos consignaveis por um banco a servidores do Congresso, realizada por seu filho. Mesmo porque Lula ainda não explicou a questão dos 5 milhões de reais dados pela Telemar a seu filho Lulinha, e outras coisas.
Seria bom que Sarney explicasse essa historia do Banco Santos. Afinal, tomou ele conhecimento antes ou não da intervenção do Banco Central no Santos de seu amigo Edemar e este providenciou a remessa da grana para uma conta no exterior???^
Yes, nós ainda temos bananas. E muita sacanagem também. Como cantaria Lindomar Castilho, somos todos sem-vergonhas.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
ONE DAY IN YOR LIFE, MICHAEL JACKSON
Hoje, quinta-feira, 25 de junho de 2009. As festas de São João, que se emendarão com as de São Pedro, correm soltas no Largo de São Pedro, aqui em Macarani, sudoeste da Bahia, onde todo mundo já sabe que moro.
Saí do trabalho por volta das 19:10 horas, passei pelo comércio de Edivan, comprei umas coisas e vim para casa. Televisão ligada, logo no corredor ouço a chamada especial do telejornal da Rede SBT, que somente irá ao ar por volta das 21:30: O superastro pop Michael Jackson foi internado vitima de parada cardíaca e, provavelmente, segundo vem noticiando um jornal de Nova York, está morto num hospital de Los Ângeles, Estados Unidos.
Nunca fui nem sou fã de carteirinha de cantor nenhum, nem de time de futebol. Nunca fui para portas de teatros ou arenas para me expremer na multidão para assistir um show. A unica fraca experiência que tive nesse setor foi enfrentar quase uma hora de fila para assitir a um show de Roberto Carlos, no Canecão do Rio de Janeiro, no inicio da década de 80, portanto há mais de 20 anos. Nunca, nunca mesmo fui para porta de hotéis para ver artista entrar, sair ou se mostrar nas varandas. Nem iria jamais para os pés da Favela Dona Marta, no Rio, ou no Pelourinho, em Salvador, nem para os bairros do Cruzeiro em Itajubá ou Marjorie Parque, aqui em Macarani, para assistir Michael Jackson gravar um clipe -- isso, se ele um dia tivesse ido a Itajubá ou vindo a Macarani.
No entanto, tinha extrema simpatia por Michael Jackson. Lembro claramente de seu primeiro sucesso solo no Brasil, a musica Ben, que estourou nas paradas em 1972. Os sucessos anteriores eram do grupo Jackson Five, onde cantava com os irmãos. Fazia parte da trilha sonora de uma novela da Globo, na época, mas eu nem sabia disso porque, nessa época, TV Tupi ainda dominava a audiência na minha Itajubá, com a novela Mulheres de Areia. Lembro, no entanto, de haver comprado aquele disquinho de duas musicas só (uma de um lado, outra de outro) que chamavam "compacto simples", e ouvi-lo por várias vezes na minha pequena "eletrolinha" marca Sonata. Na outra face, vinha a musia Happy, que logo em seguida a Ben, também faria o maior sucesso, seguido de Music and me e a inolvidável, uma das mais bonitas musicas da minha adolescência, One day in your life.
Não levou muito tempo para Michael Jackson, que tinha praticamente minha idade, assim como morreu com praticamente minha idade -- mesmo porque seria impossivel a gente se distanciar na idade ao longo do tempo -- ir crescendo, que nem eu, e acabar revelando-se um grande astro dos videoclipes. No começo, detestei, depois me acostumei. O Michael Jackson cantor/dançarino, de Bad ou Triller era bom mesmo, empolgava, embora não fizesse mais meu gênero.
Nunca comprei um unico desses discos-albuns de Michael Jackson, nem os seguintes que foi lançando. Na minha discoteca, ainda tem aquele velho disquinho com Ben e outros com sucessos da época em que ainda não se tornara o maior astro pop do mundo, depois dos Beatles e dos Roling Stones.
Voltei a ser fã de Michael Jackson, contudo, quando estourou o primeiro escândalo de acusações de pedofilia, com aquele garoto cujos pais acabaram conseguindo o que queriam: uma bela grana, alguns milhõezinhos de dólares, para não prosseguirem com um processo que, tudo indicava a quem tem o minimo de inteligência, era coisa armada. Os pais do garoto ficaram milionários. Não sei se ainda simulam a prostituição de seu filho ou de seus irmãos menores para arrancarem grana de quem tem dinheiro nos Estados Unidos ou em outro pais, nem se aquele proprio menino terminou sendo garoto de programa e continuou, agora conscientemente, a extorquir endinheirados para sustentar a volupia de seus pais, o que sei foi que a imprensa adorou aquele escândalo, as gravadoras dos concorrentes de Jackson adoraram ainda mais, e que -- ora, viva! -- a tentativa de golpe seguinte não deu certo: o cantor se recusou a fazer qualquer acordo com um outro casal que também o acusava de molestar seu filhinho, submeteu-se a julgamento pelo Judiciário, e foi absolvido. Curioso: desde então, ninguém mais acusou-o de nada, a não ser de ser esquisito. Nunca me convenci da culpa de Michael Jackson naqueles episódios, como nunca me convenci da culpa do boxeador Mike Tyson, quando foi acusado de tentar estuprar, num quarto de hotel de luxo, uma morenaça que se candidatava a Miss sei lá o quê. Não me lembro se ela ganhou o concurso de Miss -- alias, ninguém se lembra -- mas que era uma tremenda pir........., bom deixa prá lá, isso tava na cara. E no resto.
A morte subita de Michael Jackson faz a gente que viveu o inicio da década de 1970 sentir um vazio. Pra gente que nem eu, já um pouco mais velho que ele já era, é uma droga. Nossos idolos, ainda que não tenhamos gritado seus nomes nas portas dos hotéis, vão se indo. Pombas, lembro de Roberto Carlos cantando Calhambeque no programa JOvem Guarda da TV Record, antes de qualquer bispo pensar em compra-la, na década de 60. Hoje, o sujeito tá completando 50 anos, e de carreira. É meio chato isso.
Me preocupo, ao lembrar como o pessoal da minha geração venerava os Michael Jacksons da vida, que sempre foi acusado de ser esquisito, de querer ser branco, de balançar o proprio filho na janela de hotel para a imprensa ver, mas nunca foi mostrado por qualquer câmera de TV ou foto de paparazzi drogado no palco ou fora dele, ou morto de bêbado em boates fazendo escândalos, como vários dos astros e estrelas pop atuais que, felizmente, meus filhos adolescentes e jovens também não veneram, mas são venerados por milhões de outros jovens no mundo todo.
Com Michael Jackson morre uma parte de nós, adolescentes de 1973. E nos faz sentir que, não demorará muito, vamos voltar a nos encontrar com ele, o que é o mesmo que ele, one day in your dead, se encontrará conosco, lá em cima.
Saí do trabalho por volta das 19:10 horas, passei pelo comércio de Edivan, comprei umas coisas e vim para casa. Televisão ligada, logo no corredor ouço a chamada especial do telejornal da Rede SBT, que somente irá ao ar por volta das 21:30: O superastro pop Michael Jackson foi internado vitima de parada cardíaca e, provavelmente, segundo vem noticiando um jornal de Nova York, está morto num hospital de Los Ângeles, Estados Unidos.
Nunca fui nem sou fã de carteirinha de cantor nenhum, nem de time de futebol. Nunca fui para portas de teatros ou arenas para me expremer na multidão para assistir um show. A unica fraca experiência que tive nesse setor foi enfrentar quase uma hora de fila para assitir a um show de Roberto Carlos, no Canecão do Rio de Janeiro, no inicio da década de 80, portanto há mais de 20 anos. Nunca, nunca mesmo fui para porta de hotéis para ver artista entrar, sair ou se mostrar nas varandas. Nem iria jamais para os pés da Favela Dona Marta, no Rio, ou no Pelourinho, em Salvador, nem para os bairros do Cruzeiro em Itajubá ou Marjorie Parque, aqui em Macarani, para assistir Michael Jackson gravar um clipe -- isso, se ele um dia tivesse ido a Itajubá ou vindo a Macarani.
No entanto, tinha extrema simpatia por Michael Jackson. Lembro claramente de seu primeiro sucesso solo no Brasil, a musica Ben, que estourou nas paradas em 1972. Os sucessos anteriores eram do grupo Jackson Five, onde cantava com os irmãos. Fazia parte da trilha sonora de uma novela da Globo, na época, mas eu nem sabia disso porque, nessa época, TV Tupi ainda dominava a audiência na minha Itajubá, com a novela Mulheres de Areia. Lembro, no entanto, de haver comprado aquele disquinho de duas musicas só (uma de um lado, outra de outro) que chamavam "compacto simples", e ouvi-lo por várias vezes na minha pequena "eletrolinha" marca Sonata. Na outra face, vinha a musia Happy, que logo em seguida a Ben, também faria o maior sucesso, seguido de Music and me e a inolvidável, uma das mais bonitas musicas da minha adolescência, One day in your life.
Não levou muito tempo para Michael Jackson, que tinha praticamente minha idade, assim como morreu com praticamente minha idade -- mesmo porque seria impossivel a gente se distanciar na idade ao longo do tempo -- ir crescendo, que nem eu, e acabar revelando-se um grande astro dos videoclipes. No começo, detestei, depois me acostumei. O Michael Jackson cantor/dançarino, de Bad ou Triller era bom mesmo, empolgava, embora não fizesse mais meu gênero.
Nunca comprei um unico desses discos-albuns de Michael Jackson, nem os seguintes que foi lançando. Na minha discoteca, ainda tem aquele velho disquinho com Ben e outros com sucessos da época em que ainda não se tornara o maior astro pop do mundo, depois dos Beatles e dos Roling Stones.
