domingo, 3 de fevereiro de 2008

MATILDE IGUALOU AS RAÇAS

Dona Matilde Ribeiro, agora já ex-Secretaria Especial de Politicas de Promoção da Igualdade Racial -- uma dessas Secretarias com status de Ministérios, sem nenhuma estrutura, criadas pelo governo Lula, ou seja, uma das enganações do governo PT -- mostrou que é boa mesmo de serviço. Tenho até pena de sua demissão, pois competente ela é. Ou melhor: foi.
Matilde foi pega no flagra usando o cartão de crédito corporativo do governo -- o cartão entregue a cada servidor de alto escalão para pequenas despesas imediatas de viagens e representação -- em compras particulares, como a festança com o dinheiro publico em free shops de aeroportos.
É o segundo escândalo (descoberto) de membros do primeiro escalão do governo do PT, ocorrido na administração Lula, desde 2003. O primeiro, agora já esquecido pelo grande público, foi o da Dona Benedita da Silva, que foi a Buenos Aires para um encontro de sua Igreja Evangélica, fingindo que estava a serviço do governo, num encontro com sua colega ministra de lá. Nossa ex-Ministra, simbolo da mulher pobre, preta e favelada que chegou quase ao topo do Poder, acabou pedindo demissão. Recentemente, soube que ocupava uma secretaria no Estado do Rio de Janeiro, tão discreta que ninguém mais ouviu falar dela. Acho que nem os cariocas.
Mas Matilde -- que também é negra, só não sei se pobre e ex-favelada -- , ao contrário de Benedita da Silva que somente trocou os pés pelas mãos enquanto esteve no governo Lula, demonstrou grande competência nas suas funções de Promotora das Igualdades Raciais.
Voces sabem aquele quadro do programa A Praça é Nossa, onde Carlos Alberto de Nóbrega conversa com a mulher cujo marido é podre de rico e ela gasta horrores em shoppings? Um imitação barata do antigo quadro da Cremilda, estrelado por Consuelo Leandro ainda na antiga Praça da Alegria, do pai de Carlos Alberto. Alias, a mulher que faz o quadro hoje, é a esposa de Carlos Alberto.
Pois bem, aquela mulher futil, rica e burra é loura.
A ex-Secretaria, com status de Ministra, Matilde Ribeiro igualou as raças: fêz a negra ser que nem a loira.

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