“Não como paralelos!” Paralelos, aqui no Nordeste – pelo menos na Bahia – são aquelas pedras usadas para calçamento de ruas, que aí no Sudeste conhecemos como paralelepípedos. “Não voto nele, porque a prefeitura nunca comprou nada na minha loja”. A primeira frase, ouvi de uma senhora moradora de uma casinha num bairro pobre aqui de Macarani, durante a inauguração do calçamento e infra-estrutura de nada menos do que mais de duas dezenas de ruas no bairro, em 4 meses de intenso trabalho. Antes, aquela senhora, lavadeira de profissão, carregava na cabeça as trouxas de roupas que ia buscar e levar nas casas de suas freguesas, enfrentando barro durante a época de chuvas, poeirão durante a seca e, numa ou noutra época, uma buraqueira danada. Enfrentava, também, esgoto correndo a céu aberto. Á partir daquele dia da inauguração do calçamento da sua rua e de todas as outras que lhe davam acesso, as freguesas passaram a trazer as trouxas de roupas até sua casa, porque seus carros podiam entrar na rua, aumentou o numero de clientes e não precisava lavar a mesma roupa duas ou três vezes, por causa da poeira que antigamente as sujava quando estavam secando ao ar livre. Sua casinha, que ganhara meses antes, de graça, de um programa social habitacional da prefeitura, com escritura e tudo, valorizou-se. Mas, naquele dia da inauguração, ela pediu dinheiro para um assessor do prefeito, o assessor negou dizendo-lhe que ela estava recebendo um grande benefício com aquela obra. Foi quando ela lhe respondeu que “não comia paralelos”.
A segunda frase, ouvi de um comerciante de materiais de construção. Esqueceu-se que, graças ao trabalho da prefeitura, certamente o movimento de venda de materiais de construção em sua loja triplicou ou quadruplicou, porque a cidade progrediu estupidamente durante o mandato do atual prefeito, chegando, mesmo, a serem aprovados nada menos do que 4 novos loteamentos particulares, com centenas de lotes cada um, nos quais as pessoas construiram suas casa. Mas, como a prefeitura não comprou nada na sua loja, ele “não votava no prefeito”, candidato a reeleição.
Esses são, apenas, dois exemplos de coisas que vi e ouvi no período eleitoral desse ano em Macarani. Gente que dizia que votaria no candidato do Lula, muito embora Lula nem saiba onde fica Macarani, e o único Ministro de Estado do Governo Lula que já esteve aqui, Geddel Vieira Lima, seja ligado ao atual prefeito e não ao candidato da oposição, aliás, um fazendeiro que somente se filiou ao PT por conveniência. Antes era do (acreditem se quiserem) PFL !!!! Pior, com o indeferimento do registro da sua candidatura pela Justiça Eleitoral, acabaram elegendo um cara do PTB, porque o número 13 não poderia ser mudado nas urnas a 48 horas das eleições, e propaganda eleitoral do PT não tem nada, nada, além da lavagem cerebral preconizada pelos Nazistas: “é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13 é13étrezeneles!!!!!!!!!!!!!!!!!”. Coisa típica para convencer pobre ignorante. Duas semanas depois das eleições, ainda encontro muita gente humilde dos bairros pobres vestindo, com um orgulho besta, a camisa vermelha do PT que foi distribuída aos montões no dia das eleições, e olha para os adeptos do candidato com a arrogância do "eu ganhei", quando, na verdade, não ganhou nada: continua e continuará empurrando sua "galinhota" (aquele carrinho de mão, usado para transportar materiais de construção ou, como aqui, compras feitas pelas madames na feira livre de sábado, que no sudeste chamam de piruzinho) pelo próximos 4, 8 ou para sempre anos, enquanto continuarão a zombar de "perdedores" que passarão por eles em seus automóveis.
Tá certo, teria corrido também muita grana, coisa de um milhão de reais, somente no dia das eleições, em notas de 50, segundo comenta-se. Tem gente que até confessa na porta de botequim haver recebido os tais cinquentinha para votar no 13. Bom, para um Partido que já deu muito mais pra deputado votar em projetos do governo, nada demais. E acabaram elegendo um sujeito do PTB!!!!! E ainda comemoram a "vitória do 13"!!!!! Tem que venerar o bolsa-familia, mesmo, senão morria de fome, por incompetência.
Como já escrevi nesse site, dois meses antes das eleições, se não fosse D. João VI ter fugido para o Brasil e aqui resolvido criar um novo Reino, tornando Portugal sede do tal Reino Unido de Portugal e Algarves apenas no papel. Se não fosse D.Pedro, ainda príncipe, ter resolvido ficar no Brasil e acabar proclamando sua independência, talvez não fossemos o país que somos hoje, grande e unido. Poderíamos não passar de várias Bolívias. Mas o povo um dia, levado por malandros da política, resolveu revoltar-se contra D. Pedro I, já Imperador. Nesse dia, muito aborrecido, D. Pedro I teria dito que “tudo faria para o povo; nada, porém, pelo povo”. Ou seja, cumpriria seu dever, sua obrigação legal, nada mais que isso, porque o povo não mereceria sua dedicação. Depois de tudo fazer pelos “trabalhadores do Brasil”, Getulio Vargas foi abandonado à própria sorte por aqueles trabalhadores, que compravam às pencas o jornal de seu inimigo Carlos Lacerda, com calunias e difamações contra o presidente, e armou-lhe uma arapuca que o levou ao suicídio. Depois de, apesar dos pesares, desenvolver o pais 50 anos em 5, Juscelino Kubscheck não recebeu o apoio de ninguém do povo, quando foi cassado e banido pelos militares.
Acho que D. Pedro I estava certo.

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