Voltei a ser fã de Michael Jackson, contudo, quando estourou o primeiro escândalo de acusações de pedofilia, com aquele garoto cujos pais acabaram conseguindo o que queriam: uma bela grana, alguns milhõezinhos de dólares, para não prosseguirem com um processo que, tudo indicava a quem tem o minimo de inteligência, era coisa armada. Os pais do garoto ficaram milionários. Não sei se ainda simulam a prostituição de seu filho ou de seus irmãos menores para arrancarem grana de quem tem dinheiro nos Estados Unidos ou em outro pais, nem se aquele proprio menino terminou sendo garoto de programa e continuou, agora conscientemente, a extorquir endinheirados para sustentar a volupia de seus pais, o que sei foi que a imprensa adorou aquele escândalo, as gravadoras dos concorrentes de Jackson adoraram ainda mais, e que -- ora, viva! -- a tentativa de golpe seguinte não deu certo: o cantor se recusou a fazer qualquer acordo com um outro casal que também o acusava de molestar seu filhinho, submeteu-se a julgamento pelo Judiciário, e foi absolvido. Curioso: desde então, ninguém mais acusou-o de nada, a não ser de ser esquisito. Nunca me convenci da culpa de Michael Jackson naqueles episódios, como nunca me convenci da culpa do boxeador Mike Tyson, quando foi acusado de tentar estuprar, num quarto de hotel de luxo, uma morenaça que se candidatava a Miss sei lá o quê. Não me lembro se ela ganhou o concurso de Miss -- alias, ninguém se lembra -- mas que era uma tremenda pir........., bom deixa prá lá, isso tava na cara. E no resto.
A morte subita de Michael Jackson faz a gente que viveu o inicio da década de 1970 sentir um vazio. Pra gente que nem eu, já um pouco mais velho que ele já era, é uma droga. Nossos idolos, ainda que não tenhamos gritado seus nomes nas portas dos hotéis, vão se indo. Pombas, lembro de Roberto Carlos cantando Calhambeque no programa JOvem Guarda da TV Record, antes de qualquer bispo pensar em compra-la, na década de 60. Hoje, o sujeito tá completando 50 anos, e de carreira. É meio chato isso.
Me preocupo, ao lembrar como o pessoal da minha geração venerava os Michael Jacksons da vida, que sempre foi acusado de ser esquisito, de querer ser branco, de balançar o proprio filho na janela de hotel para a imprensa ver, mas nunca foi mostrado por qualquer câmera de TV ou foto de paparazzi drogado no palco ou fora dele, ou morto de bêbado em boates fazendo escândalos, como vários dos astros e estrelas pop atuais que, felizmente, meus filhos adolescentes e jovens também não veneram, mas são venerados por milhões de outros jovens no mundo todo.
Com Michael Jackson morre uma parte de nós, adolescentes de 1973. E nos faz sentir que, não demorará muito, vamos voltar a nos encontrar com ele, o que é o mesmo que ele, one day in your dead, se encontrará conosco, lá em cima.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
SEM QUERER, QUEREEEEEEENDO
Chega a ser irritante essa história do presidente Luiz Inacio Lula da Silva ficar dizendo que não quer um terceiro mandato consecutivo, já que terceiro e quarto mandados, futuramente, ele já declarou querer.
Coloca-se como alguém não apegado ao Poder, que preza o principio republicano da rotatividade. Tudo bobagem, e, pior, saidas da boca de alguém que sempre, ao longo desses quase sete anos, sempre pareceu duvidar da inteligência dos todos os demais brasileiros.
Na semana passada, foi arquivada a proposta de emenda constitucional que garantiria a possibilidade de canditura pela terceira vez dos Chefes dos Poderes Executivo Federal, Estaduais e Municipais. O autor da proposta berrou. Não interessa aqui discutir porque foi arquivada, mas deveria ter ido adiante e ser levada ao Plenário do Congresso para decisão dos deputados e senadores. Talvez não passasse, talvez......Bom, se Lula pudesse dispor de 200 mil reais para outros Ronivons Santiagos, como Fernando Henrique em 1997, quem sabe....
Trata-se de uma discussão hipócrita dos três lados desse triângulo político indecente que jogam para a opinião publica: Hipocrita porque não afronta os principios republicanos o direito a reeleição por uma, duas ou dez vezes seguidas. O que afronta os principios republicanos e democráticos é impedir que alguém chegue ou permaneça no Poder, se o Povo, supostamente soberano, assim o quiser através do voto livre e consciente. O problema é que, no Brasil, o voto quase nunca é consciente, porque a maioria da população -- extrema maioria, diga-se -- é facilmente enganável e enganada pela propaganda politico-partidária, sobretudo na televisão. Hipócrita por parte dos Partidos Politicos que dizem não querer o direito à reeleição por vários mandatos, não em virtude da afronta aos principios republicanos da rotatividade no Poder, mas porque podem correr o risco de ficarem décadas longe dele. Hipócrita e bota hipócrita nisso, por parte do Exmo. Sr. Presidente da República atual, que diz não querer o terceiro mandato (agora).
Afinal de contas, se não quer o terceiro mandato a partir de 2011, é simples: bastará (ou bastaria) não se candidatar a ele, caso a emenda seja (ou viesse a ser) aprovada.
Simples assim. O resto é pura hipocrisia que chega a dar nojo.
Coloca-se como alguém não apegado ao Poder, que preza o principio republicano da rotatividade. Tudo bobagem, e, pior, saidas da boca de alguém que sempre, ao longo desses quase sete anos, sempre pareceu duvidar da inteligência dos todos os demais brasileiros.
Na semana passada, foi arquivada a proposta de emenda constitucional que garantiria a possibilidade de canditura pela terceira vez dos Chefes dos Poderes Executivo Federal, Estaduais e Municipais. O autor da proposta berrou. Não interessa aqui discutir porque foi arquivada, mas deveria ter ido adiante e ser levada ao Plenário do Congresso para decisão dos deputados e senadores. Talvez não passasse, talvez......Bom, se Lula pudesse dispor de 200 mil reais para outros Ronivons Santiagos, como Fernando Henrique em 1997, quem sabe....
Trata-se de uma discussão hipócrita dos três lados desse triângulo político indecente que jogam para a opinião publica: Hipocrita porque não afronta os principios republicanos o direito a reeleição por uma, duas ou dez vezes seguidas. O que afronta os principios republicanos e democráticos é impedir que alguém chegue ou permaneça no Poder, se o Povo, supostamente soberano, assim o quiser através do voto livre e consciente. O problema é que, no Brasil, o voto quase nunca é consciente, porque a maioria da população -- extrema maioria, diga-se -- é facilmente enganável e enganada pela propaganda politico-partidária, sobretudo na televisão. Hipócrita por parte dos Partidos Politicos que dizem não querer o direito à reeleição por vários mandatos, não em virtude da afronta aos principios republicanos da rotatividade no Poder, mas porque podem correr o risco de ficarem décadas longe dele. Hipócrita e bota hipócrita nisso, por parte do Exmo. Sr. Presidente da República atual, que diz não querer o terceiro mandato (agora).
Afinal de contas, se não quer o terceiro mandato a partir de 2011, é simples: bastará (ou bastaria) não se candidatar a ele, caso a emenda seja (ou viesse a ser) aprovada.
Simples assim. O resto é pura hipocrisia que chega a dar nojo.
sábado, 13 de junho de 2009
PROVIDENCIAS RADICAIS JÁ!!!!!
Estamos com um problema grave. Não há um unico dia em que jornais e telejornais locais, regionais ou nacionais não noticiam graves acidentes de trânsito causados por irreponsáveis que insistem em dirigir em alta velocidade e, muitas da vezes, embriagados. Aqueles que não se importam em procurar a causa ou as causas dessas tristes ocorrências e preferem culpar o destino, limitam-se a velha frase feita de que “as bruxas andam soltas”, como costuma-se dizer quando ocorrem uma sucessão de acidentes aéreos, por exemplo. Talvez se a Air France houvesse dado ouvidos e alguma importância aos relatos de pilotos dos Airbus 330 que noticiavam falhas no sistema de medição de velocidade desses aparelhos, os incidentes anteriores não teriam redundado na tragédia de duas semanas atrás. Se a TAM tivesse mandado para o hangar e consertado o reverso daquele que causou a tragédia em São Paulo em 1997, logo quando, ao pousar no primeiro aeroporto numa de suas primeiras escalas entre Porto Alegre e a capital paulista, o piloto relatou que o tal reverso não estava funcionando, talvez a tragédia não ocorresse.
Se, ao invés de ficar fazendo marolas a cada guerra de torcidas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre ou Salvador, o Ministério Público e o Judiciário decidissem, simplesmente, proibir publico nos Estádios, levariam ao desespero dos Clubes, que vivem e sobrevivem da venda dos ingressos, e esses Clubes, que hoje são, na verdade, grandes empresas que visam tão somente o lucro – e que lucro!! – explorando o mais popular esporte do país, ficassem privados de sua grande fonte de renda primária (a secundária, mas de maior importância, é a venda de jogadores), talvez tomassem providências efetivas para garantir a segurança dos torcedores, sobretudo daqueles que acabam em hospitais ou cemitérios porque se viram no meio de baderneiros uniformizados que se consideram “torcidas”, mas não passam de criminosos aos quais não se pode deferir o direito de conviverem em sociedade.
Seria providência radical? Seria. Mas a população não aprova outras providências radicais, como o “toque de recolher “ para menores de 18 anos após determinado horário, como solução para conter a criminalidade e garantir a segurança desses jovens?
