A carta que voces vão ler agora está circulando pela Internet e me foi repassada por um amigo. Prestem bem atenção no que voces vão ler:
Carta à Shell - 1986 - Relíquia histórica
CARTA ENVIADA À SHELL NOS ANOS '80
Este fato é verdadeiro. A Shell tem a carta arquivada. Isto é FANTÁSTICO. NÃO TEM PREÇO, UMA RARIDADE A empresa Shell abriu seus arquivos e veio a conhecer o conteúdo e uma carta enviada por um consumidor, nos anos 80, ao seu Serviço de Atendimento ao Consumidor. Ela está transcrita na sua forma original, inclusive com os erros gramaticais. Conheça a carta: "Olá!Tenho um Corcel II 1986 a álco e sou cliente dos posto Shell. Não abasteço em nenhum otro posto há mais de 5 ano. Tô escrevendo porque tô com uma dúvida na qual acho que vocês são os mais indicado a me ajuda. A questã é que tô progamando uma viage para domingo dia 27/10. Nesse dia será realizado o 2º turno das eleição e mais uma vez vai tê a proibição de venda de alco da meia noite até a meia noite de domingo. A chamada lei seca. Mas o trajeto que pretendo percorre no domingo é muito maior do que cabe de alco no tanque do meu carro, já que não vai tê venda de alco, vô te que carrega em alguma vasilha o resto que segundo meus cálculo é um tanque e meio quase 100 litro . Gostaria de sabe qual a vasilha mais segura pra transporta o alco ou se tem alguma outra solução pro meu pobrema. Pensei em talvez abastece com gasolina por que a proibição de venda é so de alco pelo que eu vi. Caso a solução seja mesmo a de transporta o combustive a se usado, gostaria de sabe se algum posto de vocês na região da Grande ABC poderia faze um desconto por que eu vo está comprando mais de 150 Litro de alco no sábado. Conto com a ajuda de vocês. Assinado: Luis Inacio da Silva Torneiro Mecânico São Bernardo do Campo/SP"
A idéia, certamente, é divulgar que o atual presidente, Luiz Inacio Lula da Silva, que, no ano de 1986, ainda não se assinava Lula, que era somente seu apelido, teria escrito a tal carta para a Shell, e, com isso, demonstrar o quanto ignorante seria nosso presidente da Republica.
O diabo é que não dá prá acreditar na veracidade dessa carta. Das duas, uma: ou a carta é verdadeira, mas o tal Luiz Inacio da Silva que a escreveu não seria Lula, ou a carta é simplesmente falsa e pronto.
Em 1986, o Sr. Luiz Inacio da Silva, que era Lula somente no apelido, era um dos candidatos a Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores. Se o leitor não tem memória fraca, ou, se é jovem demais para se lembrar dos fatos, deve ter um minimo de conhecimento da história recente do pais, deve lembrar-se que foi o famoso ano do Plano Cruzado, e que, naquelas eleições, que também eram para a Assembléia Nacional Constituinte, Lula foi eleito deputado federal, enquanto o PMDB fez a quase totalidade dos governadores dos Estados (perdeu somente em um Estado em todo o país).
É simplesmente inadmissível que Lula, já velho de guerra na politica e no trato com politicos e homens de empresa em geral, fosse tão BURRO, a ponto de confundir a proibição de bebidas alcóolicas com a de alcool combustivel no dia das eleições.
A carta, portanto, é falsa ou foi escrita por outra pessoa e, agora, estaria sendo usada com má-fé por quem a está divulgando.
E olha que não sou nem um pouco simpático ao Sr. Luiz Inacio Lula da Silva, nunca fui simpatico ao Sr. Luiz Inacio da Silva, nem com seu Partido, muito menos com seu governo.
Quando a equipe de Fernando Collor de Mello, nas eleições de 1989, levou ao ar aquela entrevista com a enfermeira mutreteira, mãe de uma filha de Lula, que, certamente, levou uma nota preta para dizer o que disse, eu sabia duas coisas: a primeira, que provavelmente seria absolutamente verdadeiro o fato de que Lula teria pedido a ela, quando engravidou, que abortasse a criança, mesmo porque, seria um pedido extremamente natural de um homem casado que teve um caso extraconjugal; a segunda, que a enfermeira não tinha um pingo de vergonha na cara em fazer o depoimento que fez, porque teria recebido dinheiro para isso, levando ao conhecimento da Nação um caso absolutamente particular, que não tinha nada a ver com o comando do Pais que poderia, ou não, vir a ser assumido por seu ex-amante, caso este vencesse as eleições e que tal senhora era tão sem caráter, que não se importou, sequer, pelo fato de sua filha estar sendo levada ao renome nacional, como se fosse a filha renegada pelo candidato a presidente. E não era nada disso. A equipe de Fernando Collor errou e errou feio. Demonstrou tanta falta de caráter de seus membros, quanto o da tal enfermeira.
Agora, surge essa absurda suposta carta de Lula enviada a Shell em 1986.
Parece que pior que Lula são seus opositores. Acho que se merecem.
segunda-feira, 10 de março de 2008
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