Qual poderia ser a providência radical para evitar acidentes que, em verdade, não são acidentes, mas meras e lógicas conseqüências de comportamentos irresponsáveis, como os dos acidentes noticiados em todo o país pelos mais diversos meios de comunicação?
Quem sabe, apenas, cumprir a lei e fiscalizar seu cumprimento? Para o excesso de velocidade, em vários pontos das rodovias aquelas “lombadas eletrônicas” que encontramos em varias cidades, que indicam a velocidade em que o motorista se encontra, fotografa-o e multa-o num simples “click”. Flagrado e clicado, o agente da autoridade não apenas o notificaria da multa, mas se dirigiria à garagem do individuo e conduziria o carro do apressadinho para o pátio. Dependendo da velocidade em que se encontrava ao ser “clicado”, o carro permaneceria descansando no pátio por uma, duas, três semanas ou mais. O sujeito iria trabalhar de “buzão” e levaria a namorada para o motel de táxi durante um certo tempo.
Embriagado ao volante? Cadeia imediata e pronto. Bota na cadeia, lavra o flagrante e comunica o juiz. O cara terá direito a liberdade provisória, concedida pelo juiz, depois que seu advogado – que, nesse caso, aconselhamos, cobre honorários mais salgados que o IPVA – peticionar, for ouvido o Promotor de Justiça, a ordem for concedida e o cartório emitir o alvará de soltura: mais ou menos três dias de cana, se a Justiça for rápida. Como estamos no Brasil...........
Na ultima sexta-feira, um sub-procurador do Distrito Federal foi flagrado bêbado ao volante. Bateu, de leve, no carro de uma senhora, mas poderia ter causado uma tragédia. Desacatou policiais, ameaçou outros em plena delegacia. Tudo filmado. Foi liberado após ser ouvido, sem sequer pagar fiança. Se pagasse, também, tanto faria. O que são alguma centenas de reais para quem ganha mais de uma dezena de milhares de reais por mês?
Se for assim que o Brasil pretende garantir a segurança dos cidadãos e cumprir as leis, então, é melhor jogarmos a toalha e, a cada tragédia, clamarmos contra as bruxas soltas.
Se, ao invés de ficar fazendo marolas a cada guerra de torcidas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre ou Salvador, o Ministério Público e o Judiciário decidissem, simplesmente, proibir publico nos Estádios, levariam ao desespero dos Clubes, que vivem e sobrevivem da venda dos ingressos, e esses Clubes, que hoje são, na verdade, grandes empresas que visam tão somente o lucro – e que lucro!! – explorando o mais popular esporte do país, ficassem privados de sua grande fonte de renda primária (a secundária, mas de maior importância, é a venda de jogadores), talvez tomassem providências efetivas para garantir a segurança dos torcedores, sobretudo daqueles que acabam em hospitais ou cemitérios porque se viram no meio de baderneiros uniformizados que se consideram “torcidas”, mas não passam de criminosos aos quais não se pode deferir o direito de conviverem em sociedade.
Seria providência radical? Seria. Mas a população não aprova outras providências radicais, como o “toque de recolher “ para menores de 18 anos após determinado horário, como solução para conter a criminalidade e garantir a segurança desses jovens?
Qual poderia ser a providência radical para evitar acidentes que, em verdade, não são acidentes, mas meras e lógicas conseqüências de comportamentos irresponsáveis, como os dos acidentes noticiados em todo o país pelos mais diversos meios de comunicação?
Quem sabe, apenas, cumprir a lei e fiscalizar seu cumprimento? Para o excesso de velocidade, em vários pontos das rodovias aquelas “lombadas eletrônicas” que encontramos em varias cidades, que indicam a velocidade em que o motorista se encontra, fotografa-o e multa-o num simples “click”. Flagrado e clicado, o agente da autoridade não apenas o notificaria da multa, mas se dirigiria à garagem do individuo e conduziria o carro do apressadinho para o pátio. Dependendo da velocidade em que se encontrava ao ser “clicado”, o carro permaneceria descansando no pátio por uma, duas, três semanas ou mais. O sujeito iria trabalhar de “buzão” e levaria a namorada para o motel de táxi durante um certo tempo.
Embriagado ao volante? Cadeia imediata e pronto. Bota na cadeia, lavra o flagrante e comunica o juiz. O cara terá direito a liberdade provisória, concedida pelo juiz, depois que seu advogado – que, nesse caso, aconselhamos, cobre honorários mais salgados que o IPVA – peticionar, for ouvido o Promotor de Justiça, a ordem for concedida e o cartório emitir o alvará de soltura: mais ou menos três dias de cana, se a Justiça for rápida. Como estamos no Brasil...........
Na ultima sexta-feira, um sub-procurador do Distrito Federal foi flagrado bêbado ao volante. Bateu, de leve, no carro de uma senhora, mas poderia ter causado uma tragédia. Desacatou policiais, ameaçou outros em plena delegacia. Tudo filmado. Foi liberado após ser ouvido, sem sequer pagar fiança. Se pagasse, também, tanto faria. O que são alguma centenas de reais para quem ganha mais de uma dezena de milhares de reais por mês?
Se for assim que o Brasil pretende garantir a segurança dos cidadãos e cumprir as leis, então, é melhor jogarmos a toalha e, a cada tragédia, clamarmos contra as bruxas soltas.
PALHAÇA FOI ELA OU SOMOS NOS?
Há cerca de dois meses, o mundo foi apresentado a uma tal Suzan Boyle, que maravilhou a todos com sua belíssima voz, divulgada no site You Tube, quando se apresentou num programa de calouros da televisão inglesa.
Na semana passada, a imprensa mundial “denunciou” que aquele programa fora, na verdade, um farsa. Os jurados, que no vídeo faziam caras e bocas de espanto e admiração quando Suzan Boyle abriu sua própria boca e cantou sei-lá-o-quê, na verdade estariam, apenas, fazendo um teatro, porque já sabiam que a mulher cantava pra canarinho nenhum botar defeito. Ela teria se apresentado, antes, para a equipe de produção daquele programa de calouros, antes de subir ao palco – aliás, certamente, dias antes.
Basta não ser burro para se saber que era lógico isso. Todo mundo sabe – até o Jacaré, que um dia se apresentou na “Hora da Buzina” do Chacrinha, quando o Velho Guerreiro foi a minha Itajubá, na década de 1980, e ganhou o “troféu abacaxi” – que, antes de se apresentar ao publico, o calouro faz uma pré-apresentação para os produtores do programa. Sobem ao palco e se apresentam para o publico os bons, muito bons, ruins e péssimos. Faz parte do show a apresentação dos péssimos, salvo em programas mais sérios, como o antigo “A Grande Chance”, do hoje falecido Flavio Calvalcanti, onde somente os melhores passavam pelo crivo da produção.
O que me aborrece não é o fato de, por semanas, o mundo – quero dizer, os idiotas do mundo, que desde o inicio não raciocinaram que tudo não passava de um teatro – ser enganado com a historia da “surpresa” dos jurados daquele programa com Suzan Boyle. Isso faz parte do show, como eu já disse.
Me aborrece o fato de que aquela mulher – que, dias após vi cantar “Memory”, e não vi nada demais, porque sua interpretação lembrava a interpretação memorável (em trocadilho) de Barbra Streisand – não foi apresentada ao mundo pela TV inglesa ou pelo You Tube por ter uma voz espetacular, mas por ser feia e desengonçada e, apesar de feia e desengonçada, ter uma voz espetacular. Daí o teatro dos jurados daquele programa, um teatro negro, preconceituoso e, na verdade, humilhante para Suzan Boyle: eles se demonstravam “surpresos” com aquela feia e desengonçada que lhes brindava com uma voz belíssima. Só a voz, porque presença em palco, nenhuma.
Na semana passada, quando a televisão noticiou que tudo fora um teatro, noticiou algo mais importante, já que isso todo mundo sabia ou deveria saber. Noticiou que Suzan Boyle tem sérios problemas psíquicos, que a levaram a entrar em depressão e ter que ser internada num hospital psiquiátrico porque – pasmem!! – não foi a vencedora da final daquele programa de calouros. Perdeu para um grupo de dança, aliás, muito melhor que ela em termos de show.
Uma pessoa com problemas psíquicos foi apresentada ao mundo como a feia e desengonçada que canta bonito. E muita gente ganhou dinheiro e notoriedade em cima dela, inclusive aquele canal de televisão que produz o programa e seus jurados.Êta mundo cão.
Na semana passada, a imprensa mundial “denunciou” que aquele programa fora, na verdade, um farsa. Os jurados, que no vídeo faziam caras e bocas de espanto e admiração quando Suzan Boyle abriu sua própria boca e cantou sei-lá-o-quê, na verdade estariam, apenas, fazendo um teatro, porque já sabiam que a mulher cantava pra canarinho nenhum botar defeito. Ela teria se apresentado, antes, para a equipe de produção daquele programa de calouros, antes de subir ao palco – aliás, certamente, dias antes.
Basta não ser burro para se saber que era lógico isso. Todo mundo sabe – até o Jacaré, que um dia se apresentou na “Hora da Buzina” do Chacrinha, quando o Velho Guerreiro foi a minha Itajubá, na década de 1980, e ganhou o “troféu abacaxi” – que, antes de se apresentar ao publico, o calouro faz uma pré-apresentação para os produtores do programa. Sobem ao palco e se apresentam para o publico os bons, muito bons, ruins e péssimos. Faz parte do show a apresentação dos péssimos, salvo em programas mais sérios, como o antigo “A Grande Chance”, do hoje falecido Flavio Calvalcanti, onde somente os melhores passavam pelo crivo da produção.
O que me aborrece não é o fato de, por semanas, o mundo – quero dizer, os idiotas do mundo, que desde o inicio não raciocinaram que tudo não passava de um teatro – ser enganado com a historia da “surpresa” dos jurados daquele programa com Suzan Boyle. Isso faz parte do show, como eu já disse.
Me aborrece o fato de que aquela mulher – que, dias após vi cantar “Memory”, e não vi nada demais, porque sua interpretação lembrava a interpretação memorável (em trocadilho) de Barbra Streisand – não foi apresentada ao mundo pela TV inglesa ou pelo You Tube por ter uma voz espetacular, mas por ser feia e desengonçada e, apesar de feia e desengonçada, ter uma voz espetacular. Daí o teatro dos jurados daquele programa, um teatro negro, preconceituoso e, na verdade, humilhante para Suzan Boyle: eles se demonstravam “surpresos” com aquela feia e desengonçada que lhes brindava com uma voz belíssima. Só a voz, porque presença em palco, nenhuma.
Na semana passada, quando a televisão noticiou que tudo fora um teatro, noticiou algo mais importante, já que isso todo mundo sabia ou deveria saber. Noticiou que Suzan Boyle tem sérios problemas psíquicos, que a levaram a entrar em depressão e ter que ser internada num hospital psiquiátrico porque – pasmem!! – não foi a vencedora da final daquele programa de calouros. Perdeu para um grupo de dança, aliás, muito melhor que ela em termos de show.
Uma pessoa com problemas psíquicos foi apresentada ao mundo como a feia e desengonçada que canta bonito. E muita gente ganhou dinheiro e notoriedade em cima dela, inclusive aquele canal de televisão que produz o programa e seus jurados.Êta mundo cão.
terça-feira, 9 de junho de 2009
VOLTEMOS AOS TECO-TECOS
Numa noite de rigoroso inverno de 1974, um avião pertencente a uma companhia norte-americana, alçou vôo do Aeroporto de Washington D.C, nos Estados Unidos. Poucos segundos depois, a aeronave destruía em sua queda livre vários automóveis sobre a ponte do Rio Potomac, na capital norte-americana, e caia sobre o leito do rio semi-congelado. Vários morreram na ponte, a maioria dos passageiros e tripulantes daquele jato, enregelados dentro do rio.
Na noite de domingo retrasado, um dos mais modernos jatos do mundo, um Airbus 330, partia do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Paris. Pouco depois do Arquipélago de Fernando de Noronha enfrenta uma tempestade e se despedaça no mar. Até o momento em que escrevo essa crônica, sobreviventes não foram encontrados. Provavelmente não serão.
As investigações do acidente na França concluíram, pelas mensagens automáticas enviadas pelo avião – a tripulação não enviou nenhuma – que aeronave não enfrentou a tempestade violenta na velocidade correta. Estava abaixo da velocidade que deveria estar. Seu equipamento medidor de velocidade falhou e enganou o piloto automático e o piloto humano.
Naquela noite em Washington, também o piloto foi enganado pelo “velocímetro” do avião. O "pito" que fica na fuselagem das aeronaves, que mede a velocidade com que o ar entra por sua abertura para que o computador calcule a velocidade do avião, estava entupido pelo gelo do inverno norte-americano. O piloto puxou o manche para trás e alçou vôo antes do avião atingir a velocidade correta para tanto, o jato tentou subir mas não conseguiu e se esborrachou sobre a ponte e o Rio Potomac. O "pito" do jato da Air France também estaria com defeito – ou o equipamento a ele ligado estava – e o piloto humano e o computador de bordo que comanda o piloto automático acharam que poderiam enfrentar a tempestade naquela velocidade, que o sistema lhes dizia que era a correta, e se despedaçaram sobre o oceano.
Passaram-se 35 anos do desastre do Potomac até que um defeito igualzinho ao daquela aeronave provocou outra tragédia.
Em 1999, o "reverso", sistema automático de frenagem por reversão de impulso das turbinas dos aviões, fundamental para que a aeronave consiga diminuir a velocidade até o momento do acionamento dos freios mecânicos durante um pouso, falhou no aeroporto de Congonhas. Um Folker 100 da TAM esborrachou-se sobre uma rua do bairro Jabaquara depois de tentar levantar vôo e não conseguir, porque o "reverso", que so deveria abrir no momento do pouso e quando o avião já esta na pista, abriu no momento da decolagem, "segurando" ao avião e impedindo que as turbinas lhe dessem velocidade e impulso suficiente para a subida.
Oito anos depois, em 2007, outro avião da mesma TAM provocou um dos maiores acidentes da história da aviação mundial, quando, pousando no mesmo aeroporto de Congonhas, não conseguiu frear, atravessou toda a extensão da pista, passou por sobre uma avenida e chocou-se contra um prédio da propria companhia aérea. Não conseguiu frear porque, além de outros problemas, o tal "reverso" de uma das turbinas não estava funcionando, ou seja, não abriu quando deveria. O piloto sabia, a TAM sabia, todo mundo sabia que aquele reverso não estava funcinando, mas, mesmo assim, o avião levantou vôo em Porto Alegre e foi até São Paulo, descendo em outros aeroportos pelo caminho até se esborrachar em Congonhas.
Em 1989, um Boing da Varig pousou, à noite, no meio da floresta amazônica, porque o piloto confiou nos computadores do avião, cegamente. Tão cegamente que não viu que não poderia estar na rota correta, porque deveria voar para o norte com o sol a sua direita, mas o sol estava na sua cara, portanto voava para Oeste naquele final de tarde no aeroporto de Imperatriz, no Maranhão. O Varig estaria seguindo para Belém, em linha reta norte, mas seguiu para o seio da floresta amazônica, linha reta oeste. Até hoje não entendi como o piloto humano não se apercebeu do erro do automático, do sistema eletro-mecânico-cibernético-sei-lá-o-quê do moderníssimo Boing.
O avanço das máquinas nos deixa burros. Eu não posso dizer que o piloto do Air France foi burro, mesmo porque ainda não conheço, como acho que nenhum Ser humano desse planeta ainda conheça, o que realmente aconteceu, mas que César Garcez, daquele Varig foi, assim como seu co-piloto Zille, isso foi. Garcez confiou na marcação da rota 270 feita no computador, quando deveria haver digitado 027, desprezando o zero da direita. O erro da programação foi da Varig, que não deveria ter colocado aquele zero na esquerda. Matou 12 de seus passageiros, embora tenha salvo mais de 40 ao demonstrar extrema perícia – e sorte – ao pousar no meio da floresta amazônica, a noite, sobre árvores, um avião de sei lá quantas toneladas, sem uma gota de combustível.
Em 2006, um modernissimo jatinho Legacy da Embraer, novinho em folha, abalroou em pleno vôo, também sobre a selva amazônica, um modernissimo Boing da Gol. Ambos eram dotados dos mais sofisticados computadores e aparelhos de segurança. Impossivel que dois jatos daquele nível chocassem-se em pleno ar. Mas os aparelhos falharam, os computadores falharam. Se o transponder do Legacy estava desligado, propositalmente ou não pelos pilotos que o conduziam, o do Gol não estava, nem seus outros aparelhos, como o radar que indica até nuvens pesadas e tempestades à frente com um minimo de 15 minutos de antecedência. Não indicou o Legacy vindo em sua direção, na mesma "pista". Quase duzentos mortos foi o resultado do excesso de confiança nos computadores.
Uma vez voei num aviãozinho do Sr. Expedido Aparecida, da minha Itajubá, sobre a cidade de São Lourenço, em Minas Gerais. Aquele negocio não tinha computador, não tinha radar de bordo, não tinha nem buzina. O controle era todo manual, feito pelo próprio Expedido, que era o piloto, o co-piloto e comissário de bordo. Levantamos vôo do aeroporto de São Lourenço, que nem torre de controle tem, sobrevoamos a cidade e sua micro-região durante uns 20 minutos e pousamos no mesmo aeroporto na mais perfeita segurança. Sem computadores, sem pilotos automáticos para fazer o serviço que competia exclusivamente ao Expedito.
Acho que, quando for atravessar o oceano atlântico, desprezarei os computadores da Air France, da Tam, da United Airlines, e vou pedir o aviãozinho do Expedido Aparecida emprestado.
Na noite de domingo retrasado, um dos mais modernos jatos do mundo, um Airbus 330, partia do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Paris. Pouco depois do Arquipélago de Fernando de Noronha enfrenta uma tempestade e se despedaça no mar. Até o momento em que escrevo essa crônica, sobreviventes não foram encontrados. Provavelmente não serão.
As investigações do acidente na França concluíram, pelas mensagens automáticas enviadas pelo avião – a tripulação não enviou nenhuma – que aeronave não enfrentou a tempestade violenta na velocidade correta. Estava abaixo da velocidade que deveria estar. Seu equipamento medidor de velocidade falhou e enganou o piloto automático e o piloto humano.
Naquela noite em Washington, também o piloto foi enganado pelo “velocímetro” do avião. O "pito" que fica na fuselagem das aeronaves, que mede a velocidade com que o ar entra por sua abertura para que o computador calcule a velocidade do avião, estava entupido pelo gelo do inverno norte-americano. O piloto puxou o manche para trás e alçou vôo antes do avião atingir a velocidade correta para tanto, o jato tentou subir mas não conseguiu e se esborrachou sobre a ponte e o Rio Potomac. O "pito" do jato da Air France também estaria com defeito – ou o equipamento a ele ligado estava – e o piloto humano e o computador de bordo que comanda o piloto automático acharam que poderiam enfrentar a tempestade naquela velocidade, que o sistema lhes dizia que era a correta, e se despedaçaram sobre o oceano.
Passaram-se 35 anos do desastre do Potomac até que um defeito igualzinho ao daquela aeronave provocou outra tragédia.
Em 1999, o "reverso", sistema automático de frenagem por reversão de impulso das turbinas dos aviões, fundamental para que a aeronave consiga diminuir a velocidade até o momento do acionamento dos freios mecânicos durante um pouso, falhou no aeroporto de Congonhas. Um Folker 100 da TAM esborrachou-se sobre uma rua do bairro Jabaquara depois de tentar levantar vôo e não conseguir, porque o "reverso", que so deveria abrir no momento do pouso e quando o avião já esta na pista, abriu no momento da decolagem, "segurando" ao avião e impedindo que as turbinas lhe dessem velocidade e impulso suficiente para a subida.
Oito anos depois, em 2007, outro avião da mesma TAM provocou um dos maiores acidentes da história da aviação mundial, quando, pousando no mesmo aeroporto de Congonhas, não conseguiu frear, atravessou toda a extensão da pista, passou por sobre uma avenida e chocou-se contra um prédio da propria companhia aérea. Não conseguiu frear porque, além de outros problemas, o tal "reverso" de uma das turbinas não estava funcionando, ou seja, não abriu quando deveria. O piloto sabia, a TAM sabia, todo mundo sabia que aquele reverso não estava funcinando, mas, mesmo assim, o avião levantou vôo em Porto Alegre e foi até São Paulo, descendo em outros aeroportos pelo caminho até se esborrachar em Congonhas.
Em 1989, um Boing da Varig pousou, à noite, no meio da floresta amazônica, porque o piloto confiou nos computadores do avião, cegamente. Tão cegamente que não viu que não poderia estar na rota correta, porque deveria voar para o norte com o sol a sua direita, mas o sol estava na sua cara, portanto voava para Oeste naquele final de tarde no aeroporto de Imperatriz, no Maranhão. O Varig estaria seguindo para Belém, em linha reta norte, mas seguiu para o seio da floresta amazônica, linha reta oeste. Até hoje não entendi como o piloto humano não se apercebeu do erro do automático, do sistema eletro-mecânico-cibernético-sei-lá-o-quê do moderníssimo Boing.
O avanço das máquinas nos deixa burros. Eu não posso dizer que o piloto do Air France foi burro, mesmo porque ainda não conheço, como acho que nenhum Ser humano desse planeta ainda conheça, o que realmente aconteceu, mas que César Garcez, daquele Varig foi, assim como seu co-piloto Zille, isso foi. Garcez confiou na marcação da rota 270 feita no computador, quando deveria haver digitado 027, desprezando o zero da direita. O erro da programação foi da Varig, que não deveria ter colocado aquele zero na esquerda. Matou 12 de seus passageiros, embora tenha salvo mais de 40 ao demonstrar extrema perícia – e sorte – ao pousar no meio da floresta amazônica, a noite, sobre árvores, um avião de sei lá quantas toneladas, sem uma gota de combustível.
Em 2006, um modernissimo jatinho Legacy da Embraer, novinho em folha, abalroou em pleno vôo, também sobre a selva amazônica, um modernissimo Boing da Gol. Ambos eram dotados dos mais sofisticados computadores e aparelhos de segurança. Impossivel que dois jatos daquele nível chocassem-se em pleno ar. Mas os aparelhos falharam, os computadores falharam. Se o transponder do Legacy estava desligado, propositalmente ou não pelos pilotos que o conduziam, o do Gol não estava, nem seus outros aparelhos, como o radar que indica até nuvens pesadas e tempestades à frente com um minimo de 15 minutos de antecedência. Não indicou o Legacy vindo em sua direção, na mesma "pista". Quase duzentos mortos foi o resultado do excesso de confiança nos computadores.
Uma vez voei num aviãozinho do Sr. Expedido Aparecida, da minha Itajubá, sobre a cidade de São Lourenço, em Minas Gerais. Aquele negocio não tinha computador, não tinha radar de bordo, não tinha nem buzina. O controle era todo manual, feito pelo próprio Expedido, que era o piloto, o co-piloto e comissário de bordo. Levantamos vôo do aeroporto de São Lourenço, que nem torre de controle tem, sobrevoamos a cidade e sua micro-região durante uns 20 minutos e pousamos no mesmo aeroporto na mais perfeita segurança. Sem computadores, sem pilotos automáticos para fazer o serviço que competia exclusivamente ao Expedito.
Acho que, quando for atravessar o oceano atlântico, desprezarei os computadores da Air France, da Tam, da United Airlines, e vou pedir o aviãozinho do Expedido Aparecida emprestado.
sábado, 23 de maio de 2009
OS VERDADEIROS SEM-VERGONHAS
Há algumas semanas o deputado Sérgio Moraes, do PTB do Rio Grande do Sul, declarou a um repórter que estaria “se lixando para a opinião publica”, quando entrevistado sobre a posição que estaria adotando a respeito de um colega, aquele deputado mineiro que seria proprietário de um castelo na sua cidade. Sérgio Moraes era o relator da Comissão que analisava o caso do dono do castelo, acusado de usar dinheiro publico para contratar empresas de segurança, que pertenceriam a si próprio
Diante da declaração, a grande imprensa nacional – que se é a formadora da chamada “opinião publica” – que de pública não tem nada, já que a imensa maioria da população nem sabe, até hoje, quem é Sérgio Moraes, Paulo Maluf, José Dirceu, Genoino – iniciou uma violenta campanha contra o deputado. A Câmara Federal, composta pelos colegas de Moraes, e que se acovarda diante da ameaça da imprensa, resolveu perder mais um anel para preservar os cinco dedos, defenestrando-o da relatoria da tal Comissão.
Não deveria nem estar comentando o assunto. Não vale a pena gastar tinta e papel com essas baboseiras.
No entanto, quando resolvi reler sobre o assunto, fui ao “google” e pesquisei o nome “deputado Sérgio Moraes”. De cara, apareceu uma matéria sobre uma suposta violência sexual praticada pelo deputado em questão contra um velhinho. Ta lá, vocês podem consultar que, hoje, ainda esta no ar. Quando você tenta abrir a matéria, nada aparece, porque o sistema te dirige, automaticamente, para um site chamado ‘terramel”. Ai resolvi comentar o caso.
Não sei se são os brasileiros ou o mundo em geral que são safados, hipócritas, inconfiáveis. Parte – e grande parte – da imprensa brasileira, certamente, o é.
Na verdade, Sérgio Moraes não mandou “às favas” a opinião publica, quando deu aquela declaração. Mandou às favas parte da imprensa nacional que se julga dona da moral e dos bons costumes, em qualquer campo, notadamente no campo político, mais fértil às faltas-de-vergonha-na-cara. Essa parte da imprensa também não tem vergonha na cara e iguala-se e numero, gênero e grau, aos políticos sem-vergonha.
A declaração de Sérgio Moraes, na integra, dizia o seguinte, diante da pergunta da repórter que o questionava em sua posição de absolver o deputado mineiro do castelo, se não se importava com a repercussão da sua decisão junto à opinião publica: “Estou me lixando para a opinião publica. Vocês falam mal da gente, mas a gente acaba se elegendo”.
Na verdade, Sérgio Moraes quis dizer que estava se lixando para a opinião da repórter, da imprensa que ela representava: a imprensa que não quer, apenas, noticiar e denunciar, mas julgar, incutindo na opinião publica o seu próprio pensamento, sua própria sentença. Foi isso que deixou a imprensa louca da vida. Sérgio a afrontou, a desafiou, foi-lhe irreverente, e isso os donos da verdade, da moral, dos bons costumes, da suposta honestidade, não admitem: serem afrontados, serem irreverenciados.
Daí plantarem, até mesmo, a falsa noticia sobre Sérgio Moraes na internet e o site do “google” chegar a divulga-la, sem perceberem seus gerenciadores a falsidade. Não há, nenhuma acusação sobre suposto “estupro” de velhinho contra Sérgio Moraes.
Tudo não passa de pouca-vergonha de uma imprensa desavergonhada que se pretende vigilante contra os desavergonhados e é mais desavergonhada que os sem-vergonha que acusa de desavergonhados.
Diante da declaração, a grande imprensa nacional – que se é a formadora da chamada “opinião publica” – que de pública não tem nada, já que a imensa maioria da população nem sabe, até hoje, quem é Sérgio Moraes, Paulo Maluf, José Dirceu, Genoino – iniciou uma violenta campanha contra o deputado. A Câmara Federal, composta pelos colegas de Moraes, e que se acovarda diante da ameaça da imprensa, resolveu perder mais um anel para preservar os cinco dedos, defenestrando-o da relatoria da tal Comissão.
Não deveria nem estar comentando o assunto. Não vale a pena gastar tinta e papel com essas baboseiras.
No entanto, quando resolvi reler sobre o assunto, fui ao “google” e pesquisei o nome “deputado Sérgio Moraes”. De cara, apareceu uma matéria sobre uma suposta violência sexual praticada pelo deputado em questão contra um velhinho. Ta lá, vocês podem consultar que, hoje, ainda esta no ar. Quando você tenta abrir a matéria, nada aparece, porque o sistema te dirige, automaticamente, para um site chamado ‘terramel”. Ai resolvi comentar o caso.
Não sei se são os brasileiros ou o mundo em geral que são safados, hipócritas, inconfiáveis. Parte – e grande parte – da imprensa brasileira, certamente, o é.
Na verdade, Sérgio Moraes não mandou “às favas” a opinião publica, quando deu aquela declaração. Mandou às favas parte da imprensa nacional que se julga dona da moral e dos bons costumes, em qualquer campo, notadamente no campo político, mais fértil às faltas-de-vergonha-na-cara. Essa parte da imprensa também não tem vergonha na cara e iguala-se e numero, gênero e grau, aos políticos sem-vergonha.
A declaração de Sérgio Moraes, na integra, dizia o seguinte, diante da pergunta da repórter que o questionava em sua posição de absolver o deputado mineiro do castelo, se não se importava com a repercussão da sua decisão junto à opinião publica: “Estou me lixando para a opinião publica. Vocês falam mal da gente, mas a gente acaba se elegendo”.
Na verdade, Sérgio Moraes quis dizer que estava se lixando para a opinião da repórter, da imprensa que ela representava: a imprensa que não quer, apenas, noticiar e denunciar, mas julgar, incutindo na opinião publica o seu próprio pensamento, sua própria sentença. Foi isso que deixou a imprensa louca da vida. Sérgio a afrontou, a desafiou, foi-lhe irreverente, e isso os donos da verdade, da moral, dos bons costumes, da suposta honestidade, não admitem: serem afrontados, serem irreverenciados.
Daí plantarem, até mesmo, a falsa noticia sobre Sérgio Moraes na internet e o site do “google” chegar a divulga-la, sem perceberem seus gerenciadores a falsidade. Não há, nenhuma acusação sobre suposto “estupro” de velhinho contra Sérgio Moraes.
Tudo não passa de pouca-vergonha de uma imprensa desavergonhada que se pretende vigilante contra os desavergonhados e é mais desavergonhada que os sem-vergonha que acusa de desavergonhados.
domingo, 26 de abril de 2009
O SUPREMO DE FRANGO
A revista Veja que circula nesse domingo, 26 de abril de 2009, traz ampla reportagem sobre o quiprocó entre os excelentissimos srs. ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, ambos do Supremo Tribunal Federal e, o ultimo, seu presidente atual. Na reportagem, Veja, ao contrário de grande parte dos leitores dos sites de noticias aos quais tive acesso nos ultimos dias, critica veementemente Joaquim Barbosa, pelo seu destempero verbal.
Não é a primeira vez que Joaquim Barbosa dá seu showzinho para o pais, através das câmaras da TV Justiça, que transmite as sessões do STF e outros tribunais superiores, com vistas evidente à aparecer na midia nacional. Lembro-me, bem, de pelo menos um caso recente.
Quando nomeado pelo presidente da República para o mais alto cargo da judicatura brasileira, Joaquim Barbosa foi saudado pela imprensa e até pelo presidente, não por sua capacidade jurídica, mas por ser o "primeiro ministro negro do STF", assim como, na época em que Fernando Henrique nomeou Ellen Gracie, também foi saudada por ser "a primeira mulher no STF", e não por sua cultura juridica. Lembro-me bem da ex-senadora e ex-ministra Benedita da Silva que, quando foi nomeada para o ministério pelo mesmo presidente Lula, foi saudada como a "primeira favelada" a ocupar um lugar na esplanada de Brasilia.
Triste Brasil, onde os supostamente bons de serviço -- ou que deveriam sê-lo -- não são elevados a altos cargos por serem bons, ou, pelo menos, assim não são saudados quando lá chegam, mas porque foram "operários", "favelados", "negros".
É como antigamente, quando alguns eram acusados de obterem algum cargo elevado por serem "filhos de fulano", "netos de sicrano". A diferença é que, quando alguém era acusado de lograr algum lugar de destaque por ser "filho do papai ou neto do vovô", significava um desdouro, tais como as atrizes que se dizia que conseguiram o estrelado numa novela porque "passara pelo teste do sofá" do diretor.
Joaquim Barbosa é um ministro tão fraco como a imensa maioria dos demais ministros do STF, do STJ, desembargadores dos Tribunais de Justiça ou mesmo juizes de primeira instância. Fraco como o proprio Gilmar Mendes já o foi e ainda o é, embora, às vezes, surpreenda com sua coragem ao tomar decisões polêmicas -- como um outro ex-presidente do STF também tinha a coragem de tomar --, como, por exemplo recente, no caso dos habeas corpus a Daniel Dantas, que irritou muito hipócrita, com e sem toga.
Como Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, no ano passado, deixou dormitando na gaveta recursos eleitorais que lhe foram distribuidos, somente sobre eles decidindo quando há muito as eleições haviam se passado, com evidente prejuízo para os candidatos.
Como Ministro do Supremo Tribunal Federal, tem se especializado em criar polêmicas com alguns colegas - Gilmar Mendes é sua vitima preferida -- durante as sessões, que deveriam ser solenes e obedecerem a um rito dado pelo Regimento Interno da Corte, atento à liturgia de seu cargo e da propria Corte pela qual chegou, não por ser "negro" (pelo menos, assim esperam os brasileiros), mas por sua capacidade, honestidade e competência.
Acusar o colega Gilmar Mendes, presidente da Corte da qual faz parte, numa sessão onde discutia-se um caso corriqueiro que envolvia aspectos unicamente jurídicos, de ter "capangas" em Mato Grossoe de não ter moral, porque Gilmar, usando de sua prerrogativa de presidente, não lhe atendeu determinada questão de ordem, e, pior, sem qualquer prova de que o presidente da Corte seria "capangueiro" -- embora uma certa revista nacional, também sem qualquer prova, haja publicado certas matérias nesse sentido contra Gilmar, curiosamente depois que ele mandou soltar Daniel Dantas -- em nada demonstra que teria sido nomeado para o Supremo pelas qualidades que certamente possui. Pelo contrário, deixa a falsa impressão de que, realmente, sómente chegou lá porque um presidente da República "operário", que levou uma "favelada" para o Ministério, queria mostrar que também podia colocar um "negro" na mais alta Corte de Justiça do País.
Pior ainda, faz com que gente como eu, que conheceu, no final da década de 1970, no Rio de Janeiro um juiz que dizia que o unico Supremo que respeitava era o supremo de frango, ainda assim quando preparado por sua dileta esposa, tivesse razão.
Não é a primeira vez que Joaquim Barbosa dá seu showzinho para o pais, através das câmaras da TV Justiça, que transmite as sessões do STF e outros tribunais superiores, com vistas evidente à aparecer na midia nacional. Lembro-me, bem, de pelo menos um caso recente.
Quando nomeado pelo presidente da República para o mais alto cargo da judicatura brasileira, Joaquim Barbosa foi saudado pela imprensa e até pelo presidente, não por sua capacidade jurídica, mas por ser o "primeiro ministro negro do STF", assim como, na época em que Fernando Henrique nomeou Ellen Gracie, também foi saudada por ser "a primeira mulher no STF", e não por sua cultura juridica. Lembro-me bem da ex-senadora e ex-ministra Benedita da Silva que, quando foi nomeada para o ministério pelo mesmo presidente Lula, foi saudada como a "primeira favelada" a ocupar um lugar na esplanada de Brasilia.
Triste Brasil, onde os supostamente bons de serviço -- ou que deveriam sê-lo -- não são elevados a altos cargos por serem bons, ou, pelo menos, assim não são saudados quando lá chegam, mas porque foram "operários", "favelados", "negros".
É como antigamente, quando alguns eram acusados de obterem algum cargo elevado por serem "filhos de fulano", "netos de sicrano". A diferença é que, quando alguém era acusado de lograr algum lugar de destaque por ser "filho do papai ou neto do vovô", significava um desdouro, tais como as atrizes que se dizia que conseguiram o estrelado numa novela porque "passara pelo teste do sofá" do diretor.
Joaquim Barbosa é um ministro tão fraco como a imensa maioria dos demais ministros do STF, do STJ, desembargadores dos Tribunais de Justiça ou mesmo juizes de primeira instância. Fraco como o proprio Gilmar Mendes já o foi e ainda o é, embora, às vezes, surpreenda com sua coragem ao tomar decisões polêmicas -- como um outro ex-presidente do STF também tinha a coragem de tomar --, como, por exemplo recente, no caso dos habeas corpus a Daniel Dantas, que irritou muito hipócrita, com e sem toga.
Como Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, no ano passado, deixou dormitando na gaveta recursos eleitorais que lhe foram distribuidos, somente sobre eles decidindo quando há muito as eleições haviam se passado, com evidente prejuízo para os candidatos.
Como Ministro do Supremo Tribunal Federal, tem se especializado em criar polêmicas com alguns colegas - Gilmar Mendes é sua vitima preferida -- durante as sessões, que deveriam ser solenes e obedecerem a um rito dado pelo Regimento Interno da Corte, atento à liturgia de seu cargo e da propria Corte pela qual chegou, não por ser "negro" (pelo menos, assim esperam os brasileiros), mas por sua capacidade, honestidade e competência.
Acusar o colega Gilmar Mendes, presidente da Corte da qual faz parte, numa sessão onde discutia-se um caso corriqueiro que envolvia aspectos unicamente jurídicos, de ter "capangas" em Mato Grossoe de não ter moral, porque Gilmar, usando de sua prerrogativa de presidente, não lhe atendeu determinada questão de ordem, e, pior, sem qualquer prova de que o presidente da Corte seria "capangueiro" -- embora uma certa revista nacional, também sem qualquer prova, haja publicado certas matérias nesse sentido contra Gilmar, curiosamente depois que ele mandou soltar Daniel Dantas -- em nada demonstra que teria sido nomeado para o Supremo pelas qualidades que certamente possui. Pelo contrário, deixa a falsa impressão de que, realmente, sómente chegou lá porque um presidente da República "operário", que levou uma "favelada" para o Ministério, queria mostrar que também podia colocar um "negro" na mais alta Corte de Justiça do País.
Pior ainda, faz com que gente como eu, que conheceu, no final da década de 1970, no Rio de Janeiro um juiz que dizia que o unico Supremo que respeitava era o supremo de frango, ainda assim quando preparado por sua dileta esposa, tivesse razão.
quarta-feira, 11 de março de 2009
EXCOMUNGOU. E DAI?
Antes que aquele Bispo ou o Papa também me excomungue, quero declarar que sou católico apostólico romano e, mesmo se não o fosse, teria o maior respeito para com as instituições da Santa Madre Igreja Católica, como tenho pelas instituições das Igrejas Protestantes em geral e até pelas instituições do Candomblé, apesar, nesses dois casos, dos bispos macedos da vida e de alguns “pais-de-santo” pilantras. A Igreja Católica, pois, merece o devido respeito de todos nós, mesmo tendo sido a responsável pelos horrores da Inquisição ou pela nefasta proteção aos casos de abusos sexuais que vieram a publico nos últimos anos.
Esse respeito, contudo, não me impede de manifestar meu verdadeiro horror – parece exagero, mas é isso mesmo, horror – com a atitude de um Bispo nordestino, que excomungou a mãe de uma menina de 9 anos, grávida em virtude de um estupro cometido pelo próprio padrasto, e também médicos que realizaram o aborto, autorizado pela Justiça, naquela criança, para evitar até mesmo a sua morte, porque a gravidez, além de tudo, era de alto risco.
Pra ser bem sincero, apesar da meu catolicismo apostolistico romanistico, se fosse eu o excomungado por aquele Bispo estaria pouco me lixando. Primeiro, porque a excomunhão, na pratica, não leva a absolutamente nada: se impede o recebimento dos chamados sacramentos, como o batismo, o casamento, a crisma, a comunhão –impede também a confissão? Padre pergunta para o confesso se ele esta no pleno gozo de seus direitos católicos, quando toma-lhe a confissão? – tais sacramentos, na vida cotidiana da maioria dos cidadãos, estão perdendo cada vez mais a, digamos, “usualidade”. Pouco se casa na Igreja católica ou casa-se muito menos que no passado, mesmo porque o preço de um casamento esta ela hora da morte, e, por falar em morte, acho que o da extrema-unção também.
Então, o Bispo excomungou? E daí?
Daí, nada. Mas o problema é que a excomunhão veio em cima de gente extremamente humilde, pobre, inculta, justamente a classe social que mais importância dá a esse tipo de coisa, ainda mais no Nordeste brasileiro, onde a religiosidade é uma característica fortíssima do povo.
E, pior, veio por puro preconceito, ou seja, o conceito pré-concebido de que a vida humana somente a Deus compete dar ou tirar, pouco importando como é, está sendo, ou venha a ser essa vida. Não se admite a eutanásia, porque o sujeito tem que morrer aos poucos, como o máximo e dane-se seu sofrimento irreversível. Não se admite o aborto, porque a vida é uma criação Divina, pouco importando se aquele feto tem condições reais de vida digna – como a dos Bispos, por exemplo – ou se será um Ser vegetativo, e que dane-se se a mãe vai morrer durante o parto.
Não sei se é verdade,mas parece-me que, modernamente, até as Testemunhas de Jeová passaram a admitir, em casos de risco de vida, as transfusões de sangue, que não permitiam no passado.
Se as Instancias Superiores a esse Bispo não reverterem a tal excomunhão, o horror estará instalado em meio aos católicos, como na época da Inquisição.
Nada é mais importante que a vida, mas a vida de quem já a está vivendo.
Esse respeito, contudo, não me impede de manifestar meu verdadeiro horror – parece exagero, mas é isso mesmo, horror – com a atitude de um Bispo nordestino, que excomungou a mãe de uma menina de 9 anos, grávida em virtude de um estupro cometido pelo próprio padrasto, e também médicos que realizaram o aborto, autorizado pela Justiça, naquela criança, para evitar até mesmo a sua morte, porque a gravidez, além de tudo, era de alto risco.
Pra ser bem sincero, apesar da meu catolicismo apostolistico romanistico, se fosse eu o excomungado por aquele Bispo estaria pouco me lixando. Primeiro, porque a excomunhão, na pratica, não leva a absolutamente nada: se impede o recebimento dos chamados sacramentos, como o batismo, o casamento, a crisma, a comunhão –impede também a confissão? Padre pergunta para o confesso se ele esta no pleno gozo de seus direitos católicos, quando toma-lhe a confissão? – tais sacramentos, na vida cotidiana da maioria dos cidadãos, estão perdendo cada vez mais a, digamos, “usualidade”. Pouco se casa na Igreja católica ou casa-se muito menos que no passado, mesmo porque o preço de um casamento esta ela hora da morte, e, por falar em morte, acho que o da extrema-unção também.
Então, o Bispo excomungou? E daí?
Daí, nada. Mas o problema é que a excomunhão veio em cima de gente extremamente humilde, pobre, inculta, justamente a classe social que mais importância dá a esse tipo de coisa, ainda mais no Nordeste brasileiro, onde a religiosidade é uma característica fortíssima do povo.
E, pior, veio por puro preconceito, ou seja, o conceito pré-concebido de que a vida humana somente a Deus compete dar ou tirar, pouco importando como é, está sendo, ou venha a ser essa vida. Não se admite a eutanásia, porque o sujeito tem que morrer aos poucos, como o máximo e dane-se seu sofrimento irreversível. Não se admite o aborto, porque a vida é uma criação Divina, pouco importando se aquele feto tem condições reais de vida digna – como a dos Bispos, por exemplo – ou se será um Ser vegetativo, e que dane-se se a mãe vai morrer durante o parto.
Não sei se é verdade,mas parece-me que, modernamente, até as Testemunhas de Jeová passaram a admitir, em casos de risco de vida, as transfusões de sangue, que não permitiam no passado.
Se as Instancias Superiores a esse Bispo não reverterem a tal excomunhão, o horror estará instalado em meio aos católicos, como na época da Inquisição.
Nada é mais importante que a vida, mas a vida de quem já a está vivendo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
SR. PRESIDENTE: PREFEITO NÃO É PALHAÇO!!!
Ói eu aqui de novo. Publiquei a ultima cronica aqui em 12 de dezembro do ano passado. Transição de governo na prefeitura de Macarani, em dezembro. Posse do novo prefeito em janeiro, e um trabalhão tremendo aqui no inicio da nova gestão em janeiro. Só deu tempo de escrever as cronicas dirigidas ao Jornal Itajubá Noticias e ao Jornal Dimensão.
Mas voltei. E resolvi voltar como essa cronica que agora publico para todos, já publicada na minha coluna no Itajubá Noticias, há duas semanas.
Na terça e quarta-feiras 10 e 11 de fevereiro, o Exmo. Sr. Presidente da República, encontrou-se com nada menos do que mais de 4 mil prefeitos brasileiros, que atenderam convite para ir a Brasilia onde, principalmente os novos recém-eleitos e empossados, pensavam que as necessidades dos municípios são tratadas de forma séria pelo governo de S. Exa. O Brasil tem pouco mais de 5. 500 municípios. Faltaram, pois, uns 1.500 administradores municipais que não aceitaram tomar parte no picadeiro onde foram recebidos. Acredito eu que sejam todos estes prefeitos que não se encontram em seu primeiro mandato e, portanto, sabem que não devem nem podem perder tempo nem jogar dinheiro dos contribuintes de seus municípios fora, numa viagem que nada renderia de bom. É certo, Exa. que, como denunciou um motorista de táxi num dos telejornais que foram ao ar na quarta-feira, muitos e muitos prefeitos usaram da viagem para conhecer alguns lugares pitorescos da nossa capital, como inferninhos, boates – enfim, a “zona” (como se chamava antigamente) local, se bem que, para isso, bastaria uma visita cívica ao Congresso Nacional. Também houve a denuncia, engraçada se não fosse ridicula, da Revista Veja, de que havia, nas proximidades do local do evento, alguns fotografos com um painel onde apareciam V. Excelência e a Primeira Dama do vosso Governo, para que os prefeitos que fossem bobalhões tirassem uma foto "envolvido" por voces dois, para enganar os bobalhões de suas terras natal. Um painel, Sr. Presidente, como aqueles que a gente encontra, por exemplo, em Aparecida do Norte, perto da Basilica, nos dias de grande movimento de fiéis, onde o sujeito tira foto como se estivesse perto de Nossa Senhora, ou de frente a Basilica, ou como as que a gente encontra nos rodeios de Barretos, onde o sujeito enfia a cara no buraco de um painel, simulando estar montado em cima de um touro ou cavalo de raça. Que coisa ridicula, Sr. Presidente. A que ponto V. Excelencia e seus companheiros de governo chegaram para tentar manter o seu Partido no poder a partir de 2011, submetendo alguns prefeitos incautos e tão ridiculos quanto aqueles painéis, a um vexame perante o pais inteiro e o exterior. No que o Sr. esta transformando esse país, que já teve o orgulho de ser governado por um Juscelino e agora nivela a todos pelo mais baixo dos niveis intelectuais, montando progamas sociais que nada tem de sociais, mas de pura politicalha, politicagem --e, porque não dizer, picaretagem politica -- como o carro-chefe de sua popularidade, chamado "bolsa-familia", a esmola que é uma fortuna para quem não tem nada e para quem V. Excelência e seus companheiros não querem dar nada além dessa esmola, para que tenham que sempre lhes estender a mão?
Fui informado de que dois prefeitos meus estiveram em Brasilia naquele encontro: o mineiro de Itajubá, Jorge Renó Mouallem e o baiano de Macarani, Antonio Carlos Araujo Macedo. No meio daquela balburdia que foi a organização do evento e do sufoco que deve ter sido o apinhocamento de 4 mil prefeitos, acompanhados de secretários e assessores, provavelmente não se cruzaram e, se porventura um passou pelo outro, não sabiam de quem se tratavam.
Assisti a todos os telejornais possíveis da noite de terça-feira, que fizeram questão de noticiar a palhaç...., perdão Sr. Presidente, o evento. Todos mostraram aquele salão imenso cheio de gente esperançosa de ouvir algo que prestasse. Obviamente que não consegui distinquir nem Jorge nem Antônio Carlos na multidão. Conhecendo como os conheço, contudo, talvez nem lá estivessem, mas procurando pelos gabinetes de Brasilia garimparem verbas e projetos para suas cidades. Tenho a certeza que não estavam tirando fotos no painel ridiculo montado com a foto do Sr. e da vossa Primeira Dama do Governo.
O que mais chamou-me a atenção naquilo tudo foi quando V. Exa. , ao lado da Exma. Sra. Primeira Dama do vosso Governo – outrora uma das damas da guerrilha terrorista nacional, nas décadas de 60 e 70 – admitiu aos nossos prefeitos que a burocracia para se conseguir verbas através dos programas federais é enorme, mas que o Sr. não pode fazer nada e que, portanto, prefeito tem que aprender a preencher formulários e mais formulários.Parece-me que foi a única coisa de alguma importância dita por V. Exa., além de, claro, falar sobre o excesso de batom da Ministra Dilma Roussef, vossa candidata a sucessão presidencial no ano que vem.
A verdade pura e simples, Sr. Presidente Luiz Inacio Lula da Silva, é que aquele encontro, por parte de V. Exa., tinha como único objetivo pedir, sem falar expressamente, apoio dos novos ou velhos prefeitos à sua candidata, como denunciaram dois dos partidos de oposição ao Supremo Tribunal Federal, na semana passada.
Com toda franqueza, é uma vergonha e um acinte convidar gestores municipais, muitos deles como Jorge Mouallem e Antônio Carlos, jovens prefeitos certamente com grandes planos – ou ilusões? – para suas cidades, para fazer graça sem graça com o batom de alguém, sabendo que os únicos risos que provocará serão os dos puxa-sacos de sempre, de dizer-lhes que têm de aprender a preencher formulários, porque nada pode fazer a respeito. Poderia, sim, acabar com a desnecessária burocracia de mero entrave, se a intenção não fosse dificultar de todas as formas possíveis a liberação das verbas que, em ultima analise, pertencem aos municípios, já que é deles que sai toda a grana que vai parar nos cofres dos quais V. Exa. tem as chaves. Bastaria, por exemplo, editar uma medida provisória, como aquelas que V. Exa edita quando é do interesse do vosso Governo, ou de gente do vosso Governo, como o foi no caso daquela editada para transformar o vosso presidente do Banco Central em Ministro, para que ele escapasse do julgamento de uma ação civil publica por juízes de primeira instância.
O ex-prefeito de Macarani, Olisandro Nogueira, nunca ia a esses encontros. Quase nunca atendia a esses convites. Escolado em três mandatos, não aceitava fazer papel de palhaço, como V. Exa. parece pensar que os prefeitos são. Antonio Carlos, o baiano, e Jorge Mouallem, o mineiro, parecem ter aprendido rápido.
Com o devido respeito e protestos de estima e consi....Ah, deixa prá lá, subscrevo-me atenciosamente.
Mas voltei. E resolvi voltar como essa cronica que agora publico para todos, já publicada na minha coluna no Itajubá Noticias, há duas semanas.
Na terça e quarta-feiras 10 e 11 de fevereiro, o Exmo. Sr. Presidente da República, encontrou-se com nada menos do que mais de 4 mil prefeitos brasileiros, que atenderam convite para ir a Brasilia onde, principalmente os novos recém-eleitos e empossados, pensavam que as necessidades dos municípios são tratadas de forma séria pelo governo de S. Exa. O Brasil tem pouco mais de 5. 500 municípios. Faltaram, pois, uns 1.500 administradores municipais que não aceitaram tomar parte no picadeiro onde foram recebidos. Acredito eu que sejam todos estes prefeitos que não se encontram em seu primeiro mandato e, portanto, sabem que não devem nem podem perder tempo nem jogar dinheiro dos contribuintes de seus municípios fora, numa viagem que nada renderia de bom. É certo, Exa. que, como denunciou um motorista de táxi num dos telejornais que foram ao ar na quarta-feira, muitos e muitos prefeitos usaram da viagem para conhecer alguns lugares pitorescos da nossa capital, como inferninhos, boates – enfim, a “zona” (como se chamava antigamente) local, se bem que, para isso, bastaria uma visita cívica ao Congresso Nacional. Também houve a denuncia, engraçada se não fosse ridicula, da Revista Veja, de que havia, nas proximidades do local do evento, alguns fotografos com um painel onde apareciam V. Excelência e a Primeira Dama do vosso Governo, para que os prefeitos que fossem bobalhões tirassem uma foto "envolvido" por voces dois, para enganar os bobalhões de suas terras natal. Um painel, Sr. Presidente, como aqueles que a gente encontra, por exemplo, em Aparecida do Norte, perto da Basilica, nos dias de grande movimento de fiéis, onde o sujeito tira foto como se estivesse perto de Nossa Senhora, ou de frente a Basilica, ou como as que a gente encontra nos rodeios de Barretos, onde o sujeito enfia a cara no buraco de um painel, simulando estar montado em cima de um touro ou cavalo de raça. Que coisa ridicula, Sr. Presidente. A que ponto V. Excelencia e seus companheiros de governo chegaram para tentar manter o seu Partido no poder a partir de 2011, submetendo alguns prefeitos incautos e tão ridiculos quanto aqueles painéis, a um vexame perante o pais inteiro e o exterior. No que o Sr. esta transformando esse país, que já teve o orgulho de ser governado por um Juscelino e agora nivela a todos pelo mais baixo dos niveis intelectuais, montando progamas sociais que nada tem de sociais, mas de pura politicalha, politicagem --e, porque não dizer, picaretagem politica -- como o carro-chefe de sua popularidade, chamado "bolsa-familia", a esmola que é uma fortuna para quem não tem nada e para quem V. Excelência e seus companheiros não querem dar nada além dessa esmola, para que tenham que sempre lhes estender a mão?
Fui informado de que dois prefeitos meus estiveram em Brasilia naquele encontro: o mineiro de Itajubá, Jorge Renó Mouallem e o baiano de Macarani, Antonio Carlos Araujo Macedo. No meio daquela balburdia que foi a organização do evento e do sufoco que deve ter sido o apinhocamento de 4 mil prefeitos, acompanhados de secretários e assessores, provavelmente não se cruzaram e, se porventura um passou pelo outro, não sabiam de quem se tratavam.
Assisti a todos os telejornais possíveis da noite de terça-feira, que fizeram questão de noticiar a palhaç...., perdão Sr. Presidente, o evento. Todos mostraram aquele salão imenso cheio de gente esperançosa de ouvir algo que prestasse. Obviamente que não consegui distinquir nem Jorge nem Antônio Carlos na multidão. Conhecendo como os conheço, contudo, talvez nem lá estivessem, mas procurando pelos gabinetes de Brasilia garimparem verbas e projetos para suas cidades. Tenho a certeza que não estavam tirando fotos no painel ridiculo montado com a foto do Sr. e da vossa Primeira Dama do Governo.
O que mais chamou-me a atenção naquilo tudo foi quando V. Exa. , ao lado da Exma. Sra. Primeira Dama do vosso Governo – outrora uma das damas da guerrilha terrorista nacional, nas décadas de 60 e 70 – admitiu aos nossos prefeitos que a burocracia para se conseguir verbas através dos programas federais é enorme, mas que o Sr. não pode fazer nada e que, portanto, prefeito tem que aprender a preencher formulários e mais formulários.Parece-me que foi a única coisa de alguma importância dita por V. Exa., além de, claro, falar sobre o excesso de batom da Ministra Dilma Roussef, vossa candidata a sucessão presidencial no ano que vem.
A verdade pura e simples, Sr. Presidente Luiz Inacio Lula da Silva, é que aquele encontro, por parte de V. Exa., tinha como único objetivo pedir, sem falar expressamente, apoio dos novos ou velhos prefeitos à sua candidata, como denunciaram dois dos partidos de oposição ao Supremo Tribunal Federal, na semana passada.
Com toda franqueza, é uma vergonha e um acinte convidar gestores municipais, muitos deles como Jorge Mouallem e Antônio Carlos, jovens prefeitos certamente com grandes planos – ou ilusões? – para suas cidades, para fazer graça sem graça com o batom de alguém, sabendo que os únicos risos que provocará serão os dos puxa-sacos de sempre, de dizer-lhes que têm de aprender a preencher formulários, porque nada pode fazer a respeito. Poderia, sim, acabar com a desnecessária burocracia de mero entrave, se a intenção não fosse dificultar de todas as formas possíveis a liberação das verbas que, em ultima analise, pertencem aos municípios, já que é deles que sai toda a grana que vai parar nos cofres dos quais V. Exa. tem as chaves. Bastaria, por exemplo, editar uma medida provisória, como aquelas que V. Exa edita quando é do interesse do vosso Governo, ou de gente do vosso Governo, como o foi no caso daquela editada para transformar o vosso presidente do Banco Central em Ministro, para que ele escapasse do julgamento de uma ação civil publica por juízes de primeira instância.
O ex-prefeito de Macarani, Olisandro Nogueira, nunca ia a esses encontros. Quase nunca atendia a esses convites. Escolado em três mandatos, não aceitava fazer papel de palhaço, como V. Exa. parece pensar que os prefeitos são. Antonio Carlos, o baiano, e Jorge Mouallem, o mineiro, parecem ter aprendido rápido.
Com o devido respeito e protestos de estima e consi....Ah, deixa prá lá, subscrevo-me atenciosamente.
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